CAFÉ: UM BENEFÍCIO À SAÚDE [estudos nos EUA]

Substâncias

Pesquisas divulgadas pelo médico e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Darcy Lima, PhD pela Universidade de Londres e pesquisador do Institute for Coffee Studies (University of Vanderbilt – USA).
As pesquisas mostram que o café tem outros compostos bioativos além da cafeína. Contém Vit.B3 que é a niacina, minerais principalmente o potássio,e ácidos clorogênicos, que são um grupo novo de compostos encontrados em maior quantidade na bebida.
Quando o café é torrado, formam-se substâncias quinídeos, que tem a mesma ação dos remédios para tratar o ALCOOLISMO: fazem com que a pessoa pare a vontade de beber, bloqueando o desejo da autogratificação.

Estudos epidemiológicos mostram também que quem toma café tem menpr incidência de depressão, suicídio, alcoolismo e cirrose. Dr. Darcy atribui esse efeito aos quinídeos.
Além de gerarem os quinídeos os ácidos clorogênicos tem ação ANTIOXIDANTE NA PREVENÇÃO DO CÂNCER.
O consumo ideal diário de café para adultos é de quqtro xícaras de 150 ml[manhã; meio da manhã; após almoço; fim da tarde], sendo seu consumo excessivo a partir de 6 xícaras dia.
O café arábica tem em média: 1% de cafeína; 9% de ácidos clorogênicos; 1% de niacina; 3% minerais


Efeitos

A Embrapa Café coordenará pesquisa sobre benefícios do café para a saúde humana

Os estudos sobre a influência do café na saúde humana ganharam novo reforço com as pesquisas divulgadas pelo médico e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Darcy Lima, PhD pela Universidade de Londres e pesquisador do Institute for Coffee Studies (University of Vanderbilt-USA).
Segundo ele, o café proporciona um status de saúde generalizado ao organismo humano. “No Sistema Nervoso Central, funciona como estimulante natural, favorecendo as faculdades intelectuais (atenção, concentração e memória), inclusive a aprendizagem escolar. Também tem papel importante na prevenção do câncer de cólon, de doenças degenerativas (Parkinson), além de problemas respiratórios e circulatórios e de enxaquecas. Os ácidos clorogênicos presentes na composição reduzem a necessidade de autogratificação, afetando positivamente o humor e prevenindo males como depressão, tabagismo, alcoolismo, suicídio e consumo de drogas”, explica.

Para incrementar esses estudos, o Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, coordenado pela Embrapa Café (Brasília/DF), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, criou o Núcleo de Café & Saúde, que se dedicará exclusivamente a pesquisas sobre os benefícios do consumo de café, contando com a parceria da Universidade de Vanderbilt. Os integrantes do Núcleo realizaram reunião de discussão das linhas de pesquisa, que logo serão implementadas. Na ocasião, foi definido que serão pesquisados os efeitos do café na saúde física, mental e do coração, como elemento nutricional – inclusive na alimentação de crianças e idosos – e farmacêutico, e também como preventivo do câncer, depressão, e consumo de álcool e drogas, entre outros temas.

Essa iniciativa vai ao encontro das atuais necessidades e exigências do consumidor, mais consciente e preocupado em levar para casa produtos que representem ganhos para a saúde e a qualidade de vida. “O fato de o Brasil ter competência científica nesses estudos, experiência em ações internacionais e contar com a parceria da Universidade de Vanderbilt vai contribuir para o sucesso dessas pesquisas”, acrescenta Antonio de Pádua Nacif, gerente geral da Embrapa Café. A inserção desses estudos no âmbito do Consórcio é de autoria do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), que delegou à Embrapa a coordenação dos trabalhos.

Segundo o economista David Nahum, que ministrou palestra durante a reunião, a pesquisa sobre os efeitos do café para a saúde humana é bastante promissora para o agronegócio café, na medida em que vai derrubar muitos mitos antigos e mostrar vantagens ainda pouco conhecidas pelo consumidor. “Os benefícios do café para a saúde humana é um dos principais temas trabalhados na atualidade pela Organização Internacional do Café (OIC), que está iniciando campanha de divulgação positiva do produto no mundo”, completa.

O presidente da Federação Mundial de Cardiologia, Mário Maranhão, disse durante a reunião, que está entusiasmado com as pesquisas. Ele está participando do Núcleo de Café & Saúde do Consórcio com a finalidade de contribuir com os estudos desenvolvidos.

Estiveram presentes à reunião representantes da Embrapa Café, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Embrapa Agroindústria de Alimentos, Universidade de Campinas (Unicamp), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade de São Paulo (USP), Universidade de Brasília (UnB), Federação Mundial de Cardiologia e Secretaria de Saúde da Paraíba.

fonte: Embrapa Flávia Raquel Bessa