Câncer; controle; colesterol: usando Óleo de Andiroba

Substâncias

Limonóides

LIMONÓIDES DO ÓLEO DAS SEMENTES DE ANDIROBA

(Carapa guianensis)

Alessandra R. P. Ambrozin (PG) , Paulo C. Vieira (PQ), João B. Fernandes (PQ) e

M. Fátima das G. F. da Silva (PQ)

Departamento de Química – Universidade Federal de São Carlos

palavras-chave: limonóides, Carapa guianensis, Meliaceae

A andiroba, Carapa guianensis Aublet., é uma árvore pertencente à família Meliaceae, encontrada em toda a América tropical. No Brasil, ocorre em toda a Bacia Amazônica e na costa Atlântica1.

Desta árvore, aproveita-se comercialmente o óleo derivado das sementes e a madeira. O óleo é muito utilizado na medicina popular e como repelente de insetos, sendo, inclusive, empregado na fabricação de velas para o controle do mosquito Anopheles, transmissor da malária, e do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue.

O óleo de andiroba é quase exclusivamente composto por material saponificável, onde se destaca a alta porcentagem de ácidos graxos insaturados, de grande interesse para a indústria de cosméticos. Uma pequena porcentagem do óleo, de 2 a 5%, é constituída por limonóides, entre eles: andirobina, epoxiazadiradiona, 6a-acetoxiepoxiazadiradiona, 6a-acetoxigedunina, 6b-acetoxi gedunina, 11b-acetoxigedunina, 6a,11b-diacetoxigedunina, 6b,11b-diacetoxigedunina 6a-hidroxigedunina e 7-desacetoxi-7-oxogedunina4.

Em publicação anterior, descreveu-se o isolamento dos limonóides angolensato de metila e 1,2-diidro-3b-hidroxi-7-desacetoxi-7-oxogedunina do óleo de andiroba. A continuação do estudo químico permitiu o isolamento de outros cinco limonóides: 17b-hidroxiazadiradiona (1), gedunina (2), 6a-acetoxigedunina (3), 7-desacetoxi-7-oxogedunina (4) e xilocensina k (5).


Efeitos

Induzem as enzimas de proteção contra o câncer e reduzem o colesterol