Urucum

Nome cientifico: Bixa orellana L.

Sinonímia: Urucu, orucu-ola-mata, uru-uva, açafroa, açafroeira-da-terra, urucuuba, achiote, bixa, urucuzeiro, açafrão, açafroa-da-bahia, açsafroa-do-brasil, açafroa-indígena, anoto, colorau, falso-açafrão,

Composição Química:

Flavonóides; flavonas; ácido fenólicos; açúcares livres; ácidos graxos saturados; carotenoides; bixinas; norbixina; vitamina C; all-E-geranilgeraniol,


Dados para Cultivo

Propagação: Semente (250 g/ha), mudas ensacoladas.

Espaçamento: Comercial: 7x3 m ou 6 x 3m.

Época de Plantio: Semeadura: junho agosto; transplante: setembro a novembro;

Época Colheita: Principal: julho a agosto; safrinha: março a abril (sementes).


Informações Gerais

Contra Indicações:

As cascas das sementes podem produzir efeitos tóxicos no pâncreas e fígado. (Dr. Ferro).

As sementes quando levadas à fervura liberam toxinas.(Afirma a biomédica Maria José de Freitas Alves do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu).

A biomédica Maria José de Freitas Alves do Departamento de Fisiologia do Innstituto de Biociências da Unesp de Botucatu, afirma que o urucum de fato tem propriedades antioxidantes, contudo, se levado à fervura libera toxinas, sendo que para ser usado com segurança é preciso deixa-lo em água fria por algum tempo.

Valor Alimenticio:

O extrato concentrado rico em bixina, das sementes, é usado na indústria de enlatados de carne, margarina e cosméticos, como corante.

Observações:

A tinta extraída da semente, é usada como antídoto do ácido cianídrico, veneno da mandioca-brava.


Preparo e Conservação

Extrato Peso/Volume: 10

Forma Preparo: 1 gr tem cerca de 50 grãos o que permite uma extração de 1 l de água destilada.


Uso Medicinal

Uso Principal:

A tintura das sementes é poderoso antídoto do ácido cianídrico (HCN) que é o veneno contido nas folhas e raízes da mandioca chamada brava. Atua na redução de taxas altas de colesterol (dose: usar 3-5 colheres de sopa de semente (dependendo da alteração da taxa de colesterol no sangue), em 2 litros de água sem cloro com temperatura fria, por cerca de 30 minutos, e depois, agitados em um liquidificador, durante 5 minutos. Coar, e conservar em geladeira, no máximo por 7 dias. Dose para uso: 1 xícara de café do macerado puro (o sabor é bem tolerado), em jejum por dia. Depois da ingestão, tomar a refeição matinal após 10 minutos. Observação: se a quantidade de 2 litros de água for excessiva para o vaso do liquidificador, pode-se agitar a quantidade proposta de sementes, em menos água, completando-se no final da operação para 2 litros. O tratamento deve ser praticado durante o período em que as taxas de colesterol mantiverem-se fora do padrão desejado (máximo 110).A biomédica Maria José de Freitas Alves do Departamento de Fisiologia do Innstituto de Biociências da Unesp de Botucatu, afirma que o urucum de fato tem propriedades antioxidantes, contudo, se levado à fervura libera toxinas, sendo que para ser usado com segurança é preciso deixa-lo em água fria por algum tempo.

Uso Normal:

Sementes, uso interno, infusão, 10 a 15 gramas para 1 litro de água, 1 xícara 1 a 3 vezes ao dia: afecções cardíacas, endocardite, pericardite, afecções das vias respiratórias, tosses, bronquites, catarros, afecções do estômago, obstipação intestinal, hemorragia, cicatrizante de feridas, proteção contra insetos e queimaduras, antidiarréica, antifebril, palpitação do coração, crises de asma, coqueluche, faringite e bronquite (xarope),

Na cosmética: Urucum: empregam-no os ameríndios tropicais no preparo de tinturas para pintar o corpo, com a finalidade de proteção contra o rigor do sol (confere proteção contra radiação ultravioleta); fonte: www.wikipedia.com.br

Características:

Bixaceaceae- Arbusto de 2-5 m de altura, 10 cm diâmetro, pecíolos largos, folhas alternas, inteiras simples, ovaladas, inflorescências panículas terminais, flores vistosas, andróginas, rosas com manchas púrpuras, fruto cápsula ovóide, loculicida com numerosas sementes ovóides recobertas por um arilo espinhoso de coloração variando de amarelo pardo a vermelho púrpuro. Originário da América tropical incluindo Amazônia brasileira.

Foto:

Foto 2: