Climatério [fogachos]; osteoporose; hormônios; ]]}}

Plantas Relacionadas na Literatura : Borrage [borrago] SF, Chia * SF, Crataegus [Espinheiro-alvar] +, Ginkgo biloba ++, Soja, Trigo (de sequeiro), Valeriana, .
Sintomas e Causas : O climatério é a fase de transição entre o período reprodutivo e o não-reprodutivo da vida da mulher, estendendo-se até os 65 anos de idade. Ele se divide em três fases: pré-menopausa, que é o período entre o final da menacme e a menopausa; pós-menopausa, intervalo da data da última menstruação até a senictude, (em geral até os 65 anos) e a perimenopausa, período de tempo (em geral de três a cinco anos) que precede a última menstruação, no qual há alterações menstruais características podendo se estender até um ano após a menopausa. A menopausa só é reconhecida depois de passados 12 meses da sua ocorrência. A idade média de ocorrência é de 50 anos, sendo definida como menopausa precoce a que se estabelece antes dos 40 anos e a tardia quando ocorre após 55 anos. O climatério é um acontecimento fisiológico na vida da mulher que se manifesta de forma evidente, com a perda da função reprodutora, não tendo mais a ovulação e apresentando um déficit na síntese de hormônios esteróidicos pelo ovário, mas essa modificação abrange vários outros processos simultaneamente em diferentes órgãos e sistemas. Os efeitos de carência estrogênica são diferentes para cada mulher, e as necessidades preventivas ou terapêuticas podem se modificar ao longo do tempo, das condições de saúde e do bem-estar individuais. A idade de ocorrência da menopausa parece ter alguma relação com a idade da menopausa materna (genética), podendo ocorrer mais cedo (1,4 anos antes) entre as mulheres que apresentam ciclos mais curtos do que 26 dias na menacme, e pode ser antecipada em um a dois anos entre as fumantes. Os hidrocarbonos policíclicos do cigarro são tóxicos aos folículos ovarianos. Alguns autores sugerem que quanto mais cedo a menarca, mais tarde será a menopausa e quanto pior a nutrição, mais cedo ocorre a menopausa, sugere-se ainda que quanto maior a altura e o peso mais tardio a menopausa ocorrerá. Nesse período a mulher apresenta alguns sintomas como: fogachos (sensação de calor intenso na face, no pescoço, na parte superior do tronco e braços); sudorese noturna; perda da libido; algumas apresentam palpitações; vertigens; fraqueza e ansiedade, durando em média de um a quatro minutos, sendo mais comum à noite; depressão; irritabilidade; pele seca; ressecamento vaginal; atrofia do órgão genital; perda da concentração e memória. É nele também que se dá o sentimento de envelhecer, perder a beleza e a atração física, levando a um estado de insegurança quanto à afeição do esposo, o qual para ela ainda apresenta-se jovem e atraente para outras mulheres. Com isso, surge a crise depressiva, por vezes aliada a ansiedade e a um estado paranóico de ciúmes, por outro lado, há menor preocupação com o lar porque os filhos se tornam independentes, trazendo sensação de solidão e inutilidade. “Já estou velha, ninguém precisa mais de mim e o meu marido não sente mais qualquer atração sexual por mim”, trata-se, pois de uma transição psicossocial a qual deturpa a libido, o orgasmo e a qualidade de vida. A doença cardiovascular é a principal causa de morte entre as mulheres no período pós-menopáusico, sendo responsável por um número de mortes superior ao de todas as outras somadas. A incidência de doença cardiovascular nas mulheres aumenta significativamente após a menopausa. A indicação da terapia hormonal deve ser considerada uma decisão individual, levando-se em consideração os sintomas, os fatores de risco e as preferências e necessidades específicas de cada paciente. Há indicação de terapia hormonal para alívio dos sintomas vasomotores associados com a perimenopausa e pós-menopausa, tratamento de atrofia urogenital e prevenção e tratamento da osteoporose. A terapia hormonal apresenta algumas contra-indicações: câncer de mama prévio; câncer de endométrio prévio; sangramento genital de origem desconhecida; antecedentes de doença tromboembolítica e doença hepática grave em atividade, por esse motivo, são de suma importância optar por essa terapia juntamente com um médico que se tenha uma boa relação de confiança e segurança, baseado no uso correto das informações fornecidas.
Tratamentos Propostos : Há opção para tratamento não hormonal, nos casos onde as mulheres não podem ou não desejam usar hormônios, pode ser usada a >>>veraliprida que é comparada com placebo e mostra a redução dos sintomas vasomotores com a intervenção. Pode ser usada também, >>>>a sulpirida, clonidina, gabapentina, vitamina E, venlafaxina, fluoxetina e a paroxetina. A literatura leiga tem reservado grande espaço para os fitoestrogênios (isoflavonas), são substâncias obtidas a partir do metabolismo da>>>> soja e comprovadamente tem ação nos receptores estrogênicos evitando o surgimento dos sintomas indesejáveis do climatério. As isoflavonas, atuando como hormônios, apresentam a vantagem de não causar efeitos colaterais, como aqueles observados em pacientes usuários de hormônios sintéticos. Apesar da semelhança com o estrógeno sintético, a atividade das isoflavonas é cerca de 100 mil vezes mais fraca do que a atividade destes, porque os efeitos só começam a surgir em longo prazo.Alguns apresentam resultados cerca de 10 a 15% superiores ao placebo no alívio dos fogachos. Entretanto, ainda não há resultados conclusivos em relação à sua eficácia na prevenção da osteoporose ou doença cardiovascular. Poucos estudos investigaram especificamente efeitos adversos dos fitoestrogênios, e os resultados são de difícil interpretação, pois as preparações dos fitoestrogênios não são padronizadas. Portanto, até o momento, não existe consenso científico de que a ingestão de compostos à base de fitoestrogênios possa tratar eficazmente os sintomas climatéricos ou prevenir as conseqüências da menopausa em longo prazo, bem como dados de segurança. A osteoporose é a diminuição da quantidade de massa óssea no corpo, enfraquecendo os ossos, possibilitando sua quebra. Anualmente, as mulheres perdem de 0,3% a 0,5% de massa óssea, e nos primeiros anos da menopausa, chegam a perder até 3% de massa óssea por ano. Os níveis de estrógeno no sangue diminuem acentuadamente após a menopausa, aumentando assim, o risco da mulher desenvolver a osteoporose. A administração de hormônios sintéticos ou das isoflavonas, presentes na soja, bem como de cálcio, ajudam na prevenção da osteoporose. Além da reposição hormonal, exercícios físicos, como correr, andar, nadar, e alongamento auxiliam na prevenção e cura dessa doença. A alimentação também é importante, assim sendo, a ingestão de alimentos ricos em cálcio, como as verduras, o leite e seus derivados, e a soja, auxilia na prevenção da osteoporose, excluindo também os hábitos deletérios (fumo ou abuso de álcool). Alguns fitoterápicos utilizados no climatério: >>>ALGAS CALCÁREAS Lithotamnium calcaeum é uma alga que apresenta um alto teor de cálcio e magnésio e uma pequena porcentagem de ferro, sendo um excelente suplemento alimentar mineral. Indicado para gestantes e nutrizes, é também empregado no tratamento da osteoporose (TESKE e TRENTINI, 2001 apud Leite 2003). Para uso interno pode ser utilizada como: Pó: 1,5g/dia, divididos em 2-3 tomadas (TESKE e TRENTINI, 2001 apud Leite 2003). >>ANGÉLICA Dong Quai ou Angelica sinensis é uma planta natural da China, considerada um “ginseng feminino”, cuja raiz possui propriedades antiespasmódica, antiinflamatória, anti-hipertensiva, antibiótica contra várias cepas, antifúngica contra Candida albicans e hormonais, sendo indicada no tratamento da tensão pré-menstrual, redução de fogachos, dismenorréia, amenorréia e hipermenorréia. Ë contra indicada durante a gravidez, porém existem relatos de seu uso melhorar o trabalho de parto e o período explosivo (ALVES e SILVA, 2002 apud Leite2003). Para uso interno pode ser utilizada como: Pó: 300mg – 3g /dia em 2 tomadas (1200mg/dia) (ALVES e SILVA, 2002; CARVALHO e ALMANÇA, 2003 apud Leite 2003) >>>>CIMICIFUGA OU BLACK COHOSH Cimicifuga racemosa é uma planta cujo extrato de rizoma parece ter atividade estrogênica, contudo, este efeito é ainda controverso. Seu uso tornou-se popular na Alemanha no início do século 20 (URBANETZ e col. 2002 apud Leite 2003). É a planta mais estudada para o tratamento dos sintomas climatéricos, sendo aprovada para este uso pelo Ministério da Saúde da Alemanha (ALVES e SILVA, 2002 apud Leite 2003). Seus principais constituintes são os triterpenos, isoflavonas, taninos e resinas, sendo a raiz a parte mais utilizada da planta (ALVES e SILVA, 2002 apud Leite 2003). Estudo descritivo de 5 ensaios clínicos, tem investigado o efeito Cimicifuga racemosa em sintomas vasomotores e citologia vaginal de mulheres na perimenopausa e na pós-menopausa. Três destes ensaios foram randomizados e pareados. Os estudos sugerem que a Cimifuga racemosa pode reduzir a incidência de sintomas da menopausa, incluindo as ondas de calor. Os resultados sobre seus efeitos na citologia vaginal foram discretos e variáveis (URBANETZ e col. 2002 apud Leite2003). Segundo ALVES e SILVA (2002 apud Leite2003) a Cimicifuga racemosa possui as seguintes ações: diminuição dos fogachos por ligação de seus componentes aos receptores hipotalâmicos, com diminuição do fluxo de LH; melhora acentuada da atrofia vaginal, forte ação antiinflamatória; diminuição da ansiedade, depressão, cefaléia, distúrbios do sono e vertigens; ação antiespasmódica sobre a musculatura lisa, diminuindo cólicas menstruais e discreta ação diurética. È potencialmente teratogênica, sendo contra-indicada durante a gravidez. Sua principal indicação é no tratamento de sintomas climatéricos, principalmente em mulheres com contra-indicação para terapia de reposição hormonal. TAYLOR (2001 apud Leite 2003) em trabalho de revisão refere que a maioria das pesquisas com a Cimicifuga racemosa (Black cohosh) é limitada, uma vez que apresentam duração inferior a 6 meses, e portanto não apresentam resultados tão promissores. Segundo os autores citados por TAYLOR (2001 apud Leite 2003) a planta se apresenta apenas 25-30% mais eficaz que o placebo na melhora dos sintomas climatéricos, tais como fogacho Para uso interno pode ser utilizada como: Extrato a 2,5%: 40mg/dia (ALVES e SILVA, 2002 apud Leite 2003). Extrato: 20 a 40mg, 2 vezes ao dia (TAYLOR, 2001 apud Leite 2003) >>>>>>ESPINHEIRO ALVAR Crataegus ou Crataegus oxyacantha é uma plantacujas flores, folhas secas e frutos têm ação sedativa sobre o sistema nervoso central, indicada no tratamento de distúrbios da menopausa, principalmente a insônia (CARVALHO ALMANÇA, 2003 apud Leite 2003). Para uso interno pode ser utilizada como: Infusão: 40g por litro, tomar 3 xícaras ao dia, ou ao deitar (RUDDER, 1997; CARVALHO ALMANÇA, 2003 apud Leite 2003). >>>>>.GERME DE TRIGO Triticum sativum Lank, é o cereal mais rico em vitamina E. O óleo extraído do germe é um excelente complemento alimentar vitamínico, nutritivo, rico em ácido linoleico, linolenico e palmítico, indicado nos distúrbios menstruais da menopausa, nos estados carenciais de vitamina E e no tratamento da tensão pré-menstrual. É também indicada na gestação para prevenir anomalias congênitas, por seu alto teor de vitamina E (TESKE e TRENTINI, 2001; CARVALHO e ALMANÇA, 2003 apud Leite 2003). Para uso interno, pode ser utilizado como: Óleo: 1,0 a 1,5g ao dia, após as refeições Tintura mãe: 50 gotas, três vezes ao dia (TESKE e TRENTINI, 2001 apud Leite 2003). >>>>>>Gingko biloba é uma planta cujas folhas possuem diversos princípios ativos que atuam no sistema circulatório e metabolismo celular com ativação do metabolismo energético, antioxidante, melhora da cognição e memória. Indicada como coadjuvante no tratamento de mulheres climatéricas (ASSEMI, 2001; CARVALHO e ALMANÇA, 2003 apud Leite 2003). Para uso interno pode ser utilizada como: Extrato seco padronizado: 40mg, 3 vezes ao dia, antes das refeições (CARVALHO e ALMANÇA, 2003 apud Leite 2003). >>>>>>>>SOJA Glycine Max composto mais estudado dentre os fitohormônios, é uma planta originária da China. Seu cultivo se espalhou pelo resto do mundo devido à facilidade de cultivo, alto poder alimentício e grande variedade de subprodutos para a comercialização. As pesquisas sobre os efeitos da soja iniciaram com a observação de que mulheres chinesas e japonesas apresentavam baixo índice de manifestações climatéricas; tais índices se modificavam para padrões ocidentais em mulheres que adotavam hábitos alimentares semelhantes às americanas e européias. Nas orientais, os grãos de soja e seus derivados são uma das bases alimentares. Encontrados na forma de grãos, farelo, leite de soja, queijo (tofu) e proteína texturizada (carne de soja) (ALVES e SILVA, 2002 apud Leite 2003). Seus mais importantes princípios ativos são as isoflavonas (genisteína, dadzeína e gliciteína) e os óleos essenciais (URBANETZ e col. 2002; HAN e cols. 2002 apud Leite 2003). Experimentos em humanos mostram atividade das isoflavonas semelhante ao estradiol. A observação em humanos revelou as seguintes propriedades: redução de sintomas climatériosem mulheres menopausadas; aumento da densidade óssea e do conteúdo mineral ósseo; diminuição do colesterol circulante e dos níveis de LDL; diminuição do risco de câncer de mama, endométrio e próstata; melhora do perfil cardiovascular e ação antioxidante (URBANETZ e col. 2002; HAN e cols. 2002; ALVES e SILVA, 2002 apud Leite 2003). Segundo ALVES (2002 apud Leite 2003), embora a estimulação dos receptores beta-estrogênicos seja muito menor que a obtida pelo estrogênio humano ou pelos estrogênios sintéticos, o uso prolongado e a ocupação gradativa e mantida de receptores induzirão um equilíbrio em um nível de estimulação mais baixo e não há uma resposta satisfatória na redução da atrofia vaginal. Para uso interno pode ser utilizada como: 40 e 160mg/dia divididas em 2-3 doses. Os preparados de soja deverão apresentar um mínimo de 1,5% de isoflavonas (ALVES e SILVA, 2002 apud Leite 2003). >>>>>VALERIANA Valeriana officinalis L. é uma planta da qual são usados a raiz e o rizoma com propriedades antiespasmódicas, sedativas e relaxantes. Utilizadas para insônia, fadiga, cólicas e distúrbios da menopausa. São contra-indicadas durante a gestação (CARVALHO e ALMANÇA, 2003; TESKE e TRENTINI, 2001apud Leite 2003). Para uso interno pode ser utilizada como: Pó: 0,3 a 1,0g, três vezes ao dia Infuso ou decocto das raízes 5%: tomar 50 a 200ml por dia Alcoolatrura: 2-10g por dia Extrato fluido em álcool 60%: 4 a 8ml, três vezes ao dia (TESKE e TRENTINI, 2001apud Leite 2003). CONCLUSÃO Conclui-se que o tratamento com os fitoterápicos tem grande ação na saúde da mulher, dando a elas uma melhor qualidade de vida, porém têm-se a importância do acompanhamento de um profissional habilitado, pois o uso inadequado pode trazer danos à saúde delas. Essa terapia alternativa >>>>>>>>>tem seus efeitos em longo prazo, por isso recomenda-se iniciá-la antes do climatério para que se obtenha um melhor resultado na minimização dos sintomas presentes durante este período. O mais importante nesta fase pela qual a mulher passa, é receber uma orientação adequada e esclarecida sobre as modificações do organismo; estimular hábitos dietéticos, manutenção do peso ideal; prevenir doenças (osteoporose, cardiopatias) e rastreamento de neoplasias (mama, cólon-retal). REFERÊNCIAS 1.LIMA, Geraldo Rodrigues de; BARACAT, Edmund Chada. Ginecologia Endócrina.São Paula. Local: Atheneu, 1995. P.253, 254, 257, 258, 260. 2.BARACAT, Edmund Chada; LIMA, Geraldo Rodrigues de. Guia de Medicina Ambulatorial e Hospitalar de Ginecologia. Barueri, SP. Local: Manole, 2005. p.339-345. 3.FREITAS, Fernando. Rotinas em Ginecologia- 5ªed. Porto Alegre. Local: Artmed, 2006. p.542,544,545. 4.ISTO É ONLINE – Saúde da Mulher. Medicina alternativa – Outros caminhos para a cura. Disponível em: http://www.terra.com.br/istoe/biblioteca/saudemulher/alternativa.htm. Acessado em: 26/05/2008. 5.EMBRAPA. Soja e Saúde. Folder. Julho, 2004. Disponível em: http://www.cnpso.embrapa.br/html/sosaude.htm . Acessado em: 03/06/2008. 6.Sousa RL, Filizola RG, Souza ESS, Moraes JLR. Ensaio clínico placebo-controlado com isoflavonas da soja para sintomas depressivos em mulheres no climatério. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. 2006; 28(2):91-100. 7.MINISTÉRIO DA SAÚDE. Medicamentos fitoterápicos. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/fitoterapicos/definicao.htm. Acessado em: 04/06/2008. 8.Silva C L, Colombi D, Machado I, et al. Entre o conhecimento popular e o científico. Revista Com Ciência – Revista Eletrônica de Jornalismo Científico. Agosto de 1999. Disponível em: http://www.comciencia.br/reportagens/fito/fito1.htm. Acessado em: 01/06/2008 9.Abecassis J. Fitoterapia. Disponível em: http://www.subhadra.com.br/portal/saude_holistica/fitoterapia/. Acessado em: 01/06/2008. 10.Leite, Maria Luiza J. G. de Toledo. Fitoterapia aplicada à saúde da mulher – Uso de fitoterápicos em ginecologia e obstetrícia – Revisäo bibliográfica. São Paulo; s.n; 2003. 79 p. Trabalho de especialização. Colaboradora: Ana Paula Vieira dos Santos Esteves², ² Professora e Mestra do Centro Universitário Serra dos Órgãos (UNIFESO) Autora: Luiza Freitas