Abútua (ou bútua; bôta )

Nome Científico: Abuta rufescens - Aubl. (Menispermaceae

Orgão da Planta:

Autores:

ALBUQUERQUE, Vanessa Homobono Santa Brígida de. Estudo químico e biológico dos constituintes do Cerne de Abuta Refescens AUBL. (Menispermaceae). 2004. 117 f. Dissertação (Mestrado em Química) – Universidade Federal do Amazonas, Manaus, 2004.

Resumo Português:  — http://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFAM_e34977fe50a8f357056fa21639f21f38A bôta, Abuta rufescens Aubl. (MENISPERMACEAE), é uma planta medicinal usada popularmente no tratamento da málaria, de inflamações uterinas, de doenças hepáticas e úlcera gástrica, além de ter ação como antimicótico, diurético e abortivo. e de atividade antitumoral com linhagens de células de tumores de mama humano (MCF-7), de cólon humano (HCT-8), de leucemia promielocítica humana (HL-60) e pele murino

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VOL. 44(2) 2014: 175 – 184
Estudo taxonômico do gênero
Abuta
(Menispermaceae)
no Estado do Pará, Brasil
Julio dos Santos de SOUSA
1*, Maria de Nazaré do Carmo BASTOS
1, Ely Simone Cajueiro GURGEL
1Museu Paraense Emílio Goeldi – MCT, Campus de Pesquisa, Coordenação de Botânica. Av. Perimetral, 1901, Terra Firme, Belém-PA, CEP. 66017-970, Fone: (91) 3217-6073.
jssousa27@yahoo.com.br, nazir@museu-goeldi.br, esgurgel@museu-goeldi.br.
Autor Correspondente: jssousa27@yahoo.com.br.
RESUMO
Abutaé um gênero taxonomicamente complexo devido à sobreposição de variação dos caracteres morfológicos
. O presente  estudo consiste no tratamento taxonômico de Abuta no Estado do Pará. A análise envolveu amostras provenientes de coletas e exsicatas dos herbários Museu Goeldi (MG), Instituto Agronômico do Norte (IAN), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazonia (INPA), Jardim Botânico do Rio de Janeiro (RB) e New York Botanical Garden (NY). São apresentados chave
de identificação, descrições, distribuição geográfica, comentários e ilustrações das espécies. O gênero está representado na área por 11 espécies:
A. barbata ,
A. brevifolia, A. candolleiA. grandifolia
A. grisebachii
A. imene
A. obovata
,
A. rufescens
sandwithiana
A. solimoesensis
e
A. velutina
.Abuta obovata
e
A. velutina
são novos registros para o estado do Pará. A venação foliar foi o principal caractere para a separação das espécies e a formação de capoeira o ecossistema que apresentou o maior número de espécies
Amazônia, Anomospermeae, botânica, morfologia, taxonomia.
The taxonomic study of the
Abuta
genus (Menispermaceae)
in the State of Pará, Brazil
ABSTRACT
Abuta
is a genus taxonomically complex due overlapping of morphological character variation. This study deals with the
taxonomic treatment
the Abuta
VOL. 44(2) 2014: 175 – 184
SOUSA
et al.
Estudo taxonômico do gênero
Abuta
(Menispermaceae)
no Estado do Pará, Brasil
INTRODUÇÃO
Menispermaceae Juss. está inserida na ordem Ranunculales,
com cerca de 70 gêneros e 450-500 espécies, apresentando
distribuição essencialmente pantropical (Ortiz
et al. 2007;
Hoot et al.2009). No Brasil, a família compreende 16 gêneros,
110 espécies (26 endêmicas), seis subespécies e sete variedades
(Braga 2012; Forzza et al.
2010), sendo
Abuta
Aubl. um dos
gêneros mais representativo da família.
Abuta
foi descrito por Aublet e está constituído por cerca
de 35 espécies tropicais (Di Stasi e Hiruma-Lima 2002).
Ocorre nas florestas tropicais, do sul do México a Bolívia,
passando pelo Brasil, tendo maior diversidade na Amazônia
(incluindo a extra brasileira), Guiana, Suriname e Guiana
Francesa (Barneby 2001). Os representantes deste grupo
destacam-se tanto pelo hábito do tipo liana da maioria das
espécies, como pela importância medicinal, pois segundo
Sothers
et al.
(1999), muitas espécies são ricas em alcaloides,
cujas folhas, cascas, madeiras e raízes têm utilidades medicinais
para várias moléstias, são usadas também na preparação do
“curare”, nas pontas de flechas e como venenos para peixes.
Trata-se de um gênero morfologicamente complexo e
pouco estudado em nível taxonômico, principalmente no
Brasil, em que está representado em floras regionais ou locais,
destacando-se os tratamentos de Albuquerque (1972), que
estudou a nervação foliar de cinco espécies de
Abuta,
Sothers
et
al.
(1999), que registraram sete espécies do gênero na Reserva
Ducke e Krukoff (1982), que discorreu notas suplementares
das espécies de
Abuta
(Anomospermeae) para América.
Diante disso, o presente trabalho teve por objetivo realizar
o estudo taxonômico de
Abuta
no estado do Pará, propiciando
avanço para o conhecimento do gênero na flora do Brasil.
MATERIAL E MÉTODOS
O estudo foi baseado em material herborizado, proveniente
do estado do Pará, incorporado aos herbários do Museu
Paraense Emílio Goeldi (MG); Embrapa Amazônia Oriental
(IAN), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA),
Jardim Botânico do Rio de Janeiro (RB) e New York Botanical
Garden (NY), além de amostras coletadas nos municípios de
Barcarena, Belém, Castanhal, Marabá, Marapanim, Moju,
Nova Timboteua e distrito de Mosqueiro, no período de
agosto de 2010 a março de 2012. Para as etapas de coleta
foram adotadas as recomendações técnicas propostas por
Fidalgo e Bononi (1984). O material foi analisado com
auxílio de estereomicroscópio com câmara-clara acoplada, de
acordo com a metodologia clássica utilizada em taxonomia
vegetal, adotando-se as terminologias das partes vegetativas e
reprodutivas de acordo com Hickey (1973), Rizzini (1977)
e Gonçalves e Lorenzi (2007). As descrições das espécies
foram baseadas nas coleções herborizadas identificadas por
especialistas, com o suporte das diagnoses e de literatura
especializada, que serviram também para a identificação dos
táxons. As ilustrações foram feitas pelos autores utilizando-se a
técnica de nanquim sobre papel vegetal, à mão livre. As siglas
dos herbários estão de acordo com Thiers (20)
http://www.scielo.br/pdf/aa/v44n2/a03v44n2.pdf

 

Substância Tóxica:

Consta entrar na fabricação do curare dos índios brasileiros.

Estudos químicos anteriores revelaram a presença em seu caule de alcalóides oxoaporfínicos e azafluorantenos. A partir do fracionamento cromatográfico do extrato do cerne em diclorometano isolou-se, através de técnicas cromatográficas, um cristal em forma de agulhas alaranjadas que foi identificado por métodos espectrométricos (IV, EM., RMN de 13C, RMN de 1H) como o alcalóide Homomoschatolina. Este trabalho relata os resultados obtidos da avaliação da toxicidade deste alcalóide pelo bioensaio em Artemia franciscana, e de atividade antitumoral com linhagens de células de tumores de mama humano (MCF-7), de cólon humano (HCT-8), de leucemia promielocítica humana (HL-60) e pele murino (B-16).    http://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UFAM_e34977fe50a8f357056fa21639f21f38

 

Ação Tóxica:

Paralisa o sistema nervoso secundário paralisando o coração e pulmão.

Fonte: Padre Dr. José Maria Albuquerque & (www. infomidia.com/estudante/plantastoxicas.html & www.centrorural.com.br/agricultura.html.