Receita 1:
PROCESSO DE OBTENÇÃO DE COMPOSTO ANESTÉSICO DE LIPPIA ALBA, COMPOSTO ANESTÉSICO OBTIDO E USO DE COMPOSTO COMO ANESTÉSICO. A presente invenção descreve um processo de obtenção de um composto anestésico de Lippia alba, o composto obtido pelo mesmo, e uma composição anestésica à base da substância ativa, obtida do óleo essencial de Llppia alba Mais especificamente, descreve uma composição para anestesiar animais aquáticos a base de linaloI, composto presente no óleo essencial de Lippia alba.
Pesquisadores do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) e da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Unicamp desenvolveram um processo que permite a obtenção de extrato de jambu mais puro, com a presença de espianto – principal responsável pelo efeito anestésico – e livre de clorofila. Também chamado de Agrião, Agrião-Pará ou Agriãozinho, o extrato da planta é utilizado não apenas como ingrediente culinário – especialmente no Pará -, mas também como anestésico e antibiótico em tratamentos, via oral, para dor de dente e de garganta, por exemplo. Outra utilização possível é na fabricação de cosméticos e produtos anti-idade.
Estudos anteriores mostraram que óleos essenciais voláteis obtidos de plantas potenciam o tempo de sono induzido por fenobarbital e álcool em camundongos. Cetamina é um anestésico muito utilizado em crianças, sendo conhecida por causar uma anestesia dissociativa. Seus efeitos alucinógenos podem ser reduzidos quando administrada em associação a benzodiazepínicos. O objetivo deste estudo foi determinar a influência dos óleos de Psidium guyanensis (Araçá azedo), Psidium pohlianum (Araçá doce), Psidium guajava (Araçágoiaba), Rosmarinus officinalis (Alecrim) e Lippia alba (Cidreira) no tempo de sono induzido por cetamina em camundongos. Os resultados indicam que o tempo de sono induzido por cetaminafoi prolongado pelos óleos essenciais de Psidium guyanensis, Psidium pohlianum, Psidium guajava e Lippia Alba mostrando novas possibilidades de associação com acetamina a fim de prolongar o seu efeito sedativo, proporcionando uma anestesia
Na realização de procedimentos durante as atividades ligadas a piscicultura, tais como transporte, biometria e procedimentos cirúrgicos, desencadeiam no estresse dos animais e muitas vezes os leva a morte (GIMBO et al., 2008; SNEDDON, 2012).Dessa forma, faz-se necessário a utilização de anestésicos afim de amenizar esse estresse, assim como evitar a morte e prejuízos aos piscicultores (ANSCHAU et al., 2014). Dentre os anestésicos utilizados durante o manejo de peixes destacam-se os anestésicos sintéticos, metano sulfonato (MS 222) e Benzocaína. Porém, estudos comprovaram que a utilização desses anestésicos causam efeitos negativos aos animais, tais como, perda de muco, irritação das brânquias e danos na córnea (INOUE et al., 2003). Baseado nisso, surgiram estudos em busca de anestésicos naturais oriundos de extratos de plantas. Atualmente existem dois principais anestésicos naturais, Mentol e Eugenol, ambos são extraídos respectivamente de óleos naturais de hortelã, também conhecida como Menta Mentha arvensisL., e de óleo de cravo da índia Syzygium aromaticum (GONÇALVES et al., 2008). Com o objetivo de encontrar novas alternativas de anestésicos naturais buscou-se avaliar o potencial anestésico de extratos de plantas nativas da Amazônia em peixes, afim de amenizar os impactos causados durante o manejo desses animais, além de ser uma substância de baixo custo e fácil acesso ao pequeno produtor
Fonte : (GIMBO et al., 2008; SNEDDON, 2012).
Pesquisadores do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) e da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Unicamp
ANSCHAU et al., 2014).
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