Reto-colite crônica ; Doença de Crohn; Doença inflamatória intestinal crônica;

Plantas Relacionadas na Literatura : Paratudo  .
Sintomas e Causas :
GASTROENTEROLOGIA: Doenças Intestinais Crônicas Doença Inflamatória Intestinal ou Doença Inflamatória Intestinal Crônica é um termo geral para um grupo de doenças inflamatórias crônicas de causa desconhecida envolvendo o trato gastrintestinal.
As Doenças Inflamatórias Intestinais podem ser divididas em dois grupos principais, a Colite Ulcerativa e a Doença de Crohn.
A Doença de Crohn é uma inflamação crônica do trato gastrintestinal, de origem desconhecida que envolve o intestino fino (íleo) em 30% dos pacientes, a região ileocecal em 40% dos casos ou uma região maior, a ileo-cólon direita.
A Colite Ulcerativa é igualmente uma doença inflamatória crônica do intestino, porém, restringindo-se ao cólon. Quando a doença está ativa (em crise), a mucosa intestinal torna-se maciçamente infiltrada por células inflamatórias e é afetada por micro-úlceras. Essas doenças são mais comuns em brancos que em negros e orientais, com uma incidência maior (três a seis vezes) em judeus em comparação a não judeus. Os dois sexos são igualmente afetados. Muitos acham que a incidência da Doença de Crohn vêm aumentando cinco vezes mais rapidamente que as de Colite Ulcerativa. Embora o pico de maior ocorrência das duas doenças esteja entre os 15 e os 35 anos de idade, elas têm sido relatadas em todas as décadas de vida. Não se sabe com certeza a causa para essas doenças mas, de qualquer forma, parece haver uma provável base hereditária e um componente ambiental.
Fatores familiares ou genéticos, infecciosos, imunológicos e psicológicos podem estar ligados ao surgimento dos sintomas.
Índice de Dermatologia Psicossomática Delírio Parasitário Psoríase Dermatite Atópica Dermatite Seborreica Urticária Crônica Herpes Simples Genital Lúpus Vitiligo Qualidade de vida em dermatologia Índice de Cardiologia Psicossomática – Psicossomática – Psicotrópicos – Personal. Tipo A – O Enfartado – O Hipertenso – A emoção na UTI – Doença e o Doente – Arritmias e Depressão – Coagulação RETOCOLITE ULCERATIVA A Retocolite Ulcerativa (Colite Ulcerativa) é uma doença que afeta o intestino grosso. É descrita como um processo inflamatório que compromete o intestino grosso, fazendo com que a mucosa intestinal se apresente inflamada, vermelha, coberta de muco e com ulcerações. No início do século 20, a Retocolite Ulcerativa era considerada crônica, irreversível, comprometendo, na maioria das vezes, o reto e o colón sigmóide podendo haver o aparecimento dos pseudopólipos, tidos como seqüelas da moléstia de evolução mais longa. Nessa mesma década, foi descrito a forma fulminante da Retocolite Ulcerativa, com o megacólon tóxico. Incidência e prevalência A Retocolite Ulcerativa é uma doença relativamente comum nos países desenvolvidos. Estima-se que a incidência populacional da Retocolite Ulcerativa esteja entre 3 a 7 casos por ano para cada 100.000 habitantes. Isso dá uma prevalência global na população de 30-90 casos por 100.000 pessoas. Nos EUA e nos países do norte europeu, a incidência da Retocolite Ulcerativa fica ao redor de 5 a 10 por ano por 100.000 com prevalência de 50 a 100 casos por 100.000 pessoas da população geral. A incidência familiar da doença varia de 1 a 5%, havendo dados de até entre 15 e 20%. Na grande maioria dos estudos epidemiológicos percebe-se ligeira preponderância da Retocolite Ulcerativa em pacientes do sexo feminino, sem, no entanto, atingir níveis de significância. Na Inglaterra e no Pais de Gales a freqüência é de 1,5 mulheres para 1 homem. Causas A etiologia da Retocolite Ulcerativa permanece desconhecida. É possível, no entanto, discutir algumas hipóteses sobre a própria doença e facilitar reflexões futuras sobre ela. a. Seria a Retocolite Ulcerativa uma doença ou uma síndrome? b. Seria a Retocolite uma doença intestinal inflamatória mesmo ou seria um aspecto intestinal inflamatório de outra doença? c. Seria a etiologia da Retocolite Ulcerativa multifatorial ou única? d. Seria a Retocolite Ulcerativa uma manifestação secundária de vários fatores superpostos? A causa infecciosa da Retocolite Ulcerativa, pode ser invalidada devido a menor incidência da Retocolite Ulcerativa nos países subdesenvolvidos, onde seria de se esperar uma maior incidência das doenças de natureza infecciosa. A favor dessa não infecção tem também o fato de se saber que a Retocolite Ulcerativa não se transmite por contágio. A interferência de aspectos ambientais na eclosão da doença não parece ser provável, já que a incidência da Retocolite Ulcerativa tem sido constante ao longo do tempo e não oscila ao sabor das nuances ambientais. Dentro dessa linha (ambiental), parece também que a relação de hábitos dietéticos com o desenvolvimento e evolução da Retocolite Ulcerativa não pode ainda está estabelecido. O fator genético, por outro lado, deve ser valorizado. Há uma incidência familiar da Retocolite Ulcerativa maior que na população geral. Essa incidência aumenta de 5 para 10% entre parentes dos pacientes e é significativamente acentuada entre gêmeos homozigóticos. Outra pista genética é a evidente associação entre a Espondilite Anquilosante, uma doença estabelecida por gene autossômico dominante ligado ao HLA-b27, e a Retocolite Ulcerativa. Ainda, na busca da causa para a Retocolite Ulcerativa, várias hipóteses têm sido aventadas para explicar o envolvimento do sistema imunológico. As alterações imunológicas têm sido demonstradas paralelamente à associação entre a Retocolite Ulcerativa e outras doenças imunológicas, como é o caso, ainda, da Espondilite Anquilosante. Pesquisas recentes tentam explicar a participação do sistema imunológico na ocorrência da Retocolite Ulcerativa. Não há dúvida de que, muitas vezes, pode se observar algum distúrbio da imunidade no paciente com Retocolite Ulcerativa, demonstráveis em exames de laboratório, como por exemplo, a síntese e secreção de imunoglobulinas, especialmente a IgA. Esse tipo de anormalidade tem sido, também, estabelecido em outras moléstias, como o próprio câncer e a doença celíaca, dando às vezes, a impressão de que os distúrbios imunológicos seriam mais secundários ao prejuízo orgânico global causado pela Retocolite Ulcerativa do que, definitivamente, a causa dela. Outras investigações interessantes sobre as causas da Retocolite Ulcerativa são aquelas relativas ao papel dos distúrbios psiquiátricos como possível causa primária ou fator secundário agravante. Os elementos causais de origem psicológica foram destacados no final da década de 40. Alguns argumentos podem ser apresentados a favor de elementos psicossomáticos na gênese da RCU: em 75% dos casos de Retocolite Ulcerativa pode-se identificar alguma sorte de estresse; a morte devido a Retocolite Ulcerativa foi documentada em macacos em cativeiro, normalmente devido à separação do companheiro. O estresse é, de fato, desencadeador dos ataques de Retocolite Ulcerativa mas, atrapalhando as investigações, observa-se que tais ataques ocorrem, também, em situações onde não se detecta o estresse. Inversamente, em outras ocasiões, há fortes componentes emocionais sem que desencadeie um ataque da doença. Portanto, tem sido um consenso, e isso deve ser aceito, que os fatores emocionais devem ser vistos como fortes elementos contribuidores e precipitadores da melhor ou da pior fase da doença, mesmo que não possam ser considerados agentes diretamente causadores. Entretanto não parece haver uma estrutura psíquica particular, em termos de personalidade, diferenciando os pacientes que são portadores de doença intestinal inflamatória e a população geral. Os pacientes com Retocolite Ulcerativa não têm freqüência maior de diagnostico de doenças psiquiátricas que o restante da população e, quando existe algum diagnóstico, eles estão em nível semelhante ao observado nos demais pacientes portadores do outras doenças crônicas. Sintomas No que diz respeito aos progressos efetuados no campo do diagnóstico e da evolução clínica da Retocolite Ulcerativa, os mais importantes sintomas para o diagnóstico são: Diarréia (mais de 6 evacuações por dia), Sangue e muco nas fezes, Presença de úlceras, Alterações inflamatórias contínuas e sangramento de contato ao exame endoscópico. Cólicas abdominais, Perda de peso, Febres. A Retocolite Ulcerativa compromete quase que exclusivamente o intestino grosso, sendo que as lesões se confinam predominantemente ao reto e cólons. Com rara exceção pode comprometer o íleo terminal. Assim sendo, num período de observação prolongado, tem sido possível concluir que a Retocolite Ulcerativa que for confinada apenas ao reto e sigmóide é a de melhor prognóstico do que os casos onde o comprometimento é mais amplo e abrangente. Depois de instalado o processo inflamatório da Retocolite Ulcerativa, se instala no intestino também uma infecção como agente secundário. Isso parece contribuir, em grande parte, para a sintomatologia febril da doença. Retocolite e Câncer Os sintomas da Retocolite Ulcerativa incluem hemorragia retal, diarréia, câimbras abdominais, perda de peso, e febres. Além disso, pacientes que tiveram Colite Ulcerativa extensa por muitos anos, apresentam um risco maior de desenvolver câncer de intestino grosso. O risco de câncer nesses pacientes está aumentado em relação a população geral principalmente quando a doença se prolonga para mais de 10 anos, particularmente se os pacientes forem mais jovens. O risco estimado aumenta aproximadamente de 5%, da primeira década, para 20%, na segunda década, e 6% para cada ano subseqüente. Num estudo populacional envolvendo 3.117 pacientes com Retocolite Ulcerativa observou-se aumento de 15 vezes no risco de desenvolver câncer entre aqueles que apresentavam pancolite (inflamação em todo intestino) e apenas 2,8 vezes nos que tinham comprometimento apenas do cólon esquerdo. A morte por causa do câncer colo-retal é três vezes maior na população com Retocolite Ulcerativa do que na população geral. Trecho do artigo de Dr Luiz Carlos Bertoni publicado no site UpTime: RETOCOLITE ULCERATIVA “A Retocolite Ulcerativa é uma doença inflamatória da mucosa intestinal que afeta mais o reto, mas pode atingir o intestino grosso por inteiro. Evolui por surtos e ocorrem períodos de piora e de melhora das lesões e dos sintomas, às vezes durante muitos anos. Os sintomas incluem cólicas (câimbras) e diarréia com sangue e muco, persistente por dias, semanas e em alguns casos por meses, depois desaparecem. A dor abdominal é aliviada após a pessoa evacuar, mesmo em pequena quantidade, muitas vezes muco e sangue. Todo portador da Retocolite Ulcerativa deve ter seu médico assistente porque em algumas pessoas pode haver piora abrupta da doença e necessidade de tratamento de emergência. Quando ocorre destruição extensa e aguda da mucosa intestinal, a chamada dilatação tóxica do cólon, ocorre quadro grave chamado colite fulminante, que provoca perfurações intestinais. É uma doença prevalente em áreas urbanas de países desenvolvidos. A incidência é 50 a 100 casos por 100.000 habitantes. Há uma incidência familiar mais alta do que na população em geral: de 5 para 10% entre os parentes dos pacientes. O fator genético deve ser valorizado. Os fatores psicológicos concorrem para a doença: em 75% dos casos de Retocolite Ulcerativa existe algum tipo de estresse. Entre os estudiosos do assunto é bem aceito que os fatores emocionais podem ser considerados precipitadores da doença, mesmo que não possam ser considerados agentes causadores. Veja tudo O site Togyn Web Site de Terapia Ocupacional tem um bom artigo sobre a Colite Ulcerativa: “Retocolite Ulcerativa é uma doença psicossomática e inflamatória que afeta o intestino grosso. É descrita como um processo inflamatório que compromete o intestino grosso, fazendo com que a mucosa intestinal se apresente inflamada, vermelha, coberta de muco e com ulcerações. No início do século 20, a Retocolite Ulcerativa era considerada crônica, irreversível, comprometendo, na maioria das vezes, o reto e o colón sigmóide podendo haver o aparecimento dos pseudopólipos, tidos como seqüelas da moléstia de evolução mais longa. A retocolite Ulcerativa está incluída no capítulo das Doenças Psicossomáticas. Nessa mesma década, foi descrito a forma fulminante da Retocolite Ulcerativa, com o megacólon tóxico. A Retocolite Ulcerativa é uma doença relativamente comum nos países desenvolvidos. Estima-se que a incidência populacional da Retocolite Ulcerativa esteja entre 3 a 7 casos por ano para cada 100.000 habitantes. Isso dá uma prevalência global na população de 30-90 casos por 100.000 pessoas. Nos EUA e nos países do norte europeu, a incidência da Retocolite Ulcerativa fica ao redor de 5 a 10 por ano por 100.000 com prevalência de 50 a 100 casos por 100.000 pessoas da população geral. A incidência familiar da doença varia de 1 a 5%, havendo dados de até entre 15 e 20%”. Veja tudo O site Solar tem um artigo bastante didático sobre Doença de Crohn. Veja um trecho: “A causa da Doença de Crohn ainda não é conhecida. Fatores ambientais, alimentares, genéticos, imunológicos, infecciosos e raciais têm sido exaustivamente investigados como possíveis causadores da patologia. Portanto, não se conhece a causa da Doença de Crohn e são muitas as teorias sobre o que poderia causá-la. Uma das teorias mais populares é a imunológica. De acordo com essa idéia, o sistema imunológico do organismo reagiria a algum vírus ou bactéria, causando inflamação contínua do intestino. Embora as pessoas com a Doença de Crohn tendam a ter anormalidades do sistema imunológico, tal como na Retocolite Ulcerativa, não se sabe se estas anormalidades são causa ou conseqüência da doença. A influência da genética na Doença de Crohn é complexa. Uma das dificuldades é a constatação de que a vasta maioria dos filhos de pacientes com Doença de Crohn não desenvolve a doença. Em segundo lugar, 90% das pessoas com Doença de Crohn não têm parentes com a doença. Apesar disso, há fortes evidências da participação de elementos genéticos na Doença de Crohn, como por exemplo, as diferenças na freqüência da doença entre vários grupos étnicos, incluindo aí os judeus, e os estudos de famílias onde a Doença de Crohn seja prevalente. O risco para a Doença de Crohn diminui progressivamente em caucasianos não-judeus, em afro-americanos, hispânicos e asiáticos. Na Retocolite Ulcerativa o risco para um parente em primeiro grau judeu é de 4,5%, contra 1,6% para um parente em primeiro grau não-judeu. O risco para a Doença de Crohn é de 7,8% contra 5,2%. Mas, provavelmente, será necessária a presença de muitos genes predisponentes num indivíduo para o desenvolvimento de Doença de Crohn. A Doença de Crohn afeta os sexos masculino e feminino em iguais proporções, e parece ocorrer com certa predominância em algumas famílias pois, cerca de 20% das pessoas com a Doença de Crohn têm algum parente com alguma forma de Doença Intestinal Inflamatória, mais freqüentemente um irmão ou irmã e, algumas vezes, um dos pais ou um filho. Hipóteses Psíquicas A tensão emocional pode influir no curso e evolução da Doença de Crohn. A ansiedade devida aos problemas causados pelas pressões da vida moderna talvez seja a emoção que mais pesa nos indícios científicos que a ligam ao começo da doença e ao curso da recuperação. Quando a ansiedade serve para a pessoa adaptar a alguma situação nova, para preparar para lidar com algum perigo, ela está ajudando. Mas na vida moderna a ansiedade é, na maioria das vezes, fora de propósito e dirigida para o alvo abstrato. Repetidos momentos de ansiedade indicam altos níveis de estresse. A pessoa cuja tensão continuada acaba por causar-lhe problemas digestivos é um exemplo típico de como a ansiedade e o estresse exacerbam problemas clínicos. O estresse, entre tantos órgãos e sistemas que atua, também pode levar à ulceração do trato gastrintestinal, provocando sintomas como as Doenças Inflamatórias Intestinais. Ainda que a tônica das pesquisas apontem para um envolvimento imunológico nessas doenças, há fortes indícios do impacto das emoções sobre doenças infecciosas, tais como tuberculose, resfriados, gripes, herpes e, particularmente, nas Doenças Inflamatórias Intestinais”. Veja tudo DOENÇA DE CROHN A Doença de Crohn é uma doença crônica que causa inflamação do intestino delgado, geralmente da parte inferior do intestino delgado, no chamado íleo. Não obstante a Doença de Crohn pode afetar qualquer parte do trato digestivo, da boca ao ânus. A Doença de Crohn também pode ser chamada ileíte ou enterite. A inflamação pode causar dor e levar a evacuações freqüentes, resultando em diarréia. Seu diagnóstico pode ser difícil porque os sintomas são semelhantes aos de outros distúrbios intestinais, como por exemplo, a Síndrome do Cólon Irritável e a Retocolite Ulcerativa. Prevalência A Doença de Crohn afeta os sexos masculino e feminino em iguais proporções, e parece correr com certa predominância em algumas famílias pois, cerca de 20% das pessoas com a Doença de Crohn têm algum parente com alguma forma de Doença Intestinal Inflamatória, mais freqüentemente um irmão ou irmã e, algumas vezes, um dos pais ou um filho. Sintomas NA Doença de Crohn também são muito freqüentes os sintomas fora do trato digestivo. Estes sintomas incluem a artrite, febre, úlceras na boca e crescimento mais lento. Artrite Se manifesta por edema, dor e rigidez das articulações, podendo ocorrer durante as crises intestinais ou mesmo fora delas. Aproximadamente 30% dos pacientes com Doença de Crohn e 5% dos pacientes com Retocolite Ulcerativa têm artrite. Os joelhos e tornozelos são as articulações mais envolvidas. O edema dura geralmente algumas semanas e desaparece sem deixar lesão permanente. Febre A febre é um sinal de inflamação e comum durante uma exacerbação dos sintomas intestinais, aparecendo tanto na Doença de Crohn como na Retocolite Ulcerativa. A febre geralmente desaparece com o tratamento da inflamação intestinal, normalmente com antibióticos do tipo sulfa. Úlceras na Boca Pequenas ulcerações no interior da boca são outro sintoma de Doença de Crohn. Estas ulceras são semelhantes a aftas e aparecem durante a fase de crise aguda da inflamação no intestino. Desaparecem quando a inflamação no intestino é tratada. Crescimento A Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa podem interferir com o desenvolvimento. Como estas doenças costumam aparecer na adolescência, os prejuízos no crescimento podem ser bastante marcantes. Ocasionalmente, um atraso no crescimento é um dos únicos sinais da Doença de Crohn e pode surgir meses antes que se faça o diagnóstico concreto da doença. Controlando-se a inflamação e a alimentação voltar ao normal, o crescimento deverá recomeçar. Para o diagnóstico da Doença de Crohn são necessários um exame físico minucioso e uma série de testes. Podem ser feitos exames no sangue para pesquisa de anemia, e exames de fezes para detectar sangramento intestinal. Os exames do sangue também poderiam descobrir uma contagem de leucócitos alta como um sinal de inflamação. Podem ser pedidas radiografias gastrintestinais. Também deve ser feita uma colonoscopia para ver qualquer inflamação ou sangramento e, durante o exame, faz-se biópsia da mucosa intestinal. Causas A causa da Doença de Crohn ainda não é conhecida. Fatores ambientais, alimentares, genéticos, imunológicos, infecciosos e raciais têm sido exaustivamente investigados como possíveis causadores da patologia. Portanto, não se conhece a causa da Doença de Crohn e são muitas as teorias sobre o que poderia causá-la. Uma das teorias mais populares é a imunológica. De acordo com essa idéia, o sistema imunológico do organismo reagiria a algum vírus ou bactéria, causando inflamação contínua do intestino. Embora as pessoas com a Doença de Crohn tendam a ter anormalidades do sistema imunológico, tal como na Retocolite Ulcerativa, não se sabe se estas anormalidades são causa ou conseqüência da doença. A influência da genética na Doença de Crohn é complexa. Uma das dificuldades é a constatação de que a vasta maioria dos filhos de pacientes com Doença de Crohn não desenvolve a doença. Em segundo lugar, 90% das pessoas com Doença de Crohn ou não têm parentes com a doença.Apesar disso, há fortes evidências da participação de elementos genéticos na Doença de Crohn, como por exemplo, as diferenças na freqüência da doença entre vários grupos étnicos, incluindo aí os judeus, e os estudos de famílias onde a Doença de Crohn seja prevalente. O risco para a Doença de Crohn diminui progressivamente em caucasianos não-judeus, em afro-americanos, hispânicos e asiáticos. Na Retocolite Ulcerativa o risco para um parente em primeiro grau judeu é de 4,5%, contra 1,6% para um parente em primeiro grau não-judeu. O risco para a Doença de Crohn é de 7,8% contra 5,2%. Mas, provavelmente, será necessária a presença de muitos genes predisponentes num indivíduo para o desenvolvimento de Doença de Crohn. Ansiedade, Estresse e Doença de Crohn A tensão emocional pode influir no curso e evolução da Doença de Crohn. A ansiedade devida aos problemas causados pelas pressões da vida moderna talvez seja a emoção que mais pesa nos indícios científicos que a ligam ao começo da doença e ao curso da recuperação. Quando a ansiedade serve para que nos adaptarmos a alguma situação nova, para nos prepararmos para lidar com algum perigo, ela está nos ajudando. Mas na vida moderna a ansiedade é, na maioria das vezes, fora de propósito e dirigida para o alvo abstrato. Repetidos momentos de ansiedade indicam altos níveis de estresse. A pessoa cuja tensão continuada acaba por causar-lhe problemas digestivos é um exemplo típico de como a ansiedade e o estresse exacerbam problemas clínicos. O estresse, entre tantos órgãos e sistemas que atua, também pode levar à ulceração do trato gastrintestinal, provocando sintomas como as Doenças Inflamatórias Intestinais. Ainda que a tônica das pesquisas apontem para um envolvimento imunológico nessas doenças, há fortes indícios do impacto das emoções sobre doenças infecciosas, tais como tuberculose, resfriados, gripes, herpes e, particularmente, nas Doenças Inflamatórias Intestinais. Tratamento O tratamento para a Doença de Crohn depende da localização e severidade da doença e das complicações. Os objetivos do tratamento são controlar inflamação, deficiências nutricionais corretas e aliviam sintomas como dor abdominal, diarréia e sangramento retal. O tratamento pode incluir drogas, suplementos nutricionais, cirurgia ou uma combinação destas opções. No momento, o tratamento pode ajudar a controlar a doença, mas não há cura. Alguns autores dizem não existir dietas específicas para prevenir ou tratar a doença, entretanto, algumas pessoas têm seus sintomas diminuídos evitando tomar álcool, leite e seus derivados, comidas apimentadas, frituras, ou fibras. Como cada pessoa reage diferente, é aconselhável que se procure um nutricionista que conheça bem a doença, e evitar as comidas que percebe fazerem mal. Recaídas A maioria dos pacientes com Doença de Crohn (54 a 80%) experimenta recaída em 18 a 24 meses. A causa mais comum de recaídas de Doença de Crohn é o uso de antiinflamatórios não-corticóides, como por exemplo, a aspirina. Estas drogas podem instigar diversas ações no intestino, entre elas, aumentar a permeabilidade intestinal. Um outro fator que perturba a permeabilidade intestinal é o ciclo menstrual. As infecções também podem desencadear recaídas por comprometer a imunidade intestinal. Também o fumo tem sido associado à recaídas da Doença de Crohn. Página Pessoal MJM Organização Brasileira de Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa Ballone GJ – Psicossomática: Doenças Intestinais Crônicas – in. PsiqWeb, Internet, disponível em revisto em 2003

Tratamentos Fitoterápicos Propostos

Tratamentos Propostos :
Dirceu (dirceu@paz.org.br): Paratudo (Flor-do-diabo) [Gonphrena officinalis], ver dados da planta. No caso de preparados na forma aquosa usar: mais de 12 anos: uma colher de sobremesa. Em todas as idades, usar 3 vezes ao dia. No caso de usar na forma de cápsulas contendo pó seco e moído da mistura de plantas indicadas ou de uma planta, tomar 1 cápsula, 3 vezes ao dia, 15 minutos antes das refeições, “em estado de fome”, [prática que pode ser usada nas formulações aquosas] ou quando se fizer necessário.
Teles recomenda o uso orla dos compostos do Dirceu: a)CALMA) COM AS PLANTAS: ALECRIM, FOLHA; ARTEMÍSIA, FOLHA, RIZOMA; CEVADA, GRÃOS; ALFAVACA, RAMOS FLORIDOS; HORTELÃ, PARTE AÉREA; FALSA-MELISSA (ERVA-CIDREIRA-DE-RAMA), RAMOS FLORIDOS; MULUNGU, CASCA; PASSIFLORA (MARQCUJÁ-AÇÚ), FOLHA; POEJO, PARTE AÉREA; CAMOMILA, FOLHA, FLOR. ESTAS PLANTAS TEM COMO OBJETIVO ESTABILIZAR O EMOCIONAL. B)PARA DIMINUIR A INFLAMAÇÃO, USO ORAL DO COMPOSTO DIRCEU ANTIINFLAMATÓRIO, COM AS PLANTAS: ALHO, DENTES SECOS; ERVA-LANCETA, CAPÍTULOS FLORAIS; BABOSA, FOLHA; BARDANA, RAIZ; CÔCO-DA-BAHIA, FIBRAS BRANCAS DO FRUTO; ERVA-DE-BICHO, PLANTA TODA; ERVA-DE-SANTA-MARIA, PLANTA TODA; IPÊ-ROXO, CASCA, FOLHA; PINHEIRO, FOLHA; ROSA-BRANCA, PÉTALAS; TAIUIÁ, PLANTA TODA; TANCHAGEM, PLANTA TODA; TUIA, RAMOS VERDES.

Dieta recomendada durante o tratamento: cortar margarinas, manteigas, carne vermelha, frituras gerais, refrigerantes (mesmo diet e tipo cola), todo tipo de gordura mesmo chocolates, usar leite desnatado com aveia fina (Oat brean), 2 vezes ao dia.

Dieta e Cuidados Recomendados : Dieta recomendada durante o tratamento: cortar margarinas, manteigas, carne vermelha, frituras gerais, refrigerantes (mesmo diet e tipo cola), todo tipo de gordura mesmo chocolates, usar leite desnatado com aveia fina (Oat brean), 2 vezes ao dia