Feridas crônicas ; cicatrização; índice tornozelo/braço (úlcera venosa crônica)

Plantas Relacionadas na Literatura : Chapéu-de-couro , Cola-nota [Janaúba, sucuba ; TIBORNA , Embaúba [banana-de-macaco], Murici , Rosa-branca; rosa-de-cem-folhas .
Sintomas e Causas :
As feridas crônicas podem ter uma fisiopatologia molecular comum a qual impede a cicatrização. Prolongados e elevados níveis de citoquinas pró-inflamatórias TNF-alfa e IL-1 beta presentes na ferida incluem metaloproteinases e outras proteases que degradam os fatores de crescimento essenciais, receptores e componentes da matriz extra-celular, impedindo a cicatrização.
Tanto as lesões crônicas quanto as agudas começam a cicatrização por meio de um mecanismo de resposta pró-inflamatório de citoquinas similares. Porém, o estímulo inflamatório é transitório e limitado. A seqüência inflamatória normal é seguida de neutrófilos e macrófagos que removem bactérias e desnaturam os componentes da ferida. O macrófago, o fibroblasto, as células endoteliais e os queratinócitos secretam fatores de crescimentos que promovem epitelização, produzem componentes extracelulares, estimulam a angiogênese e ajudam a formação da cicatriz. Durante cada fase do processo, as proteinases são necessárias para remodelar os componentes da matriz extra-celular e para acomodar a migração e reparação tecidual.
A colagenase-1 separa o colágeno fibrilar, que é expressado pela migração de queratinócitos através do leito da ferida, em todas as formas de lesão. A migração de queratinócitos pode ser bloqueada pela ação de peptídeos, que são potentes estimuladores de atividade catalítica da matriz metaloproteinase.
Queratinócitos não migram em colágeno mutante bloqueado pela colagenase, mesmo sendo este substrato induzido pela atividade das colagenases
-1. A atividade enzimática deve ser controlada para prevenção da excessiva degradação da matriz metaloproteinases e da uroquinase, o que retarda o processo de reparação tecidual nas lesões crônicas.
Feridas crônicas apresentam o nível de citoquinas pró-inflamatórias elevado por muito tempo, incluindo o TNF-alfa e o IL-1 beta.
Estas citoquinas induzem a síntese de metaloproteinases, temos a degradação dos fatores de crescimentos e dos receptores de membrana celular, que são importantes para a cicatrização.
Como não conseguem cicatrizar, as lesões tornam-se crônicas.
Isto nos leva a questionar a utilização ou a indicação do uso da colagenase tópica nas lesões crônicas, visto que ela aumentaria ainda mais a degradação destes componetes moleculares essenciais para o processo cicatricial.
Por outro lado, nos estimula a dosar as colagenases no exsudato da lesão e, então, utilizar mecanismos que diminuam as colagenases e as metaloproteinases no leito da ferida.
Isto impedirá que as lesões tornem-se crônicas ou de difícil cicatrização. -FONTE: Dra. Annette Wysocki, PhD, RN, Diretora Científica do Instituto Nacional de Pesquisa em Enfermagem, em Bethesda, MD – Gregory Schultz, PhD, Professor de Obstetrícia e Ginecologia da Universidade da Flórida, Gainsville/FL – William C. Parks, PhD, Professor Associado do Departamento de Dermatologia da Universidade de Washington, MO Avaliação da circulação arterial pela medida do índice tornozelo/braço em doentes de úlcera venosa crônica * Artigo original no idioma Português Brasileiro. VOLUME 81 – Nº 2: Investigação clínica, epidemiológica, laboratorial e terapêutica Ver todas as ilustrações Download do Artigo em PDF Imprimir Artigo Autoria Fabiane Noronha Bergonse Mestre em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP – São Paulo (SP), Brasil. Especialista em Dermatologia pela SBD Evandro Ararigboia Rivitti Professor Titular do Departamento de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP – São Paulo (SP), Brasil.
Resumo Fundamentos: As úlceras venosas dos membros inferiores são freqüentes e têm grande impacto na qualidade de vida e produtividade do indivíduo, além de alto custo para a saúde pública.
Objetivos: Detecção de alterações arteriais em pacientes de úlcera venosa crônica dos membros inferiores com emprego de método não invasivo, de modo a discriminar aqueles em que estaria contra-indicado o tratamento compressivo.
Métodos: Foram estudados 40 doentes portadores de úlcera venosa crônica, com o intuito de se avaliar a presença de doença arterial periférica pela medida do índice tornozelo/braço por doppler-ultra-som.
Resultados: O índice tornozelo/braço mostrou-se alterado (menor que 1) em 9/22 (40,9%) doentes com úlcera venosa crônica e hipertensão arterial concomitante, e apenas em 1/13 (7,7%) doentes de úlcera venosa crônica sem hipertensão arterial.
Conclusão: Doentes de úlcera venosa crônica e hipertensão arterial concomitantes devem ser submetidos rotineiramente à medida do índice tornozelo/braço para detecção de possível insuficiência arterial periférica associada.
Palavras-chave: Arteriopatias oclusivas; Ultra-sonografia doppler; Úlcera varicosa
INTRODUÇÃO As úlceras dos membros inferiores são muito freqüentes em todo o mundo e têm grande importância médico-social, pois, sendo extremamente incapacitantes, afetam de modo significativo a produtividade e a qualidade de vida dos indivíduos, além de determinar gastos significativos para os serviços de saúde.
1 Os três principais tipos de úlceras dos membros inferiores são as úlceras venosas, as úlceras arteriais e as úlceras neuropáticas.
2 As úlceras venosas são as mais comuns, representando 80% das úlceras de pernas, com prevalência global que varia de 0,06 a 3,6%.3 – 6
A causa mais comum e importante das úlceras dos membros inferiores é a insuficiência venosa crônica, seguida da doença arterial, que representa de 10 a 25% de todas as úlceras e que pode coexistir com a doença venosa. 2 – 4 maioria das úlceras venosas é tratada com alguma forma de compressão (bandagens compressivas/bota de Unna), e, portanto, se houver algum grau de insuficiência arterial nesses doentes, esse tipo de tratamento tão utilizado na rotina médica poderá, além de ser pouco benéfico, retardar a cicatrização da úlcera e causar danos maiores, como maior isquemia do membro acometido. Existem escassos estudos avaliando o comprometimento arterial em doentes com úlceras venosas, e nenhum publicado no Brasil até o momento, justificando-se, portanto, a realização deste trabalho. CASUÍSTICA E MÉTODOS Este trabalho foi realizado no ambulatório de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de 2003 a 2004. Foram estudados 40 doentes (Tabelas 1, 2 e 3) com úlcera venosa crônica, tendo como critério de inclusão a faixa etária acima de 45 anos, pois o intuito era avaliar nesses pacientes a presença de doença arterial periférica, cuja prevalência se amplia com o aumento da idade, sendo praticamente inexistente abaixo dos 40 anos.7 O trabalho foi desenvolvido durante a troca semanal de curativos, quando se aplicou aos pacientes um questionário sobre fatores de risco para insuficiência arterial periférica e se realizou exame clínico das úlceras, anotando-se, no questionário, seu número, tamanho, localização, recorrência, início das lesões e presença concomitante de alterações da pele. Em seguida, foi realizado exame físico para avaliação arterial, com palpação dos pulsos arteriais pedioso, tibial posterior e poplíteo e dos pulsos arteriais dos dois braços para identificação do pulso mais forte à palpação. A seguir, colocou-se o gel de contato do ultra-som e mediram-se as respectivas pressões tanto braquial como do tornozelo (Figura 1) para a obtenção do índice tornozelo/braço (I T/B) (Quadro 1). A medida da pressão sistólica de tornozelo/braço foi feita por ultra-sonografia de 5MHz, sendo considerado normal o índice de pressão sistólica tornozelo/braço maior ou igual a um. Foram confrontados o grupo de doentes considerados com insuficiência arterial (índice T/B <1) e o grupo de doentes com o índice T/B normal (I T/B > ou = 1), em relação aos dados clínicos e fatores de risco para doença arterial periférica, analisando-se todas as características clínicas referentes às úlceras venosas, já comentadas. Este estudo foi realizado com métodos não invasivos, portanto, sem risco para os doentes, e aprovado pelo Conselho de Ética do Hospital das Clínicas da FMUSP. Quanto à análise estatística, foram utilizados, para os cálculos das tabelas e estudo das variáveis, o teste de Fischer e o teste Qui-quadrado. RESULTADOS Dos 40 doentes estudados (Tabelas 1, 2 e 3), 32 (80%) eram do sexo feminino, e oito (20%), do sexo masculino. Com relação à idade, dois (5%) doentes tinham entre 45 e 50 anos, nove (22,5%) entre 51 e 60 anos, 14 (35%) entre 61 e 70 anos, 14 (35%) entre 71 e 80 anos, e um (2,5%) mais de 80 anos de idade. Quanto à cor, 29 (72,5%) doentes eram caucasóides, e 11 (27,5%) negróides. Com relação à localização das úlceras, 10 (25%) doentes apresentavam úlcera na região lateral do tornozelo, 12 (30%) na região medial, dois (5%) na região anterior, um (2,5%) na região do pé e 15 (37,5%) apresentavam mais de uma localização (múltipla). O tamanho das úlceras estudadas variou de um a 5cm em 24 (60%) doentes, de seis a 10cm em sete (17,5%) e foi superior a 10cm em nove (22,5%). Quanto ao número, as lesões eram únicas em 25 (62,5%) pacientes e múltiplas em 15 (37,5%). Com relação à recorrência das úlceras, 22 (27,5%) doentes tiveram mais de uma recorrência, 11 (55%) apenas uma, e em sete (17,5%) nunca houve cicatrização. A duração das úlceras foi de menos de um ano em três (7,5%) doentes, de um a cinco anos em cinco (12,5%), de seis a 10 anos em sete (17,5%), de 11 a 15 anos em seis (15%), de 16 a 20 anos em nove (22,5%), e de mais de 20 anos em 10 (25%). A análise de fatores de risco para DAP mostrou que 25 (62,5%) pacientes apresentavam hipertensão arterial, seis (15%) já haviam feito infarto agudo do miocárdio (IAM) e/ou angina, cinco (12,5%) eram ou tinham sido tabagistas, quatro (10%) eram portadores de diabetes mellitus, e nenhum apresentava dislipidemia. Com relação à medida do índice tornozelo/braço para a detecção de insuficiência arterial, 10 (25%) doentes mostravam algum grau de insuficiência arterial (IT/B < 1), 25 (62,5%) apresentavam IT/B normal, e em cinco (12,5%) não foi possível fazer a medição. Os resultados da análise do I T/B em relação às variáveis sexo, idade, cor, localização, tamanho e número de úlceras, número de recorrência e tempo de início das úlceras, história de angina/infarto, presença de diabetes mellitus e de tabagismo não demostraram diferença estatisticamente significante entre as proporções. Em relação à hipertensão arterial (Tabela 4), o I T/B se mostrou alterado em 40,9% (9/22) dos doentes que tinham hipertensão arterial (HA) e em apenas 7,7% (1/13) dos doentes que não tinham HA, havendo, portanto, diferença estatisticamente significante entre as proporções. DISCUSSÃO O índice tornozelo/braço é método não invasivo, usado na prática médica para a detecção de insuficiência arterial.3, 8 Esse exame baseia-se na medida das pressões arteriais do tornozelo e dos braços, utilizando-se um esfigmomanômetro e um aparelho de doppler-ultra-som manual e portátil. Os doentes com valor de I T/B maior ou igual a um são considerados normais e, em geral, assintomáticos; aqueles com I T/B entre 0,7 e 0,9 são portadores de grau leve de insuficiência arterial e podem apresentar quadro clínico de claudicação intermitente; pacientes com I T/B entre 0,5 e 0,15 demonstram grau moderado a grave de insuficiência arterial e podem apresentar clinicamente dor ao repouso; doentes com I T/B abaixo de 0,15 apresentam grau grave de insuficiência arterial com presença de necrose e risco de amputação do membro acometido. Utiliza-se o I T/B < 0,8 como valor de corte para se contra-indicar a terapia de alta compressão sob risco de necrose do membro acometido.9,10 Este valor de I T/B de 0,8, apesar de arbitrário, tem sido aceito por inúmeros autores como ponto de corte para contra-indicação para terapia compressiva.9, 10 Cornwall,10 um dos responsáveis pelos primeiros estudos que propuseram a associação entre o I T/B e a indicação ou não de terapia compressiva, considerou que qualquer úlcera em um membro com I T/B < 0.9 deveria ser considerada isquêmica.10 Nelzen,4 em um estudo populacional, encontrou I T/B < 0.9 em 185 (40%) úlceras de pernas, e Scriven,11 em 14%. No presente trabalho, dos 40 doentes portadores de UVC, detectou-se, pelo uso do I T/B, em 10 (25%), a presença concomitante de DAP, isto é, proporção inferior à detectada por Nelzen (40%),4 mas superior às detectadas por Anderson (24,5%),12 Scriven (14%)11 e Callam (21%).13 Portanto, pode-se considerar que a detecção da concomitância entre úlcera venosa crônica (UVC) e doença arterial periférica (DAP) foi freqüente na casuística estudada. Neste estudo, foram analisadas diversas variáveis (sexo, idade, cor, número de úlceras, localização, recorrência, tempo de início e fatores para DAP) de 40 doentes com úlcera venosa crônica em relação ao I T/B com o intuito de verificar a existência de indícios clínicos da associação entre DAP e UVC. Em relação às variáveis sexo, idade, cor, número de úlceras, localização, recorrência, tempo de início, presença de tabagismo e de diabetes mellitus e história angina/infarto, não houve diferença estatisticamente significante entre as proporções. Em relação à análise da hipertensão arterial e à alteração do I T/B, foi encontrada associação estatisticamente significante entre os doentes com úlcera venosa crônica (p= 0,05). No grupo com presença de HA, 40,9% (9/22 doentes) apresentavam índice < 1 e no grupo sem HA, apenas 7,7% (1/13 doentes) dos doentes apresentaram índice < 1, havendo diferença estatisticamente significante entre as proporções. Pode-se observar da análise dessas múltiplas variáveis que a casuística foi relativamente fragmentada e que, ainda que os métodos estatísticos utilizados tenham sido adequados, é obrigatório considerar a possibilidade de que a ampliação do número de casos estudados possa levar a correlações estatísticas significativas entre as características clínicas da UVC e a presença de DAP como indicadores da possibilidade de associação entre UVC e DAP. CONCLUSÕES A análise dos resultados deste estudo permitiu chegar às seguintes conclusões: – a presença de DAP detectada pela medida do I T/B em doentes com UVC foi significativa, ocorrendo em 25% dos doentes; – não houve diferença estatisticamente significante entre as seguintes variáveis em relação ao I T/B medido nos 35 doentes com úlcera venosa crônica: sexo, idade, cor, localização, tamanho, número, recorrência e tempo de início das úlceras, história de angina/infarto, tabagismo e diabetes; a análise desses fatores não permite inferir quanto à presença de DAP nos doentes com UVC; – houve associação estatisticamente significante ao se avaliar o I T/B (p= 0,05), em que 40,9% dos doentes com HA apresentaram I T/B < 1 e no grupo dos doentes sem HA, apenas 7,7% apresentaram alteração do I T/B; – a correlação positiva observada entre HA e I T/B recomenda a obtenção do I T/B e a avaliação de DAP em doentes com úlcera venosa crônica associada à hipertensão, evitando-se o tratamento compressivo. 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Trabalho realizado no Departamento de Dermatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – FMUSP – São Paulo (SP), Brasil. Conflito de interesse declarado: Nenhum Como citar este artigo: Bergonse FN, Rivitti EA. Avaliação da circulação arterial pela medida do índice tornozelo/braço em doentes de úlcera venosa crônica. An Bras Dermatol. 2006;81(2):131-5. An Bras Dermatol. 2006;81(2):131-5. TOPOVOLTAR
Tratamentos Propostos : Dirceu: uso externo, entrecasca, tintura, decocto, Barbatimão (Stryphnodendron barbatimam) [planta muito rica em tanino, dando uma cicatrização muito eficiente e rápida], (ver dados da planta). No caso de preparados na forma aquosa usar: até 2 anos: 1 gota/kg; de 3 anos à 7 anos: uma colher de café; de 7 até 12 anos: uma colher de chá; mais de 12 anos : uma colher de sobremesa. Em todas as idades, usar 3 vezes ao dia. No caso de usar na forma de cápsulas contendo pó seco e moído da mistura de plantas indicadas ou de uma planta, tomar 1 cápsula, 3 vezes ao dia, 15 minutos antes das refeições, “”em estado de fome “”, [prática que pode ser usada nas formulações aquosas] ou quando se fizer necessário. Dieta recomendada durante o tratamento: cortar margarinas, manteigas, carne vermelha, frituras gerais, refrigerantes (mesmo diet e tipo cola), todo tipo de gordura mesmo chocolates, usar leite desnatado com aveia fina (Oat brean), 2 vezes ao dia. Chagas gangrenosas, Segundo Alfonsas Balbachas -1959 – As Plantas Curam: alecrim-do-jardim.Doenças: Ferida crônica, Feridas crônicas, Úlcera, Úlcera crônica, Úlceras Nomes das Plantas Parte usada Latim [nome científico das plantas recomendadas]; nomes populares em Portugues (Brasil) Acania farnesiana Coronha Casca de árvore, Flor, Fruto, Raíz Acanthosyris spinescens Sombra-de-touro Folha Achillea millefolium Mil-folhas Aconitum napellus Acônito Acrostichum danaefolium Avencão-do-mangue Rizoma Agathosma betulina Buchu Aiouea brasiliensis Amajouva Folha Ajuga reptans Ajuga Allium sativum Alho Alpinia zerumbet Colônia Anadenanthera peregrina Angico Casca de árvore Andira anthelmia Angelim-de-folha-grande Folha Andira vermifuga Andira Casca de árvore, Madeira, Semente Annona cornifolia Araticum-das-caatingas Fruto verde Annona foetida Araticum-catinga Fruto Annona spinescens Araticum-de-espinho Fruto Apium graveolens Aipo Apium leptophyllum Aipo-bravo Planta inteira Argemone mexicana Cardo-amarelo Flor, Folha, Raíz Aristolochia cymbifera Ambaiacaá Aristolochia trilobata Angelicó Caule, Raíz Arrabidaea chica Carajuru Folha Asclepias curassavica Algodãozinho-do-campo Baccharidastrum triplinervium Erva-de-santa-ana Folha Baccharis crispa Carqueja Baccharis serrulata Carqueja Planta inteira Baccharis trimera Carqueja Beta vulgaris subsp. orientalis Acelga Betonica officinalis Betônica Bidens pilosa Cuambu Folha fresca Bowdichia nitida Sucupira Semente Bowdichia racemosa Sapupira Semente Bowdichia virgilioides Paricarana Casca de árvore, Raíz, Semente Brosimum gaudichaudii Apé Folha, Galho Caladium sororium Aninga-da-água Folha Calophyllum brasiliense Guanandi Resina Campsiandra laurifolia Acapurana Casca de árvore, Folha, Fruto Canavalia maritima Fava-de-boi Folha Canna glauca Albará Folha fresca Caperonia castaneaefolia Castanheiro-do-brejo Planta inteira Carapa guianensis Andiroba Semente Cariniana estrellensis Jequitibá Casca de árvore Casearia decandra Guaçatunga Casca de árvore Casearia guianensis Café-do-diabo Casca de árvore, Folha, Raíz Casearia ulmifolia Guaçatunga Casca de árvore Cecropia peltata Ambaíba Seiva de árvore Cedrela fissilis Cedro Casca de árvore Cedrela odorata Cedro Casca de árvore, Madeira Cereus hildmannianus Jamacaru Caule Cereus jamacaru Cardeiro Caule Cereus variabilis Cardeiro Fruto Cestrum bracteatum Coerana Folha Chamomilla recutita Camomila Chaptalia nutans Costa-branca Chondrodendron platyphyllum Abutua-grande Raíz Clidemia blepharodes Anhangá-piri Folha Cnidoscolus vitifolia Cansanção Látex Combretum lanceolatum Mofumbo-do-rio Casca de árvore Copaifera cearensis Pau-de-óleo Óleo, Resina Copaifera confertiflora Copaibeira Óleo, Resina Copaifera elliptica Copaibeira Óleo, Resina Copaifera Jacquini Copaíba-verdadeira Óleo, Resina Copaifera Langsdorffii Bálsamo Óleo, Resina Copaifera reticulata Copaíba Óleo, Resina Copaifera trapezifolia Copaíba Óleo, Resina Cordia monosperma Balieira Fruto Costus spicatus Cana-de-macaco Planta inteira Coussapoa asperifolia Caimbé Resina Croton antisyphiliticus Alcanforeira Folha, Raíz Croton campestris Capi-xingui Planta inteira Croton floribundus Capixingui Casca de árvore Croton mucronifolius Catinga-branca Caule, Folha Croton paulinianus Sangue-de-dragão Folha Croton salutaris Cambraia Seiva de árvore Cuphea carthagenensis Balsamona Cuphea linifolia Sete-sangrias Planta inteira Curatella americana Caimbaíba Folha Cuscuta racemosa Cipó-chumbo Caule Desmodium canum Pega-pega Dioscorea leptostachya Cará Folha Drymaria cordata Jaboti-caá Folha Echinodorus grandiflorus Chá-de-campanha Echinodorus macrophyllus Chá-de-campanha Echites peltata João-da-costa Elephantopus mollis Erva-de-colégio Elephantopus scaber Erva-grossa Equisetum arvense Cavalinha Equisetum giganteum Cavalinha Planta inteira Equisetum ramosissimum Cavalinha-romosissima Planta inteira Erigeron bonariensis Buva Erisma calcaratum Cachimbo-de-jaboti Semente Euphorbia hyssopifolia Erva-de-andorinha Planta inteira Euphorbia phosphorea Cipó-de-fogo Euphorbia serpens Caá-cambuí Planta inteira Ferula galbaniflua Gálbano Ficus glabra Figueira-brava Casca de árvore Galium verum Erva-coalheira Gallesia integrifolia Gorazema Folha Genipa americana Jenipa Casca de árvore, Raíz Glechoma hederacea Erva-terrestre Planta inteira em floração Guazuma ulmifolia Embireira Gustavia brasiliana Jeniparana Folha Harrisia bonplandii Cacto Fruto (líquido) Hedera helix Hera Helianthus annuus Girassol Heliocarpus americanus Embira-branca Casca de árvore Heliotropium elongatum Aguaraquinhá Planta inteira Hibiscus tiliaceus Algodão-da-praia Flor, Folha Himatanthus phagedaenicus Jasmim-manga-falso Látex Inga edulis Ingá-cipó Casca de árvore Inga lateriflora Ingá Casca de árvore Inga sessilis Ingá-ferradura Casca de árvore Jacaranda brasiliana Caroba Folha Jacaranda copaia Caroba-do-mato Folha Jacaranda decurrens Carobinha Jacaranda tomentosa Caroba-miúda Casca de árvore, Folha Jatropha multifida Coral Folha Jodira rhombifolia Cancrosa Folha Julocroton triqueter Morrão-de-candeia Planta inteira Kalanchoe brasiliensis Saião Folha Kalanchoe pinnata Coirana Folha Kallstroemia tribuloides Malvaisco-miúdo Planta inteira Licania macrophylla Anauerá Casca de árvore Lilium candidum Açucena Limonium brasiliense Baicuru Raíz Linum usitatissimum Linhaça Ludwigia peruviana Cruz-de-malta Folha Magonia pubescens Timbopeba Casca de árvore Malouetia arborea Café-do-mato Casca de árvore, Folha Malva crispa Malva-crespa Malva parviflora Malva-comum Malva silvestris Malva Mammea americana Abricó Casca de árvore, Raíz, Resina Manilkara elata Aparajá Seiva de árvore Manilkara excelsa Maçaranduba Casca de árvore, Folha Manilkara rufula Maçaranduba-do-ceará Casca de árvore Maytenus obtusifolia Carne-de-anta Folha Melochia pyramidata Guanxuma-roxa Caule, Folha Merremia tomentosa Braço-de-preguiça Folha, Raíz Miconia prasina Aninga-pari Folha Mikania glomerata Cipó-caatinga Mikania guaco Cipó-catinga Folha fresca Mikania lindleyana Sucuriju Planta inteira Mimosa acutistipula Jurema-preta Casca de árvore Mimosa hostilis Espinheiro-preto Casca de árvore Mimosa pudica Dormideira Folha Mimosa sensitiva Dormideira Planta inteira Mimosa verrucosa Arabitá Planta inteira Montrichardia linifera Aninga-açu Folha Mouriri guianensis Creoula Folha, Galho Mucuna pruriens Cabeça-de-frade Semente Musa Bananeira Myrcia tingens Cuipuna Casca de árvore Myrocarpus fastigiatus Balsamo Madeira Myrocarpus frondosus Bálsamo Madeira Nasturtium officinale Agrião Planta inteira Nicotiana langsdorffii Fumo Folha Nymphaea amazonum Aguapé-do-amazonas Folha Nymphaea gardneriana Aguapé Folha Nymphaea rudgeana Aguapé-de-meia-noite Folha Ocotea guianensis Cujumarirana Casca de árvore, Folha Oenothera mollissima Caparosa Folha Omphalea diandra Caiaté Casca de árvore, Folha Onopordon acanthium Cardo-selvagem Raíz Opuntia ficus-indica Figo-da-índia Fruto verde Opuntia rafinesquei Palmatória Oryctanthus florulentus Erva-de-passarinho Folha Ouratea jabotapita Batiputá Semente Ouratea parviflora Batiputá Semente Oxalis conorrhiza Azedinha Planta inteira Pamphilia aurea Benjoeiro Resina Parapiptadenia rigida Angico Casca de árvore Parkia oppositifolia Arara-tucupé Casca de árvore Parkia platycephala Fava-de-bolota Casca de árvore Passiflora edulis Maracujá Folha fresca Pavonia cancellata Baba-de-boi Folha Pedilanthus tithymaloides Dois-amores Pentaclethra macroloba Paracaxi Casca de árvore Peschiera hystrix Árvore-de-leite Pfaffia spicata Pustemeira Planta inteira Philodendron bipinnatifidum Cipó-de-imbé Folha Philodendron imbe Bananeira-de-macaco Philodendron selloum Cipó-de-imbé Folha Philodendron squamiferum Guaimbé Folha fresca Phyllanthus niruri Erva-pombinha Physocalymma scaberrimum Aricá Folha Phytolacca thyrsiflora Caruru-açu Folha, Fruto, Raíz Piper aduncum Aperta-ruão Folha Pisonia cordifolia Cumichá Casca de árvore Pisonia subcordata Buquet-do-mato Casca de árvore Pisonia tomentosa Pau-de-lepra Casca de árvore Pithecellobium avaremotemo Avaremotemo Casca de árvore Pithecellobium foliosum Arapiraca Casca de árvore Pithecellobium unguis-cati Avaramo Casca de árvore Polygonum acuminatum Capiçoba Planta inteira Polygonum hydropiperoides Acataia Planta inteira Polygonum punctatum Capetiçoba Planta inteira Poterium sanguisorba Pimpinela Pradosia lactescens Buranhem Casca de árvore Protium heptaphyllum Almécega Casca de árvore, Folha Protium icicariba Almécega-verdadeira Casca de árvore, Folha Psidium guajava Goiaba Casca de árvore, Folha Qualea cordata Dedaleira-preta Casca de árvore, Madeira Qualea grandiflora Ariauá Casca de árvore, Folha Qualea jundiahy Jundiaí Casca de árvore, Folha Renealmia occidentalis Cana-brava Rizoma, Semente Rheedia brasiliensis Bacupari Semente Rheedia gardneriana Bacupari Resina Rheedia macrophylla Bacurí Resina Rhipsalis capilliformis Canambaia Rhipsalis pachyptera Comambaia Rhizophora mangle Apareíba Casca de árvore Ricinus communis Carrapateira Folha, Raíz, Semente Rosmarinus officinalis Alecrim Sapium glandulatum Leiteira Látex Sapium haematospermum Fruto-de-cachorro Látex Sapium hamatum Curupitá Látex Sedum dendroideum Bálsamo-branco Senna alata Dartial Folha Senna hirsuta Fedegoso Folha Senna reticulate Mata-pasto Folha Sida cordifolia Guaxuma-branca Folha Sida linifolia Guanxuma-miúda Folha Sida micrantha Guaxima Folha Sida rhombifolia Alcaçuz-da-terra Folha Sida spinosa Guaxuma Flor, Folha Solanum americanum Erva-moura Planta inteira Solanum cernuum Bolsa-de-pastor Planta inteira Solanum erianthum Cuvitinga Folha, Fruto Solanum paniculatum Jurubeba Folha, Fruto, Raíz Spondias mombin Cajá-do-sertão Fruto Stachytarpheta cayennensis Aguaraponga Planta inteira em floração Stachytarpheta jamaicensis Gervão-roxo Planta inteira Struthanthus flexicaulis Enxerto-de-passarinho Folha Struthanthus marginatus Cipó-guira Folha Stryphnodendron adstringens Barba-de-timão Casca de árvore Stryphnodendron polyphyllum Barbatimão Casca de árvore Stryphnodendron rotundifolium Barbatimão Casca de árvore, Folha Symphytum officinale Confrei Tabebuia heptaphylla Ipê-preto Casca de árvore, Folha Tabebuia impetiginosa Ipê-rosa Talinum paniculatum Benção-de-deus Planta inteira Tephrosia cinerea Anil-bravo Raíz Terminalia tanibouca Cinzeiro Casca de árvore Thalia geniculata Aramarana Rizoma Thevetia ahouai Agaí Semente Thymus vulgaris Tomilho Tibouchina mutabilis Cuipeúna Casca de árvore Tragia volubilis Cipó-urtiguinha Trichostigma octandrum Cipó-de-barril Folha Triplaris gardneriana Coaçu Casca de árvore Tussilago farfara Tussilagem Urena lobata Aramina Planta inteira Urena sinuata Carapiçú Planta inteira Urera baccifera Cansanção Urtica dioeca Urtiga Verbena officinalis Erva-de-ferro Viola odorata Viola Virola sebifera Gordura-de-virola Casca de árvore Vouacapoua americana Acapu Casca de árvore, Semente Waltheria viscosissima Malva-branca Flor, Folha Xanthium italicum Bardana-maior Planta inteira Ximenia coriacea Ameixa Casca de árvore Zingiber officinale Gengibre Ziziphus joazeiro Joá Casca de árvore Web www.LiberHerbarum.com