Polimenorréia – disfunção hormonal- Hipermenorreia ou menorragia (ajuda nos sintomas)

Sintomas e Causas : Ocorrência de mais de uma menstruação a cada 24 dias. Encurtamento do ciclo menstrual – fase proliferativa menor que 10 dias ou fase secretória menor que 14 dias. Estresse físico e mental.
SANGRAMENTO UTERINO DISFUNCIONAL refere-se a um sangramento uterino anormal, cuja origem se deve, exclusivamente, a um estímulo hormonal inadequado sobre o endométrio. Entretanto, o termo é frequentemente usado como sinônimo de sangramento uterino anormal e o que vemos na prática clínica é um grande número de sangramentos uterinos anormais provocados por lesões orgânicas, genitais ou extragenitais, sendo erroneamente rotulados e tratados como disfuncionais (obviamente sem sucesso).
Até mesmo em eventos médicos esta confusão se perpetua, pois são inúmeras as mesas redondas e simpósios com o título especifico “Hemorragia ou sangramento uterino disfuncional” onde os tópicos e os expositores se perdem em métodos de diagnósticos por imagens e tratamentos modernos de miomas, pólipos, adenomiose, etc.
Ora, sangramento uterino disfuncional já é um diagnóstico fechado e cabe apenas discutir o tipo da disfunção, as condutas e modalidades de tratamento.
O termo sangramento uterino anormal é abrangente, multi-etiológico. Dentre as causas, inclui-se a disfunção hormonal. Quando falamos em sangramento disfuncional, pressupõe-se que todas as outras causas já foram excluídas. O grande desafio clínico é exatamente chegar ao diagnóstico preciso de sangramento uterino disfuncional, pois o tratamento será, em princípio, exclusivamente hormonal e sem possibilidade de fracasso. Se falhar, com certeza não será disfuncional. Neste caso, teremos que melhorar a nossa propedêutica, para identificar a real causa orgânica. Este é o primeiro e fundamental axioma: “Sangramento disfuncional corrige-se com hormônios. Se não corrigir, não é disfuncional, é orgânico”. Conceito Sangramento uterino disfuncional ou endócrino é um distúrbio freqüente que pode ocorrer em qualquer época do período reprodutivo da mulher, mas concentra-se principalmente em seus extremos, ou seja, logo após a menarca e no período perimenopausa. É definido como um sangramento uterino irregular, sem nenhuma causa orgânica (genital ou extragenital) demonstrável. É, pois, um diagnóstico de exclusão, feito após cuidadosa eliminação das causas orgânicas de sangramento uterino representadas pela gravidez e suas complicações, patologias uterinas e pélvicas benignas e malignas, e problemas extragenitais, como distúrbios da coagulação, doenças sistêmicas, endocrinopatias extra-ovarianas, ou uso de medicamentos que interferem com a ação hormonal ou com os mecanismos de coagulação.
O diagnóstico etiológico é portanto um desafio ao senso crítico do médico, à sua perspicácia na observação e interpretação dos sinais e sintomas, e à sua capacidade de saber utilizar os meios propedêuticos adequados para a comprovação ou exclusão das possíveis patologias. Quanto mais minuciosa e apurada for a propedêutica, mais causas orgânicas iremos encontrar, especialmente nas pacientes acima de 35 anos, fazendo com que um aparente sangramento disfuncional seja então identificado como orgânico. Aproximadamente 20% das pacientes com sangramento disfuncional são adolescentes e 50% concentram-se na faixa dos 40 a 50 anos. Para conceituar um sangramento uterino anormal é necessário primeiro estabelecer o que se considera um sangramento menstrual normal. O fluxo menstrual médio dura de 3 a 8 dias, com uma perda sanguínea de 30 a 80ml. O ciclo médio varia entre 24 e 34 dias (não se preocupem se outros autores referirem um ou dois dias a mais ou a menos, é questão puramente semântica, sem nenhuma importância clínica). Portanto, sangramento uterino anormal é aquele que apresenta uma alteração em um ou mais destes três parâmetros, ou seja, um sangramento excessivo em duração, freqüência ou quantidade. Com relação a este último parâmetro, não existe uma maneira prática e objetiva capaz de medir a quantidade de sangue eliminado, porém, se o sangue menstrual forma coágulos, provavelmente a perda é maior que o normal e quanto mais coágulos maior a perda. A dosagem da hemoglobina confirmará o excesso, se estiver baixa.
Sangramento disfuncional ovulatório Cerca de 15% das pacientes com sangramento uterino disfuncional apresentam ciclos ovulatórios. São descritos os seguintes tipos de sangramento:
Sangramento da ovulação. Ocorre com mais freqüência no fim da vida reprodutiva. É geralmente escasso e coincide com o período ovulatório, que pode ser identificado pela secreção mucosa, clara, abundante e filante que se apresenta rajada de sangue e eventualmente associada à dor da ovulação (Mittelschmerz). O sangramento pode durar de um a três dias e é possivelmente secundário à formação de pequenos trombos nos vasos endometriais consequentes à elevação plasmática dos níveis de estrogênios, mas pode também ser devida ao sangramento da rotura folicular por ocasião da ovulação, que é captado pelo óstio tubário. Pacientes em uso de anticoagulantes estão mais sujeitas a este tipo de sangramento, podendo às vezes chegar até à formação de hemoperitôneo;
Polimenorréia.  Refere-se a ciclo ovulatório com menos de 24 dias de intervalo e é geralmente devida a um encurtamento da fase folicular, embora possa também ocorrer uma diminuição da fase lútea ou de ambas. A temperatura basal identificará com precisão estas alterações;
Descamação irregular. É caracterizada por sangramento prolongado e abundante com intervalos regulares. A biópsia do endométrio praticada pelo menos 5 dias após o início do sangramento mostrará um aspecto de endométrio misto, onde identificam-se histologicamente áreas de secreção avançada, epitelização endometrial incompleta e proliferação inicial. Este quadro sugere uma regressão retardada do corpo lúteo, fazendo com que ainda persistam áreas sob a ação da progesterona do ciclo anterior juntamente com áreas de proliferação estrogênica do ciclo atual;
Sangramento pré-menstrual. Caracterizado por perda escassa de sangue, geralmente escuro, tipo borra de café, que antecede de alguns dias o sangramento menstrual. Também mais freqüente no fim da vida reprodutiva (acima dos 35 anos) e associada a uma deficiente produção de progesterona. Deve nos alertar também para a possibilidade de uma endometriose;
Hipermenorréia ou menorragia. Freqüentemente devida a causas orgânicas como miomas, pólipos, adenomiose e distúrbios da coagulação que cursam paralelo com ciclos ovulatórios. Merece portanto atenção especial, pois é praticamente um diagnóstico por exclusão. A congestão uterina crônica provocada por uma retroversão uterina ou disfunção orgásmica (síndrome de Taylor) podem também provocar um sangramento escuro e prolongado; Persistência do corpo lúteo (Sindrome de Halban). Não recorre de maneira cíclica. É episódio esporádico e o diagnóstico geralmente não é feito, porque não se pensa nesta possibilidade. É confundida freqüentemente com gravidez ectópica, o que já levou várias pacientes a cirurgia de urgência, pois ocorre um atraso menstrual, seguido de perdas irregulares, dor no baixo ventre e presença de massa anexial representada por um corpo lúteo hemorrágico. Com estes achados, há que se pensar naturalmente em ectópica. Se o diagnóstico correto for confirmado pela ultra-sonografia e bHCG (afastando a gravidez), a evolução espontânea seguirá sem maiores problemas. fonte: www.scielo.br

Tratamentos Fitoterápicos Propostos

Tratamentos Propostos : A literatura cita a planta VITEX AGNUS-CASTUS, como competente para atuar na hipófise regulando os processos hormonais do processo reprodutivo da mulher. Ver neste site no setor DOENÇAS, com a palavra-chave: hipófise, para maiores detalhes.