Plantas que apresentam reações alérgicas na pele

Nome Científico: fonte: /www.anaisdedermatologia.org.br/public/arti

Orgão da Planta:

Dermatite de contato por plantas (DCP) alérgicas Se as reações alérgicas por plantas não são raras, as irritativas acontecem com muito maior freqüência, e convém lembrar que a existência de um agente irritante, mecânico ou químico, pode favorecer o desenvolvimento posterior de hipersensibilidade. Assim, muitas das plantas que causam alergia possuem, também, elementos de ação irritante ou traumático. As dermatites por plantas da família Alliaceae, compreendendo alho (Allium sativum), cebola (Allium cepa) e cebolinha-verde (Allium schoenoprasum), podem ser de natureza irritativa e/ou alérgica, sendo as substâncias de maior potencial sensibilizante encontradas nessas plantas compostos do tipo dialildisulfeto. O mesmo composto sulfurado pode ser encontrado no tipi (Pitiveria alliacea), pau dalho (Gallesia gorazema), feijão-bravo ou feijão-de-boi (Capparis flxuosa), muçambê (Cleome spinosa) e em outras espécies de Capparaceae. Outra dermatite de contato muito freqüente no Brasil é a DC por derivados fenólicos presentes nas plantas da família Anacardiaceae: caju (Anacardium occidentale), manga (Mangifera indica), aroeira-da-praia (Schinus terebinthifolius) e aroeira do sertão (Myracrodruon urundeuva). Podem ser irritativas, particularmente pelo líquido da casca da castanha do caju, sendo considerado o ácido anacárdico seu principal responsável, por sua capacidade cáustica e irritante. Também pode ser sensibilizante, sendo o cardol o responsável pelas DC alérgicas, relacionadas às castanhas do caju em estado natural, isto é, com a casca. O cardol pode estar presente ou ter reação cruzada com algum outro fenólico encontrado na casca da manga porque está relacionado com as dermatites de contato periorais por essa fruta. Em alguns casos tem sido observada hipocromia ou acromia vitiligóide, associada a esse e outros componentes fenólicos. O urushiol é outro fenólico encontrado em diversas espécies de anacardiáceas, bem estudadas na América do Norte e Japão, como responsável pelas sensibilizações que ocorrem por essas plantas. Pode reagir cruzadamente com o cardol e outros fenólicos, mas não foi detectado nas espécies de aroeira encontradas neste país. O bilabol, extraído da planta Ginkgo biloba, bem como o ácido ginkgo, de composição química semelhante ao ácido salicílico, podem provocar reações alérgicas eczematosas com eritrodermia e também urticárias. O Tanakan® e outros medicamentos preparados com essa planta são utilizados em larga escala, atualmente. A ingestão de seu fruto pode provocar queilite, estomatite, proctite, prurido generalizado e eczemas. Essa planta é nativa nos locais de clima frio ou temperado, mas está sendo cultivada no Estado do Paraná, Brasil. O eucaliptol ou cineol, princípio ativo das folhas de Eucalyptus globulus, é encontrado no eucalipto medicinal do Nordeste (Eucalyptus tereticornis) e usado em medicamentos tópicos (Vick-vaporub®, Transpulmin®). É substância sensibilizante, responsável por urticárias e dermatites, encontrada também na alfavaca (Ocimum gratissimun), utilizada em banhos medicinais caseiros. Outras plantas de uso popular ricas em cineol, são boldo-do­-chile (Peumus boldus), bamburral (Hyptis suaveolens) e mastruço (Chenopodium ambrosioides), cuja essência contém também ascaridol. Na alfavaca, se colhida ao meio-dia, temos também o eugenol, substância presente no cravo-da-índia (Caryophillus aromaticus), responsável por dermatites, queilites e estomatites. É muito empregado em tratamentos nos consultórios odontológicos. A alfazema (Lavandula officinalis, Lavandula angustifolia) contém taninos, cumarinas e óleo essencial composto por cetonas, geraniol, linalol, cineol e acetato de linalila. São relacionadas a essa planta, dermatites alérgicas, fototóxicas (dermatite de Berlock) ou fotoalérgicas. Geraniol parece ser seu constituinte de maior poder sensibilizante e está presente também no capim-limão (Cymbopogon citratus), malva-rosa (Pelargonium odorantissimum), usada em b