Pruridos intensos (ajuda nos sintomas) g*

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Sintomas e Causas : Pruridos, prurigos e dermatite herpetiforme como dermatoses paraneoplásticas * Artigo original no idioma Português Brasileiro. VOLUME 45 – Nº 2: Temas de atualização Download do Artigo em PDFImprimir Artigo Autoria Mário Rutowitsch Chefe do Serviço da Clínica Dermatológica e Sifilográfica do H.S.E. Docente da Clínica Dermatológica e Sifilográfica U.F.R.J. Sabemos hoje, sem nenhuma dúvida, que o tegumento cutâneo é o espelho ou melhor, “a grande tela”, na expressão de Rabello, onde se projeta uma série de alterações internas. Entre estas, figuram os processos malignos, os quais podem fazer-se preceder ou acompanhar de uma variedade de manifestações cutâneas as quais, deixando de lado a invasão da pele por continuidade, contiguidade ou metástases de tumores malignos, se apresentam por um notável grupo de reações bem diversificadas, nas quais, muitas vêzes, a malignidade não pode ser identificada “à priori”. Em primeiro lugar, convém estabelecer claramente o que se entende por “paraneoplasias”: – são manifestações cutâneas inespecíficas, produzidas, favorecidas e/ou devidas a um tumor maligno qualquer”. É preciso assinalar que êste tipo de manifestação, pode coexistir também com certas formações névicas ou tumorais, mas, de natureza diferente da dos cânceres. Elas servem sempre como um “sinal de alerta” um “lembrete”, que nos obriga a pensar na possível necessidade de investigar um Ca interno. Andreev(1), em um excelente artigo, publicado em 1964, procura estabelecer a morfologia destas manifestações cutâneas, dividindo-se em: 1. – prurido-sintoma 2. – dermatoses eritematosas 3. – alterações pigmentares 4. – dermatoses hiperceratósicas 5. – dermatoses com alterações vasculares ou colagenoses, em relação com o tecido conjuntivo 6. – dermatoses vesiculosas e bolhosas. Já, em 1925, Rothman(23), havia apresentado a seguinte classificação: 1 . – prurido-sintoma e prurigos: – sindromes com hiperpigmentação 2. – erupções bolhosas tóxicas 3. – erupções cutâneas metastáticas e lesões inflamatórias procedendo de metástases 4. – acanthosis nigricans e lesões proliferativas similares. Para Barsdale, Walters e Kern(2), as manifestações cutâneas das hemoblastoses podem ser grupadas: a) específicas ou verdadeiras infiltrações neoplásicas b) não específicas ou reações tóxicas. 1. – prurido 2. – lesões eczematóides, psoriasiformes, urticarianas, polimorfo, bolhosas e penfigóides 3. – lesões purpúricas hemorrágicas 4. – zoster e herpes simples 5. – dermatite esfoliativa 6. – estomatite 7. – pigmentação 8. – elefantíase 9. – alopecia. Costello e cols.(11), descreveram reações cutâneas específicas e não específicas, na leucose mielocitária. Bluefarb e cols.(7), de Chicago, numa excelente exposição fotográfica sôbre as manifestações cutâneas do grupo “leucemialinfoma”, estabeleceram uma lista de “11 pés” (onze pês): – palidês, prurido (incluindo a urticária); pruridermias; piodermites; pigmentações (incluindo a acanthosis nigricans); penfigóides (e lesões bolhosas); pityriasis rubra (ou dermatite esfoliativa); “posterior ganglionitis” (zoster); púrpura; petéquias (e outras manifestações vasculares); poiquilodermia e “phlebitis”. A primeira vista, poderia parecer que as manifestações cutâneas devidas a Ca internos seriam raras, mas, isto ocorre por falta de atenção dos médicos em geral, os quais, ante um prurido rebelde, de natureza desconhecida, em vez de mandarem o paciente para o alergista, para fazer uma série de testes, deveriam proceder a uma anamnese e exames clínicos rigorosos, com os quais poderiam descobrir um Ca interno ou uma doença sistêmica. Qualquer tipo de tumor maligno, seja qual fôr a sua localização, poderá vir a apresentar manifestações cutâneas; por vêzes, é um sinal premunitor, outras, são manifestações tardias. Becker e cols.(3), sugeriram que as doenças carcinomatosas possam ser destruídas na pele por um mecanismo de defesa e que as manifestações clínicas daí resultantes, sejam devidas à necrose ou à inflamação. PRURIDOS E PRURIDERMIAS Podemos dizer que os “pruridos-sintoma”, como manifestação de um Ca interno, vêm sendo assinalados desde 1891, quando Besnier e Doyon(6), estabeleceram que a carcinose poderia levar a um prurido universal; recentemente, Burau e Barrière(9), observaram um caso de prurido sine matéria rebelde, sem nenhuma causa aparente. Rothman(24), diz que o prurido provocado por um Ca interno, é sempre violento, podendo estender-se a tôda a pele. Wickhan(28), observou em um de seus pacientes, o desenvolvimento de um prurido ferox de Vidal-Brocq. Num único caso visto por F. E. Rabello, segundo informações pessoais, não foi possível encontrar rastros do Ca interno. Contudo, parece ter sido um artigo publicado por Becker e cols.(3), em 1942, de um paciente que apresentava Ca gástrico e pancreático, acompanhado de prurido rebelde e pigmentação, que veio despertar a atenção dos especialistas para o assunto, embora muitos fôssem os trabalhos publicados até então, inclusive por Kochs e, depois, por Cardou, no câncer gástrico. Verhaves(27), em 1926, refere-se a um caso em que o prurido foi precursor de um Ca mamário, o qual só veio a ser diagnosticado 1 mês depois, o que confirma as opiniões de Hart(17) e de Meirowsky(20), quando afirmam que o prurido é um sinal precoce. Aliás, no caso de Rothman, as manifestações cutâneas iniciaram-se com prurido, surgindo, mais tarde, nódulos pruriginosos e forte pigmentação. Bogrow(8), estudou um caso em que o prurido surgiu juntamente com um processo proliferativo e forte pigmentação, simulando a acanthosis nigricans. Interessantes também, são as observações de Forman(14) e de Wartenberg, em 1932, referida por F. E. Rabello, sôbre o prurido na asa do nariz, no Ca cerebral, fato êste, sabido por nós, ter ocorrido com um ilustre professor da nossa Faculdade, cujo Ca cerebral só foi diagnosticado “post-morrem”. Na verdade, ao tratarmos de Pruridos e Pruridermias, devemos lembrar: nos dos trabalhos de Jadassohn(18) e de Rabello e cols.(23), ao dividirem os pacientes em dois grupos: a) Pele Resistente: – cujo tipo característico é o prurido-senil e, onde seriam colocados, entre os diversos tipos de pruridos sintomáticos, alguns dêstes que estamos tratando, devidos à Ca internos, eventualmente, com mais ou menos intensa escoriação – “prurido-biopsiante” ou “efeito-prurido”, de Rabello. b) Pele Reativa: – aquela que reage com pruridermia, apresentando dois tipos clínicos: 1 – formas exsudativas; seropapulosas (pruridos) 2 – formas hiperplasiantes (liquenificações). Winckelman(30), observou prurido rebelde em um paciente com Ca indiferenciado do pulmão, dizendo que Goldstein e Hart(15) e Kitamura(19), mencionam o prurido como uma consntante no carcinoma broncogênico. É certo que o prurido está associado a uma série de doenças sistêmicas, podendo ser de importância fundamental em algumas delas, como na associação prurido – carcinoma visceral, que acompanha, por vêzes, a acanthosis nigricans, a D. de Hodgkin, sem falar nas doenças gerais: – renais, hepáticas, diabetes, policitemia e outras – síndromes prurigenas de Rabello e cols. 1954(23).
Tratamentos Propostos : A literatura apresenta como plantas atuantes nesta patologia o AGRIÃO E A CARAMBOLA. Ver dados específicos no setor PLANTAS MEDICINAIS neste site.