Plantas medicinais: secagem, aspectos técnicos

Receita 1:

SECAGEM
O consumo de plantas medicinais frescas garante ação mais eficaz dos princípios curativos, Entretanto, nem sempre se dispõe de plantas frescas para uso imediato, e a secagem possibilita conservação quando bem conduzida.
No beneficiamento de plantas medicinais são utilizados vários processos. Dependendo da espécie e da forma de comercialização, esses processos são utilizados diferencialmente. Por exemplo, as mentas podem ter as folhas dessecadas ou o óleo essencial comercializado, duas condições que exigem metodologias diferentes. A maioria das plantas medicinais é comercializada na forma dessecada tornando o processo de secagem fundamental para a qualidade final do produto. A redução do teor de água durante a secagem impede a ação enzimática e a conseqüente deterioração. O órgão vegetal, seja folha, flor, raiz, casca, quando recém colhido apresenta-se com elevado teor de umidade e substratos, o que concorre para um aumento na ação enzimática, que compreende diversas reações. Estas reações são reduzidas à medida que se retira água do órgão, pois a redução de umidade do meio é o melhor inibidor da ação enzimática. Daí a necessidade de iniciar a secagem imediatamente após a colheita. A secagem reduz o peso da planta, em função da evaporação de água contida nas células e tecidos das plantas, promovendo o aumento percentual de princípios ativos em relação ao peso inicial da planta. Daí dever-se utilizar menor quantidade de plantas secas do que frescas. No entanto, esta percentagem varia com a idade da planta e condições de umidade do meio.
a) CUIDADOS QUE ANTECEDEM A SECAGEM
Antes da secagem, deve-se adotar alguns procedimentos básicos para a boa qualidade do produto, independente do método de secagem a ser utilizado. Os mais importantes são:
Não se deve lavar as plantas antes da secagem, exceto no caso de raízes e rizomas que devem ser lavados. Caso a parte aérea das plantas esteja muito suja, usa-se água limpa para uma lavagem e efetua-se uma agitação branda dos ramos logo em seguida para eliminar a maior parte da água sobre a superfície da planta. A lavagem da parte aérea deve ser rápida para evitar a perda de princípios ativos.
Deve-se separar as plantas de espécies diferentes.
As plantas colhidas e transportadas ao local de secagem não devem receber raios solares.
Antes de submeter as plantas à secagem, deve-se fazer a eliminação de impurezas (terra, pedras, outras plantas, etc.) e partes da planta que estejam em condições indesejáveis (sujas, descoloridas ou manchadas, danificadas…).
As plantas colhidas inteiras devem ter cada parte (folhas, flores, sementes, frutos e raízes) colocadas para secar em separado e conservadas depois em recipientes separados.
Quando as raízes são volumosas, pode-se cortá-las em pedaços ou fatias para facilitar a secagem, como se faz em batata-de-purga (Operculina macrocarpa).
Para secar as folhas, a melhor maneira é conservá-las com seus talos, pois isto preserva suas qualidades, previne danos e facilita o manuseio. Folhas grandes devem ser secas separadas do caule. Nas folhas com nervura principal muito espessa, como alcachofra (Cynara scolymus), estas são removidas para facilitar a secagem.
b) MÉTODOS DE SECAGEM
a secagem pode ser conduzida em condições ambientes ou artificialmente com uso de estufas, secadoras, etc. Dependendo do método utilizado e do órgão da planta a ser dessecado, têm-se uma necessidade de área útil do secador variável entre 10 e 20% da área colhida.
è Secagem natural
a secagem natural é um processo lento, que deve ser conduzido à sombra, em local ventilado, protegido de poeira e do ataque de insetos e outros animais. Este processo é recomendado para regiões que tenham condições climáticas favoráveis, relacionadas principalmente a alta ventilação e temperatura, com baixa umidade relativa. É o mais usado a nível doméstico.
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