Prolactina: hiperprolactinemia e hiperprolactinemia [hipófise] g*

Plantas Relacionadas na Literatura : Vitex, .
Sintomas e Causas : 1.Existe Hipoprolactinemia? A secreção insuficiente de Prolactina está, em geral, associada com déficit de outras trofinas (como no hipopituitarismo adquirido ou na mutação do Pit-1 e do PROP-1). Um autor associou nível médio mais baixo de Prolactina com oligospermia e/ou prejuízo na vitalidade ou motilidade vertical dos espermatozóides, reversíveis com reposição exógena de Prolactina. 2.Quais são as causas mais comuns de Hiperprolactinemia, considerando diferentes faixas de Prolactina (em ng/mL)? – Entre 20 e 50 ng/mL: A Prolactina é um hormônio influenciado pelo stress e pode elevar-se pouco nas duas a três primeiras horas após o despertar. Também devemos lembrar que a fase lútea admite valor de Prolactina até 50 ng/mL. Afastadas estas causas (por exemplo com coleta de amostras em pool com intervalo de 20 minutos, e amostras em 1 hora), a causa mais comum de elevação de Prolactina nesta faixa é uso de medicamento que interfere com a relação neurotransmissores (principalmente dopamina) – lactotrofo. Hipotireoidismo, insuficiência renal ou hepática, manipulação de seios, patologia torácica e insuficiência adrenal são outras causas de Hiperprolactinemia nesta faixa. Prolactinoma costuma revelar valor maior de Prolactina. Efeito massa de tumor hipofisário de outra origem, quando cursa com Hiperprolactinemia, costuma revelar valor mais elevado. – Entre 50 e 100 ng/mL: Aqui, apesar de a causa mais comum ainda ser medicamento indutor de secreção lactotrófica, já devemos nos preocupar com a possibilidade de Microprolactinoma e de efeito massa de tumor hipofisário. Nesta faixa a possibilidade de pico episódico é muito baixa. As outras causas citadas na faixa anterior também podem cursar com Prolactina nesta faixa. – Entre 100 e 150 ng/mL: Segundo Mark Molitch ainda seriam os medicamentos os principais causadores de elevação nesta faixa, mas temos que convenientemente afastar Prolactinoma (nesta faixa a possibilidade de micro é maior que de macro) e efeito massa de outro tumor selar. Um macroadenoma com Prolactina nesta faixa é mais provavelmente um Tumor hipofisário não secretor de Prolactina exercendo efeito massa. – Entre 150 e 300 ng/mL: Nesta faixa as chances são quase exclusivamente de Prolactinoma. Como há uma relação grosseira entre tamanho do tumor e nível de Prolactina a chance de Macroprolactinoma é tão maior quanto maior for o valor de Prolactina. – Acima de 300 ng/mL: Aqui a chance de Macroprolactinoma é a maior de todas. 3.Quais são os principais problemas analíticos que podemos encontrar? Efeito Gancho: Ocorre em ensaios em sanduíche, conseqüente a concentração excessivamente elevada de Prolactina em técnica que não promove uma etapa de lavagem entre a primeira incubação (interação do anticorpo fixo com o antígeno) e a segunda incubação (interação do antígeno com o anticorpo marcado). Provoca falsas reduções. Pode ser solucionado com diluições. Anticorpos Heterófilos: Presença de anticorpos anti-anticorpos do animal fornecedor de idiotipos para o sistema analítico. Provoca falsas elevações. Pode ser resolvido com diluições. Anticorpos anti-Prolactina: Impede uma interação adequada entre o antígeno e os idiotipos do sistema analítico. Provoca falsas reduções. Pode ser resolvido com extração. Presença de outras isoformas: A Prolactina nativa tem 23 Kda, mas possui diversas isoformas circulantes, entre elas a big-Prolactina, a Prolactina glicosilada e a Prolactina Void Volume ou Macroprolactina (molécula de mais de 100 Kda, em geral representando um pentâmero de Prolactina. Possui ótima imunorreatividade aos ensaios de Prolactina mas é uma forma de baixa atividade biológica). Podem ser detectadas por técnicas cromatográficas de separação. Medicamentos que podem provocar Hiperprolactinemia: Bloqueadores do receptor de Dopamina Fenotiazinas, clorpromazina, Perfenazina, butirofenonas, haloperidol, Tiapridas, sulpirida, metoclopramida, domperidona, cisaprida, racloprida etc. Bloqueadores da síntese de Dopamina – Metil – DOPA Depletores de Catecolaminas Reserpina Opióides Antagonistas H2 Cimetidina, Ranitidina Imipraminas Amitriptilina, amoxapina Inibidores da recaptação de serotonina Fluoxetina Antagonistas do Cálcio Verapamil Estrógenos Referência Bibliográfica Molitch ME: Medical Treatment of prolactinomas. Endocrinol Metab Clin North Am 28: 143-169, 1999. Faglia G: Prolactinomas and Hyperprolactinemic Syndrome, in Endocrinology 4th ed. Edited by DeGroot LJ and Jameson JL, WB Saunders Co.; 329-362, 2001. Clayton RN, Bougild M, Bates AS: Tumor Supressor genes in the pathogenesis of human pituitary tumors. Horm Res 47: 185-193, 1997. IMPORTANTE Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo. Publicado por: Dra. Shirley de Campos ———————————————– REGULAÇÃO DA HIPÓFISE Hipotálamo secreta substâncias neurossecretoras (fatores hipotalâmicos de liberação e inibitórios) Fatores mais importantes para controle da secreção hipófise: 1.Fator liberador de tirotropina (FLT) promove secreção horm. Tireoestimulante 2.Fator liberador de corticotropina (FLC) promove secreção horm. Adrenocorticotrópico 3.Fator liberador de hormônio do crescimento (FLS) promove a secreção do hormônio do crescimento 4.Fator liberador de hormônio luteinizante (FLL) promove secreção do hormônio luteinizante e foliculoestimulante 5.Fator inibitório da prolactina (FIP) inibe a secreção da prolactina https://sites.google.com/site/fitoterapiaocidental/fitoterapicos-e-enfermidades/afeccoes-endocrinas
Tratamentos Propostos : Teles: existem fortes indicaçõews na literatura fitoterápica de que a palanta Vitex [Vitex agnus-castus] tem muito fortes indicações de seu uso para esta patologia, e sua terapis apresenta muito menos efeitos colaterais do que os fármacos halopáticos usados pela medicina convencional [clássica]. [ver dados desta planta neste site].Teles indica também que existem plantas citadas na literatura fitoterápica que praticam o inverso da Vitex, pois tem fator de inibiação da prolactina que é o FIP, portanto inibem a secreção da prolactina pela hipófise: >erva-doce [Foeniculum vulgare] >Capim-limão [Cymbopogum citratus] >cenoura [Daucus carota]