Fitofotodermatite – alergias de plantas reações fo

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Orgão da Planta:

Fitofotodermatites As fitofotodermatites ou reações fototóxicas podem ocorrer por furocumarinas, sendo mais conhecidas os psoralenos (5-MOP e 8-MOP),encontrados nas cascas de frutos cítricos, como tangerina (Citrus bergania), lima (Citrus limetta), limão-taiti (Citrus medica), limão comum (Citrus limmonia) no aipo (Apium graveolens), cenoura (Daucus carota), arruda (Ruta graveolens), figo (Ficus carica), canela verdadeira (Cinammomum zeylanicum), salsinha (Petroselinum sativum), mama-cadela ou inharé (Brosimum gaudichaudii), imburana-de-cheiro ou cumaru (Amburana cearensis ex Torresea cearensis), arnica (Arnica montana), angélica (Angelica oficinallis), etc. Algumas delas são utilizadas em perfumes, colônias, aromatizantes, licores, aperitivos, cosméticos, bronzeadores. Um exemplo importante de plantas causadoras de dermatite e hipercromias é musk ambreite (Hybiscus abelmoschus),cujo flavonóide psoralênico isolado de maior importância é a 6-metil-cumarina. Reações fotoalérgicas são mais raras e podem ser causadas por plantas das famílias Compositae, Umbeliferae e Anacardiaceae. Nas espécies de Compositae, os prováveis responsáveis por essas reações são compostos poliacetilênicos; na família Umbeliferae destacam-se entre as mais comuns no Brasil endro (Anethum graveolens), coentro (Coriandrum sativum), cenoura (Daucus carota), funcho (Foeniculum vulgare), salsinha (Petroselinum crispum), erva-doce ou anis (Pimpinela anisum), todas contendo furocumarinas entre seus componentes. Quanto às fotoalergias por anacardiáceas, são descritos casos relacionados à aroeira. Em todos esses casos são necessários novos estudos, no sentido de esclarecer bem a fotoalergia ou fototoxicidade, bem como seus verdadeiros agentes sensibilizantes, pois a literatura sobre esse assunto ainda carece de conhecimento mais amplo sobre o conjunto de componentes químicos de cada planta e como eles atuam coletiva ou isoladamente. Exemplo importante de planta possivelmente causadora de fotoalergia e fototoxicidade é a Lawsonia inermes L., da família Litrácea, cultivada secularmente na Índia, no Egito e no Ceilão, para preparação de corante usado no tingimento de cabelos, lã e em tatuagens. Sua matéria corante é denominada “henna”, e é constituída pela lawsona (hidroxinaftoquinona), henna-tanino, resinas, triglicerídeos, flavonóide e cumarinas. São descritos quadros clínicos fotoalérgicos, atribuídos a plantas, similares ao reticulóide actínico. Alguns desses quadros foram relacionados ao bálsamo-do-peru.