Fibrose cística: D.P..O.C. teste pezinho (recém nascido); mucos; secreções ]]}}}

Sintomas e Causas : Segundo: Alimentos Saudáveis & Alimentos Perigosos – Reader´s Digest: é uma doença hereditária que afeta as glândulas que produzem muco, suor e outras secreções e enzimas. Os órgãos mais atingidos são: os pulmões, o pâncreas, intestino, que são obstruídos com um muco espesso. Quando congestionado, o pulmão fica exposto à pneumonia e outras infecções. Quando os dutos que normalmente transportam as enzimas pancreáticas para o intestino delgado são bloqueados, o resultado, entre outros distúrbios digestivos, é uma dificuldade de decompor gorduras e proteínas. Quantidades anormais de sal são perdidas no suor e na saliva, o que pode acarretar sérios desiquilíbrios químicos. A Fibrose Cística, também conhecida como Mucoviscidose, é uma doença genética autosómica (não ligada ao cromossoma x) recessiva (que são necessários para se manifestar mutações nos 2 cromossomas do par afectado) causada por um distúrbio nas secreções de algumas glândulas, nomeadamente as glândulas exócrinas (glândulas produtoras de muco). O cromossoma afectado é o cromossoma 7, sendo este responsável pela produção de uma proteína que vai regular a passagem de cloro e de sódio pelas membranas celulares. A proteína afectada vais ser a CFTR (regulador de condutância transmembranar de fibrose cística). E tal como a proteína, o próprio canal de cloro vai sofrer uma mutação do qual vai resultar um transporte anormal de iões de cloro através dos ductos das células sudoríparas e da superfície epitelial das células da mucosa. Vai ocorrer então uma alteração no transporte dos iões de cloro através das glândulas exócrinas apicais, resultando dessa anormalidade, uma permeabilidade diminuída ao cloro, fazendo com que o muco da fibrose cística fique cerca de 30 a 60 vezes mais viscoso. A água por sua vez, como vai seguir o movimento do sódio de volta ao interior da célula, vai provocar um ressecamento do fluído extracelular que se encontra no interior do ducto da glândula exócrina. Embora o sistema de transporte mucociliar não se encontre afectado pela patologia, ele vai ser incapaz de transportar uma secreção assim tão viscosa. Devido a essa incapacidade vai haver uma maior acumulação de muco, conduzindo ao aumento do número de bactérias e fungos nas vias, o que vai ser muito prejudicial, podendo levar mesmo a uma infecção crónica nos pulmões. É uma situação grave que pode também afectar o aparelho digestivo e outras glândulas secretoras, causando danos a outros orgãos como o pâncreas, o fígado e o sistema reprodutor. Nos pulmões, as secreções acabam por obstruir a passagem de ar, retendo bactérias, o que pode conduzir ao aparecimento de infecções respiratórias. No tracto gastrointestinal, a falta de secreções adequadas compromete o processo digestivo, levando a uma má função intestinal devido a uma insufeciência pancreática. As secreções no pâncreas e nas glândulas dos intestinos são tão espessas e por vezes sólidas, que acabam por obstruir completamente a glândula. As glândulas sudoríparas, as parótidas e as pequenas glândulas salivares segregam líquidos cujo teor em sal é superior ao normal. A Fibrose Cística engloba-se num grupo de patologias denomiadas D.P.O.C (doença pulmonar obstrutiva crónica) que se caracterizam por haver uma obstrução crónica das vias aéreas, diminuindo a capacidade de ventilação. Quando se utiliza o termo DPCO está-se a referir a todas as doenças pulmonares obstrutivas mais comuns como a bronquite crónica (tosse produzida na maioria dos dias, por pelo menos 3 meses num ano), enfisema pulmonar (quando muitos alvéolos estão destruidos e os restantes ficam com o seu funcionamento alterado), asma brônquica e bronquiectasias. (www.fibrosecistica.com)
Dr. Drauzio Varela: Fibrose cística Fibrose cística, ou mucoviscidose, é uma doença genética que se manifesta em ambos os sexos. O gene defeituoso é transmitido pelo pai e pela mãe (embora nenhum dos dois manifeste a doença) e é responsável pela alteração no transporte de íons através das membranas das células. Isso compromete o funcionamento das glândulas exócrinas que produzem substâncias (muco, suor ou enzimas pancreáticas) mais espessas e de difícil eliminação. Sintomas A fibrose cística afeta os aparelhos digestivo e respiratório e as glândulas sudoríparas. A obstrução dos ductos pancreáticos pela secreção mais viscosa impede que as enzimas digestivas sejam lançadas no intestino. O paciente tem má absorção de nutrientes e não ganha peso, apesar de alimentar-se bem. Apresenta também maior número de evacuações diárias e elimina fezes volumosas, com odor forte e gordurosas. Essa obstrução por secreção mais espessa também pode acometer os ductos biliares. A bile retida no fígado favorece a instalação de um processo inflamatório. Entretanto, o aparelho respiratório é a área mais delicada da doença. O pulmão produz muco espesso que pode ficar retido nas vias aéreas e ser invadido por bactérias. Outros sintomas são tosse com secreção produtiva, pneumonias de repetição, bronquite crônica. A alteração do transporte iônico nas glândulas sudoríparas compromete a reabsorção de cloro. Níveis aumentados de cloro ajudam a reter água e sódio o que deixa o suor mais salgado. Mulheres portadoras de fibrose cística têm mais dificuldade para engravidar porque o muco cervical mais espesso dificulta a passagem dos espermatozóides. Já 98% dos homens são estéreis, embora tenham desempenho e potência sexual absolutamente normais. Diagnóstico · Teste do suor: é específico para diagnóstico de fibrose cística. Níveis de cloro superiores a 60 milimoles por litro, em duas dosagens, associados a quadro clínico característico, indicam que a pessoa é portadora da doença; · Teste do pezinho: feito rotineiramente nas maternidades para três doenças congênitas, deve incluir a triagem para fibrose cística. Embora existam falsos positivos, resultado positivo é sinal de alerta que não deve ser desprezado; · Nos recém-nascidos, a fibrose cística pode provocar obstrução ileomeconial. Portanto, se a criança não eliminar naturalmente mecônio nas primeiras 24, 48 horas de vida, é preciso dar continuidade à investigação; · Teste genético: identifica apenas os tipos mais freqüentes da doença, porque as mutações do gene são muitas e os kits, padronizados. Mesmo assim, esse teste cobre aproximadamente 80% dos casos. Prevalência Vinte por cento da população são portadores assintomáticos do gene da fibrose cística, uma doença que acomete mais os brancos puros, é mais rara nos negros e muito rara nos orientais. Em países de grande miscigenação racial, a enfermidade pode manifestar-se em todo o tipo de população, mais cedo se o espectro das mutações do gene for mais grave e, mais tardiamente, se for mais leve.
Tratamentos Propostos : Dr. Drauzio Varela: Tratamento É fundamental para o tratamento da fibrose cística, além de garantir a reidratação e a reposição de sódio, especialmente nos dias de calor: · Boa nutrição do paciente, por meio de dieta rica em calorias sem restrição de gorduras; · Suplementação de enzimas pancreáticas para auxiliar a digestão; · Reposição das vitaminas lipossolúveis A,D,E,K; · Inalações diárias com soro fisiológico, broncodilatadores ou mucolíticos, conforme as características da secreção; · Fisioterapia respiratória para facilitar a higiene dos pulmões e evitar infecções · Prescrição de antibióticos em casa ou no hospital, nos casos mais graves. O tratamento de fibrose cística evolui bastante nas últimas décadas. Isso garante aos pacientes vida mais longa e de boa qualidade. Recomendações · Procure afastar qualquer indício de sentimento de culpa se seu filho for portador de fibrose cística. Você é tão culpado por ter-lhe transmitido esse gene quanto por ter transmitido o gene que lhe deu a cor dos olhos ou o tom da pele; · Verifique se o teste do pezinho inclui a triagem para a fibrose cística, quando nascer uma criança em sua família; · Esteja atento à boa nutrição do portador de fibrose cística. Paciente bem nutrido pode atingir as curvas normais de peso e altura; · Convença o paciente a praticar atividade física. Natação, por exemplo, ajuda a trabalhar a musculatura da caixa torácica; · Não se esqueça de que os portadores da doença, desde que adequadamente tratados, conseguem levar vida normal e de boa qualidade.
Segundo Teles: como temos obtido significativos êxitos em diversas patologias pulmonares com o uso de extratos fracos da planta Lobélia inflata, recomendamos o uso interno de extratos esgotados etanólicos (obtido por extrator tipo Soxhlet) mas em formulações Homeopáticas D1, pois tal planta exige muito cuidado na sua extração, recomendação de uso, posologia. No caso de uso infantil adaptar a dose pelo peso da criança. Ver dados específicos desta planta neste Site.

Segundo: Alimentos Saudáveis & Alimentos Perigosos - Reader´s Digest: coma bastante: peixe, aves, ovos, carnes e outros alimentos com alto teor de proteínas para manter o crescimento; alimentos ricos em amido e quantidade moderada de doce para obter energia; gordura (tanto quanto possível), para ter suprimento extra de calorias; sal para repor o que se perde no suor; líquidos para evitar prisão de ventre. Evitar; produtos com baixo teor de calorias. A nutrição é fundamental nesta patologia, assim a presença de um Nutricionista na equipe que trata do paciente é muito importante. Aparece em crianças e em bebês.