Sene

Nome cientifico: Senna alexandrina Mill. (Cassia cathartica, C. angustifolia; C. acutifolia)

Sinonímia: Sene-do-campo, sena. www.jornalexpress.com.br: Sene de Tinnevelly, Sene da Índia, Sene de Alexandria e Sene de Cartrum, no Brasil; Sena, na Itália; Séné, na França; Sennesblaetter, na Alemanha; Senna, em inglês; Sen de la Índia e Sen de Tinnivelly, em espanhol.

Composição Química:

Abreu Matos: contém princípios ativos antraquinônicos, principalmente os glicosídeos senosídeos A e B e C, que são responsáveis pela ação laxativa e purgativa (ver contra indicação). www.jornalexpress.com.br: Princípios Ativos : Antraquinonas: antrocenosídeos (1,53% nas folhas e 2-5% no fruto), entre os quais se destacam : senosídeos A e B (rein-diantronas ), senosídeos C e D (reinaloe-emodin heterodiantronas); Carbohidratos; Flavonoídes : kempferol e isoramnetina; traços de Óleo Essencial; Saponina; Fitosteróis; Sais Minerais; Ácido Salicílico; Ácido Crisofânico.
www.jornalexpress.com.br: antraquinonas; agliconas;


Dados para Cultivo

Propagação: sementes formando mudas ensacoladas ou estacas no início do verão.

Espaçamento: 2 x 2 m em canteiros irrigados

Época de Plantio: com irrigação: ano todo (conservar a semente secas e escuras)

Época Colheita: folhas: ano todo (melhor período vegetativo). Podem ser usadas as sementes que possuem menores concentrações de fitofárm


Informações Gerais

Contra Indicações:

Lorenzi: Por sua ação nefrotóxica em doses altas, não deve ser usado como “lambedor”, especialmente para crianças, pois nesta preparação, o teor de antraquinona, é aumentado pela concentração e pode causar severa crise de nefrite aguda que pode ser mortal. Não usar na gravidez e lactação, e evitar em crianças menores que 5 anos. Cólicas são frequentes. Não usar nas colopatias funcionais ou lesionais. Aumenta o fluxo menstrual. Pode causar nefrite intersticial em uso prolongado e/ou dose alta. (Dr. Ferro).

www.jornalexpress.com.br: A ingestão crônica dos folíolos pode produzir uma destruição dos plexos nervosos intramurais do cólon, causando o conhecido cólon catártico : um intestino grosso atônico e desprovido de alças, de aspecto tubular similar ao intestino decorrente de uma colite ulcerosa de larga duração. Freqüentemente acompanhada de melanose retrocólica. O abuso de laxantes pode também determinar problemas eletrolíticos, onde uma hipocalemia é muito perigosa aos cardiopatas. Só se deve utilizar o Sene durante breves períodos de tempo, pois a maior causa do aparecimento dos efeitos secundários decorre da automedicação e abuso feitos.
Botasis: evitar o uso por pessoas idosas ou debilitados.

Ação: Estimulante do útero, abortiva, catártica; Autores: Alonso, Blumenthal, Bisset, Franz, (Pharmacia Brasileira – jun/jul 2002)


Preparo e Conservação

Forma Preparo: www.commercefacil.com.br: Coloque 2 colheres de sopa para um litro de água. Deixe cozinhar por 3 ou 4 minutos a partir do momento em que se inicia a ebulição, após esse tempo, retire do fogo e deixe repousando, tampada, por 10 minutos. Coe e está pronto para o uso.
COMO BEBER: Tomar de 2 a 3 xícaras ao dia.


Uso Medicinal

Uso Principal:

Abdalla; folhas, infuso, específico para tratamento de prisão-de-ventre

Lorenzi: uso interno, decoto, folhas, como laxante (substituindo a Sena verdadeira ou sene (Senna alexandrina) planta africana. Seu uso ao contrário de outros purgativos, pode ser feito mais continuamente pois seus efeitos secundários no aparelho digestivo são menores; pode ser usado na forma de chá e mesmo do pó das suas folhas. A dose laxativa varia de uma a cinco gramas do pó das folhas, a até uma colherinha de café. O efeito purgativo é obtido com doses de 10 a 15 gramas do pós das folhas, ou seja de uma colher de sobremesa até uma colher de sopa. Pode ser bebido após misturado com água e adoçado ou na forma de um chá preparado com as mesmas doses indicadas. É recomendado quando se usam as doses maiores, lavar rapidamente o pó ou as folhas ainda inteiras, com álcool (próprio para consumo interno: álcool de cereais), pois este tratamento retira a resina existente na parte externa das folhas, pois é o principal responsável pelas cólicas que ocorrem após o uso do sene. Não se deve usar as doses altas em crianças pelo grave risco de ação nefrotóxica (danificam os rins) provocada pela maior concentração de antraquinona.

Uso Normal:

www.jornalexpress.com.br: Os derivados antraquinônicos conferem uma ação colagogo e laxante a baixas doses e purgante a doses maiores. A maior parte dos heterosídeos chegam diretamente ao cólon onde, pela ação das enzimas da flora intestinal, liberam aglíconas, produzindo desta forma uma irritação nas terminações nervosas da parede intestinal, promovendo uma maior secreção de água e aumento do peristaltismo intestinal. Os frutos exercem efeito laxo purgante mais suave que os folíolos devido a possuir uma concentração de derivados antraquinônicos menor.
Já se foi comprovado que no intestino humano os seno sídeo (compostos insolúveis e inativos) são reduzidos pela ação da flora intestinal a 8-glicosil-reinam trona, logo hidrolisados a reinam trona, a qual é a substância promotora do peristaltismo no cólon e finalmente, o período de latência, que é determinado pelo transporte e metabolismo, oxidados a sanidinas (Kobashi K. et al .; 1980; Lemil J.; 1980; Hattori M et al.; 1988.
As antraquinonas também demonstraram exercer uma atividade antiviral sobre o vírus da herpes do tipo 1, através da ruptura parcial Envoltório do vírus (Gransa Veja E.; 1994).

Características:

www.commercefacil.com.br: A Sene é originária da África tropical e subtropical apesar de, hoje, ser cultivada em todo o continente. Reproduz-se a partir da semente, na primavera, ou de estaca no início do verão, requerendo muito sol. É um pequeno arbusto vivaz que atinge 1 metro de altura, com caule ereto, lenhoso e de flores amarelas.
O Sene (Cassia angustifolia Vahl)
pertence à família Leguminosae. É uma planta originária da Índia e Somália, cujo
sua introdução na fitoterapia foi feita por
médicos árabes no século IX.
Hoje é encontrada na Núbia e no alto
Egito, de onde é levada para o mercado do
Europeu. No Brasil chegou por volta do
século XIX trazida pelas mãos dos árabes.
Segundo
árabes deixaram cair às pequenas sementes
no solo brasileiro e elas germinaram
espontaneamente. Propagaram-se com
bastante facilidade levadas pelos pássaros
ou pelo vento. A maior concentração da
Sene no Brasil ocorre na região do planalto
da Serra do Cipó, em Minas Gerais, São
Paulo e Rio de Janeiro (Tabela 2).
O perfil químico do Sene se
caracteriza pela presença de substâncias
antraquinônicas livres e combinados:
crisofanol, aloe-emodina, antranol, reina,
reina-8-glicosídeos, reina diglicosídeo, reina
antrona-8-glicosídeo (GRANDI, 1967).
Além destas substâncias citadas, o sene
ainda apresenta mucilagens, resinas,
flavonnóides como o campferol, gliosídeos
naftalênicos, pinitol, açúcares redutores.
(CRAVEIRO, 1991).
Os felídeos são utilizados para fins
fitoterápicos, eles apresentam odor fraco,
e n t r e t a n t o c a ra c t e r í s t i c o e s a b o r
mucilaginoso e amargo. É uma planta típica
de regiões tropicais, que apresentam
desenvolvimento espontâneo em áreas
montanhosas se comparados à locais
próximos a cursos de água. Destacam-se os
folíolos e os frutos que são passados em
diversos crivos. Colhem-se os ramos
quando os frutos estão bem desenvolvidos,
mais não totalmente maduros.
É um pequeno arbusto que atinge 1
metro de altura, com caule ereto, lenhoso e
de flores amarelas (fonte:GISELE MARCELINO ROCHA,
MARCO EDUARDO DO NASCIMENTO ROCHA . 1
Ciências Biológicas, – IBC, UNIGRANRIO.
Saúde & Ambiente em Revista, Duque de Caxias, v.1, n.2, p.76-85, jul-dez 2006

Foto:

Foto 2:

Foto 3: