Crataegus (Espinheiro-alvar)

Nome cientifico: Crataegus spp; [Crataegus oxyacantha] . Sinonímia: Crataegus laevigata D.C.

Sinonímia: Nome Popular: Crataegus, Crataego e Espinheiro-alvar, no Brasil; Pirliteiro, Espinheiro-alvar, Escambrulheiro, Cambroeira, Espinheiro-branco, Abronceiro, Espinheiro-ordinário, Espinha-branca, Estrepeiro e Escalheiro, em Portugal; Espino Albar, Crataegus e Majuelo, em espanhol; Hawthorn e Midland Hawthorn, em inglês; Biancospino, na Itália; Aubépine e Epine Blanche, na França; Weissdorn e Zweigriffliger Weissdorn, na Alemanha.Denominação Homeopática: CRATAEGUShttp://ervaseinsumos.blogspot.com/2009/03/crataegus.html

Composição Química:

Em seu caule encontramos uma grande quantidade de flavonoides, entre eles a vitexina, a vitexina- O-rhamnosídeo, a quercetina, a isovitexina entre outros.
A quantidade de flavonoides totais em sua seiva pode chegar a 20%.

Princípios Ativos: Proantocianidinas Oligoméricas ou Leucoantocianidinas (1-3%): procianidina B-2 dimérica e eriodictioglicosídeo; Flavonóides: derivados do quercetol (hiperosídeo, rutina, quercetina-ramnogalactosídeo, espirosídeo e metoxi-kaempferol-3-O-glicosídeo) e derivados do apigenol (vitexina e vitexina-4-ramnosídeo, entre outros);
Ácidos Carboxílicos (0,3-1,4%): ácidos ursólico e catególico (folhas), acantol, ácido neotególico (ausente na flor), ácidos cafêico e clorogênico; Fitosteróis: -sitosterol; Tanino Catéquico: epicatequina; Óleo Essencial (0,16%): aldeído anísico; Vitamina C (no fruto); Sais Minerais: sódio, cálcio, potássio, fósforo e magnésio; Ácidos Graxos; Açúcares: glicose e frutose.

Observação 2: As edições da Farmacopéia Brasileira (2ª e 3ª edições) não trazem o teor mínimo de princípio ativo para o Crataegus, deixando por conta da análise macroscópica e microscópica, além de ensaios físico-químicos a identificação da espécie. No entanto, a Farmacopéia Alemã (1994) determina um teor mínimo de 0,70% em flavonóides totais, calculados como hiperosídeo.
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Informações Gerais

Contra Indicações:

Apesar de estudos em ratos não mostrar ação teratogênica ou embriogênica assim como maior risco de aborto, seu uso em mulheres grávidas deve ser feito com cautela avaliando a relação risco/benefício. Pacientes que estiverem fazendo uso de outros medicamentos principalmente para o tratamento de hipertensão e insuficiência cardíaca devem ter acompanhamento médico.
Contra-indicações – DEKATIN
DEKATIN (Extrato seco de Crataegus oxyacantha L.) está contra-indicado para pacientes alérgicos a quaisquer constituintes da formulação.

Reações adversas/colaterais e alterações de exames laboratoriais 
 (Extrato seco de Crataegus oxyacantha L.) é bem tolerado. Entre as principais reações adversas que podem ocorrer estão: desconforto gástrico, palpitações, sonolência, dores de cabeça e zumbidos. Não há relatos de alterações em exames laboratoriais.
Posologia –
1 a 3 comprimidos revestidos ao dia por 4 a 8 semanas ou à critério médico.

Superdosagem – 
Não há dados de superdosagem em humanos. Estudos em animais mostram uma depressão respiratória e bradicardia. Em casos de superdosagem aconselha- se o esvaziamento gástrico e suporte cardio-respiratório.
Pacientes idosos –
Até o momento não há relatos de efeitos prejudiciais em pacientes idosos.
Uso pediátrico – 
O uso de Crataegus não é recomendado na pediatria.

Toxicidade/Contra-indicações: Durante a utilização de formulações comerciais com Crataegus, um pequeno grupo de pacientes apresentaram alguns efeitos adversos como fadiga, transpiração, náuseas, entre outros sintomas, desaparecendo ao suspender a administração (Von Eiff M. et al., 1994).
Nas provas de toxicidade aguda, a DL50 mostra que a administração endovenosa de flavonóides isolados é de 50-2.600 mg/kg. A DL50 para o extrato total alcoólico das folhas a 20% por via endovenosa, foi calculada em 390 mg/kg, enquanto que por via oral alcança 6 g/kg. Todos estes dados indicam baixa toxicidade (Ammom H., 1981).
Em doses extra terapêuticas pode produzir depressão respiratória e cardíaca. Recomenda-se utilizar a dose indicada e tratamentos descontínuos.
Não se tem registrado casos de toxicidade crônica fetal, mutagênese ou carcinogênese.
É contra-indicada a administração juntamente com cardiotônicos ou com benzodiazepínicos.
Tem-se demonstrado tanto in vitro quanto in vivo uma redução no tônus e na motilidade uterina, sendo portanto contra-indicado na gravidez. A falta de referências que afirmem que os princípios ativos acabem por se concentrar no leite materno, não se recomenda o uso durante a lactação (Ammon H., 1981).

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Uso Medicinal

Uso Principal:

DEKATIN (formulação laboratorial, Extrato seco de Crataegus oxyacantha L.) é produzido com extrato padronizado da planta Crataegus oxyacantha L., contendo 2,5% de flavonoides totais, expressos como vitexina. Estudos “in vivo” mostram uma ação inotrópica e cronotrópica positiva na musculatura lisa cardíaca, estes estudos foram confirmados mostrando uma ação dose resposta. Os mecanismos de ação do extrato de Crataegus oxyacantha L. se faz pela inibição da bomba sódio/potássio. A melhora da função cardíaca se deve à vasodilatação periférica e melhor perfusão coronariana.
Extrato seco de Crataegus oxyacantha L.) está indicado no tratamento de quadros de insuficiência cardíaca7 grau I e II e como auxiliar na melhora da função coronariana.
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Uso Normal:

Parte Utilizada: Folha, flor e fruto
Indicações e Ação Farmacológica: Indicado principalmente no mau funcionamento cardíaco: extra sístoles, taquicardia paroxística, palpitações, coronarites, hipertensão arterial, aterosclerose, prevenção da angina pectoris, insuficiências cardíacas leves, recuperação pós infarto e espasmos vasculares. Atua também no sistema nervoso central, nas distonias neurovegetativas e nas úlceras por stress. Na Homeopatia o Crataegus é um grande tônico para o coração, utilizado principalmente na arteriosclerose, na asma cardíaca e na angina.
Podemos dividir em duas partes os efeitos proporcionados pelo Crataegus: um cardiovascular e outro, em menor proporção, sobre o sistema nervoso central.
• Efeito Cardiovascular: As protocianidinas e os flavonoides do Crataegus tem sido assinalados como os princípios ativos de maior atividade neste nível. Em estudos in vitro sobre corações isolados de cobaias, os extratos desta espécie têm demonstrado aumentar o fluxo coronário (Petkov V., 1979; Ghani A. et al., 1987). Os mesmos resultados mais um efeito redutor da pressão arterial por beta-bloqueio e vasodilatação foram observados em testes in vivo sobre gatos, cachorros, ratos e coelhos (Rácz Kotilla E. et al., 1980; Occhiuto F. et al., 1986).
Na década de 40 realizaram-se os primeiros ensaios em pacientes com hipertensão arterial com Crataegus, observando-se que a administração de altas doses ~[não tóxicas] trouxe efeitos benéficos (Combemale B. et al., 1944). Os extratos alcoólicos têm demonstrado possuir uma atividade hipotensora superior em relação aos extratos aquosos. Com relação ao extrato fluido de Crataegus, a sua administração em pacientes com hipertensão arterial moderada tem sido benéfica. O efeito hipotensor promove ligeira bradicardia e aumento do fluxo sangüíneo da musculatura estriada esquelética (Rewerski W. e col., 1971).
Também se deve acrescentar que a infusão das flores tenderia a um efeito moderado, o qual é coadjuvante na diminuição da pressão arterial (Van Ginkel A., 1997).
A administração prévia de extratos de Crataegus demonstrou um efeito profilático sobre a produção de arritmias cardíacas induzidas pela administração endovenosa de aconitina em coelhos. Entretanto, a administração da infusão por via oral posterior a administração de aconitina, não combateu as arritmias (Thompson E. et al., 1974).
A administração prévia de extratos crús de uma variedade muito próxima, o Crataegus pinnatifida, como também o flavonóide vitexina-4-ramnosídeo do Crataegus oxyacantha, têm demonstrado exercer um efeito protetor nas isquemias experimentais sobre os cachorros anestesiados e corações isolados e reperfundidos de ratos (Nasa Y. et al., 1993; Schussler M. et al., 1995; Popping S. et al. , 1995).
Sabe-se que os radicais livres possuem um importante papel na arterogênese. Assim, ratos alimentados com extratos feitos de fruto de Crataegus pinnatifida, têm-se evidenciado uma maior atividade da enzima superóxido desmutase, proteína que promove a inativação dos radicais livres e uma inibição da peroxidação-lipídica. Esta atividade está diretamente relacionada com as procianidinas e flavonóides (Day Y. et al., 1987; Bahorun T. et al.,1994; Rakotoarison D. et. al., 1997).

• Efeito sobre o Sistema Nervoso Central: Ocorre um efeito depressivo suave em ratos que receberam extratos de Crataegus por via oral. Então verificou-se uma prolongação do tempo de sono induzido por barbitúricos como também um decréscimo na motilidade espontânea nos animais e do tônus simpático (Ammon H. et al., 1981). A atividade sedativa do sistema nervoso central estaria baseada numa ação inibitória do tônus simpático excitado, observado através de melhorias nos casos de alterações vasomotoras, vertigens, hiperemotividade, etc. Inclui-se a sua utilidade na sintomatologia simpática do Edema de Quinckle (Berdonces J., 1985).
Para alguns autores, o efeito sedativo do Crataegus seria superior ao da Valeriana e e comparável com ao dos Benzodiazepínicos (Della Loggia R. et al., 1981).
Dosagem e Modo de Usar:
• Infusão: Uma colher de sobremesa por xícara, infundindo por 15 minutos. Tomar três vezes ao dia;
• Tintura (1:5): 50-100 gotas antes de cada refeição, três semanas ao mês, como hipotensor; 40 gotas antes de dormir, como sedante e anti-espasmódico.
• Extrato Fluido (1:1): 30 a 50 gotas, uma a três vezes ao dia;
• Extrato Seco (5:1): 0,5 a 1 grama/dia (1 grama equivale a 5 gramas da planta seca).
• Homeopatia: Tintura-mãe- 1 a 25 gotas por dia, em doses de cinco gotas cada uma.
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Características:

A Crataegus oxyacantha L. é um pequeno arbusto originário da Europa. Em seu caule encontramos uma grande quantidade de flavonoides, entre eles a vitexina, a vitexina- O-rhamnosídeo, a quercetina, a isovitexina entre outros. A quantidade de flavonoides totais em sua seiva pode chegar a 20%. Informações – DEKATIN
O Extrato seco de Crataegus oxyacantha L. é obtido de um pequeno arbusto originário da Europa. Seu emprego como cardiotônico se deve ao fato de seu caule ser rico em substâncias denominadas flavonoides, entre elas a vitexina , cuja ação é a de estimular a musculatura lisa cardíaca e relaxar a musculatura lisa vascular.
Interações medicamentosas – DEKATIN
Pacientes em tratamento de hipertensão8 e/ou cardiopatas devem avaliar o uso de outros medicamentos. Tem- se descrito um efeito potencializador em relação aos glicosídeos cardiotônicos como a digoxina. Outras drogas que podem ter seus efeitos potencializados são a teofilina, cafeína, papaverina, nitratos, adenosídeos e epinefrina.

Pequeno arbusto que mede entre 2-7 metros de altura, possuindo uma casca de coloração cinzento-clara quando jovem, lisa e mais tarde castanha e fendida. Possui ramos espinhosos, folhas glabras com 3 a 5 lóbulos pouco profundos, ligeiramente serrados. O fruto é uma pequena drupa vermelha, menor a 1 centímetro de comprimento, contendo uma a três sementes. A Farmacopéia Brasileira 3ª Edição (1977) descreve as sumidades floridas do Crategus da seguinte forma: “ Flores dessecadas, mostrando ainda pedúnculos glabros, em média de 1 a 2 cm de comprimento. A flor é actinomorfa e apresenta dois ou, menos freqüentemente, três carpelos concrescidos na sua face dorsal com o receptáculo, e terminando em dois a três estiletes com um estigma plano e o bordo superior do receptáculo com os seguintes órgãos: o cálice com 5 sépalas, a corola com 5 pétalas e numerosos estames, na maioria dos casos 20. As sépalas aparecem triangulares com ponta obtusa ou afilada, glabras ou na face interna (superior) fracamente pilosa, de 3 a 4 mm de comprimento. As pétalas exibem um contorno arredondado com uma curta unguícola, delicadamente crenuladas, glabras, de 5 a 6 mm de comprimento; sua cor, branca ou ligeiramente rosa na flor fresca, toma um matiz pardacento pela dessecação. O crataego é quase sem odor e sabor.”
Seu nome botânico deriva do grego, kratiegus, que significa dureza, uma alusão à sua madeira, sendo imposto pela primeira vez por Teofrasto. Para os gregos e romanos esta espécie significava a esperança, o matrimônio e a fertilidade. As damas nobres gregas gostavam de usar uma flor presa às roupas. Os romanos colocavam folhas de Crataegus nas camas das crianças para evitar a invasão dos “espíritos maus”. Esta espécie por muitas vezes pode atingir até 500 anos de existência.
Observação 1: Existem ao menos duas espécies do gênero Crataegus que se desenvolvem no mesmo habitat e possuem basicamente as mesmas indicações e propriedades terapêuticas. São elas: Crataegus monogyna e Crataegus pinnatifida.
Família Botânica: Rosaceae.http://ervaseinsumos.blogspot.com/2009/03/crataegus.html

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