Mão-Deus (Cinco-pontas); Margaridão-

Nome cientifico: Tithonia diversifolia

Sinonímia: Maragaridão, mini-girasol, [www.tede.ufsc.br]


Dados para Cultivo

Propagação: Sementes, divisão de touceira

Espaçamento: crescimento aleatório em touceiras que se expandem livremente

Época de Plantio: propagação natural

Época Colheita: Folha: ano todo, flores: período de florescimento:primavera/verão


Uso Medicinal

Uso Principal:

A planta tem sido utilizada popularmente para eté atenuar a síndrome de abstinência a drogas psicotrópicas em dependentes químicos em Florianópolis, SC. Estudo foi feito para comprovação científica deste uso popular muito difundido. Conclusão:Os resultados do tratamento agudo e sub crônico mostraram somente uma possível atividade hipno-sedativa no teste do sono barbitúrico, a qual não foi confirmada pelo teste de sono reo, o que parece ser devido mais a uma interferência na farmacocinética do barbitúrico que a um efeito central. O tratamento agudo com a planta também não atenuou a síndrome de abstinência, apesar de seu uso e indicação popular. [www.tede.ufsc.br].

Teles observa que o estudo foi feito com toda técnica científica para experimentação da ação de fitofármacos, contudo teve a grande distorção de ser feito APENAS em ratos de laboratório, e a avaliação foi feita APENAS segundo conceitos aplicados nestes animais. Sabemos que o cérebro humano não pode de forma alguma ser comparado com os circuitos neurais destes animais, assim, o fato de que na prática muitas situações de cura da síndrome de abstinência foram na prática conseguidas, aceitamos a ideia de que tal planta deveria ser experimentada com todo rigor científico] em humanos [pela sua muito baixa periculosidade e custo para fins sociais],e aí avaliados seus reais resultados, visto que ela tem satisfatória segurança de uso já testada por outras utilizações medicinais.

Uso Normal:

A Tithonia diversifolia, ou girassol, tal como é conhecida em S. Tomé e Príncipe, confirmou em ensaios laboratoriais a atividade farmacológica indicada pelos terapeutas tradicionais, que normalmente dela fazem uma beberagem a partir da cozedura de extractos de caules, flores e folhas secas para tratar a malária.
Segundo os investigadores, esses extractos da planta revelaram uma atividade anti plasmódia, quer na fase eritrocitária do Plasmodium falciparum, resistente à cloroquina, quer na fase hepática do desenvolvimento do parasita. A sua eficácia, nesta última fase, “sugere que estas plantas possam ser usadas como profilácticos, na prevenção da doença”.
O desenvolvimento de produtos fitofarmacêuticos com estas características pode ser de grande relevância para a proteção de grupos de risco (crianças, grávidas, idosos), especialmente em áreas com tão elevados níveis de resistência do Plasmodium falciparum à cloroquina e à maioria dos fármacos atualmente disponíveis, como é o caso de S. Tomé e Príncipe, afirmam.
Contudo, a planta não só revelou laboratorialmente propriedades terapêuticas para o combate à malária, como também em situações clínicas que evoluem para certos tumores, como o carcinoma do estômago, mama e algumas leucemias. Esta planta medicinal possui ainda uma comprovada atividade anti-diabética, designadamente para tratamento de diabetes tipo 2. Os mesmos extractos da planta revelaram atividade contra o HIV-1.
A Tithonia diversifolia, uma planta nativa da América Central e do México é utilizada também noutras regiões do mundo com fins terapêuticos. Em Cuba tratam-se contusões, a partir de folhas maceradas com álcool, como substituto de Arnica. Na Colômbia usa-se uma decoção das folhas para tratar espasmos e problemas hepáticos. Na Venezuela tem uso veterinário em coelhos, como anti-abortiva, e para melhoria da lactação pós-parto. Os chineses empregam-na no tratamento de diabetes, e no Congo as folhas são utilizadas como anti-diarreico. Na América Central os extractos das folhas são usados externamente para o tratamento de hematomas e ferimentos.
Perante esta multiplicidade de aplicações, e os resultados promissores já evidenciados, a Tithonia diversifolia é – para os cientistas – uma planta a continuar a se estudar no futuro.
[fonte: blog.tudosobreplantas.com.br]

Uso Normal:

Teles informa que, Teiú [ou JALAPA] com Mão-de-Deus, constituem um composto para a síndrome do alcoolismo.[50% de cada, usando-se os ramos floridos]. Os pacientes que os usam alegam que seus organismos durante o tratamento sentem-se enjoados quando “pensam em usar o álcool”,prevendo-se que o organismo repudie o contato com as plantas durante o uso do álcool. Muitos pacientes acompanhados com este tratamento, passaram bem pela árdua fase da síndrome de abstinência do álcool e deixaram o vício.

Características:

Nativa da América Central e México.

Foto:

Foto 2: