Vibrio cholerae (ajuda combate) vibrião colérico g*

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Sintomas e Causas : Nome Científico: Vibrio cholerae Reino: Monera Phyllum: Proteobacteria Classe: Gamma Proteobacteria Ordem: Vibrionales Família: Vibrionaceae Vibrio cholerae Pacini 1854 01 ou 0139 toxigênico. Nome comum: Idioma: vibrião-colérico Português Descrição morfofisiologica: O Vibrio cholerae é um bacilo gram-negativo com flagelo polar, aeróbio ou anaeróbio facultativo. Sorogrupos não-O1 do Vibrio cholerae já foram identificados em todo mundo. Dos 200 sorogrupos descritos somente dois sorogrupos: O1 e O139 são patogênicos. Devido a sua atividade quitinolítica no ambiente aquático o mesmo pode ser encontrada em associação com organismos marinhos. Rota de dispersão: Navegação Por transporte marítimo ou fluvial Vetor de Dispersão: Navio – Água de lastro Animal hospedeiro Animal vetor Reprodução: Divisão celular Forma biológica: Bactéria Dieta: Heterotrófico Introdução: Durante a 3ª pandemia de cólera (1852-1859) a cólera chegou ao Brasil e a primeira localidade atingida foi a província de Grão Pará (Estado do Pará), que recebeu o navio Defensor vindo de Portugal, com 12,8% da tripulação morta em consequência de diarréia Causa da introdução: Forma: Local: Data: Outros Acidental Pará 1852 Outros Acidental Floresta Amazônica 1991 Outros Acidental Baía de Paranaguá – 1999 Paraná Uso econômico: Impactos ecológicos: Desequilibrio no número e diversidade de microrganismos. Impacto econômico: O surgimento de epidemias acarreta maior investimento financeiro para tratamento da doença. Surtos de cólera podem também ocasionar impactos sobre atividades econômicas das regiões afetadas (por exemplo, interrupção de atividade pesqueira, problemas na captação de água para abastecimento, impacto sobre o turismo etc). Impacto na saúde: O Vibrio cholerae O1 e O139 toxigênico é o agente causador da cólera, cujo período de incubação é de 6 a 10 horas até 2 a 3 dias. Após a incubação, aparece subitamente a diarréia, acompanhada de dor de cabeça, cãibras musculares (na panturrilha), dores abdominais, vômitos e desidratação. Caso o doente não seja tratado com urgência, a morte acontece num prazo de 14 a 48 horas. A contaminação de organismos utilizados na alimentação humana pode ser um dos principais vetores da doença em regiões costeiras. Impactos sociais e culturais: Os impactos ambientais e na saúde, citados acima, têm reflexos sobre a sociedade em geral, desde as populações pobres que dependem do extrativismo até segmentos de maior poder aquisitivo que utilizam a região costeira para lazer, além de afetar o setor produtivo (por exemplo, empresas do setor portuário e de aqüicultura) e governamental (maior canalização de recursos financeiros e humanos para a contenção do problema) Análise de risco: Análise de risco de introdução: A presença de cepas patogênicas significa risco do surgimento da epidemia de cólera. A análise de risco deve ser empreendida por meio da análise dos vetores potenciais de introdução, seja através de abordagens estatísticas ou a partir do monitoramento contínuo e da análise laboratorial de rotina de amostras microbiológicas. Análise de risco de invasão: A partir da detecção de cepas patogênicas em uma dada região, deve ser estabelecido um plano de controle, prevenção e contingenciamento, baseado em um estudo das probabilidades e mecanismos de dispersão. Prevenção: A disseminação pode ser controlada quando a infra-estrutura de saneamento básico é adequada. A cólera é uma doença de notificação compulsória no Ministério da Saúde e existe um programa denominado Monitoramento das Doenças Diarréicas Agudas através do qual é realizado um monitoramento ambiental que permite a detecção precoce de V. cholerae O1 ou O139 toxigênico, por técnicas moleculares. Controle mecânico: A troca de água de lastro no mar, conforme recomendado pelas diretrizes da IMO, consiste na melhor medida disponível no momento para reduzir o risco de transferência de Vibrio cholerae no ambiente marinho, tendo em vista que este é o principal vetor de introdução da espécie. Controle químico: TODO PROCESSO DE CONTROLE DEVE SER REALIZADO COM EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA E, NO CASO DE USO DE PRODUTOS QUÍMICOS, SEGUINDO A ORIENTAÇÃO DO FABRICANTE E OBSERVANDO CUIDADOS PARA EVITAR IMPACTOS AMBIENTAIS PARALELOS. Cloração da água de lastro, entretanto estudos devem ser realizados para evitar o impacto ambiental do uso do cloro. Área de distribuição onde a espécie é nativa: V. cholerae não-O1/não-O139: microrganismo autóctone do ambiente aquático, associado Ambientes preferenciais para invasão: Área degradada, Costeiro, Marinho costeiro. Espécie tem preferência por ambientes com saneamento básico precário e áreas degradadas costeiras e marinhas. Área de invasão: Ambiente: Água doce Localidade: Floresta amazônica Município / Estado: Manaus / Amazonas Situação populacional: Contida Descrição da invasão: Cepas patogênicas desta espécie ocorreram em diversas regiões do país em décadas passadas, quando a situação populacional era característica de uma espécie invasora atual. Atualmente a invasão se reverteu Área de invasão: Ambiente: Água doce Localidade: Floresta amazônica Município / Estado: Belém / Pará Situação populacional: Contida Descrição da invasão: Cepas patogênicas desta espécie ocorreram em diversas regiões do país em décadas passadas, quando a situação populacional era característica de uma espécie invasora atual. Atualmente a invasão se reverteu Área de invasão: Ambiente: Estuarino Localidade: Baía de Paranaguá Município / Estado: Paranaguá / Paraná Situação populacional: Contida Descrição da invasão: Cepas patogênicas desta espécie ocorreram em diversas regiões do país em décadas passadas, quando a situação populacional era característica de uma espécie invasora atual. Atualmente a invasão se reverteu. Referência Bibliografica: Barua, D, History of cholera. IN: Cholera, BARUA, D. & GREENOUGH III, W. B. (ed)., Nova York, Plenum Medical Book Company, 1992, (p.1-35), livro Colwell, R. R; West, P. A; Maneval, D; Remmers, E. F; Elliot, E. L; Carlson, N. E, Ecology of pathogenic Vibrios in Chesapeake Bay. In:Vibrios in the environment., R. R. COLWELL (Ed)., Nova York, John Wiley & Sons, 1984, (p.367-387), livro Dalsgaard, A; Skov, M. N; Serichantalergs, O; Echeverria, P; Meza, R; Taylor, D. 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Tratamentos Propostos : Ver dados da planta indicada na literatura: TAMARINDO, neste site e sua aplicalidade em outros microorganismos patogênicos.