Romã –

Nome cientifico: Punica granatum L.

Sinonímia: Miligrã, ramanzeiro, miligrana, ramanzeira, romeira-de-granada, romeira, miligrã, granada, miligrada.

Composição Química:

Tanino, ácido gálico, pilriteira, manita ou granadina, punicina, ácido puníceo, alcaloide isoprenalina e seus análogos. As cascas do fruto são ricas em taninos elágicos e derivados de ácido gálico, flavonoides glicosados, antocianinas, dentre outros compostos. Das sementes do fruto da romã foi isolado o ácido puníceo (9-Z,11-Z,13-E- octadecatrienóico)
Botsaris: peletierina, isopeletrierina, friedelina, isoquercetina, inulina, manitol, oxalato de cálcio, ácido málico, taninos, sesquiterpenos, resinas, glicídeos.


Dados para Cultivo

Propagação: sementes, mudas

Espaçamento: comercial: sem dados; pomares domésticos: 3x2

Época de Plantio: com irrigação: ano todo; sem: verão chuvoso

Época Colheita: frutos (pericarpo): verão, outono;folhas: período vegetativo, casca caule e raiz: ano todo


Informações Gerais

Contra Indicações:

Apesar dos frutos terem baixa toxidade (DL50=280 mg/kg), na forma de extrato alcoólico deve-se evitar dose altas via oral (acima de 80 g da planta), pois por causa do seu alcaloide, afeta o sistema nervoso secundário, podendo provocar até a morte por asfixia, portanto não se deve dar seu extrato como vermífugo principalmente para crianças sem acompanhamento médico.

Valor Alimenticio:

Bom refresco de sabor agridoce.


Uso Medicinal

Uso Principal:

Tem produzido excelentes resultados, usando-se casca da raiz ou do caule ou do pericarpo do fruto, para debelar infecções da garganta e gengiva, externamente, com uso de 1 colher de sopa de material picado e seco, para 1 xícara média de água sem cloro, fervida por 10 minutos, na forma de gargarejo ou bochechos. Pode-se também para isto, mastigar pequenos pedaços do pericarpo seco. Pode-se usar o infuso recomendado acima para banhos genitais nos casos de herpes genital. Ver Contra Indicação. Ensaios farmacológicos usando extratos do pericarpo, mostraram atividade contra bactérias patogênicas e contra o vírus HVS-2 que provoca a herpes genital, além de apresentarem inibição do crescimento de tumores experimentais.
Segundo Botsaris, uso da casca do fruto, em decoção, nas doses de 3-9 g, para: efeito anti-helmíntico, efeito anti-bacteriano, efeito anti-diarreico, efeito anticoncepcional, efeito hemostático, amebíase intestinal [a casca da raiz é usada na China por considera-la mais forte do que a casca do fruto]
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Romã contra ALZHEIMER:
Estudo da USP, sugere que a fruta protegeria o cérebro.
Especialistas da ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROS, EM PIRACICABA, descobriram que este potencial esta na sua casca. Ela concentra compostos bioativos capazes de inibir a enzima causadora da degradação da acetilcolina, neurotransmissor decisivo nas funções cognitivas, como a retenção da memória. Níveis baixos desse mensageiro químico estão associados por sua vez, à doença ALZHEIMER.” A camada externa da romã, também atua na proteção de cérebro de maneira geral, evitando as reações de oxidação comuns no processo do envelhecimento”, diz Maressa Morzelle, engenheira de alimentos e autora do estudo. No quesito combate aos radicais livres aliás, a superfície da fruta ganha disparado da sua polpa, com capacidade antioxidante 85 vezes maior. Ela ainda sai na frente de diversas outras fontes famosas por anular substâncias tóxicas como MIRTILO, MORANGO, VINHO TINTO E CHÁ-VERDE.
PARA FAER EM CASA:
No experimento da USP, foi introduzido um extrato concentrado repleto de benefícios para a massa cinzenta [cérebro], mas é preciso resultados para falar de sua comercialização, avisa Maressa.
Enquanto isto não acontece, a dica é aproveitar a casca da fruta em forma de infusão ou triturar pedaços criando uma espécie de farinha para salpicar em saladas ou iogurte. UM PORÉM, o gosto azedo não costuma agradar o PALADAR. então se preferir ficar só com a polpa, vá em frente, embora menos poderosa, ela também combate os radicais livres.
Fonte:Saúde é vital. Thais Manarini com FERNANDA MORELLE.

Uso Normal:

Costuma-se empregar,as folhas para lavagem dos olhos.As cascas das raízes da romãzeira contém cerca de 0,6 a 0,7 % de alcalóides. Os mais importantes são a peletierina (1) e a pseudo-peletierina (2). Esses alcalóides são os responsáveis pelas propriedades tenífugas da romã. A peletierina é o componente responsável pela atividade das cascas das raízes da romazeira contra platelmintos3 .
O pericarpo da fruta, do qual isolou-se taninos elágicos, é dotado de atividade antimicrobiana contra Staphylococcus aureus, Clostridium perfinges e contra o vírus Herpes simplex II, responsável pela manifestação do herpes genital. A comprovação destas atividades fornece validade ao uso popular do chá de romã no tratamento das infecções da boca e garganta.
As propriedades medicinais da romã são conhecidas desde a Antiguidade, sendo descritas no Papiro de Ebers1. A literatura descreve a romã principalmente como um potente tenífugo, sendo suas propriedades anti-helmínticas assinaladas há séculos por Dioscorides e outros naturalistas da Antiguidade.
O chá feito com as folhas de romã é usado na medicina contra irritação nos olhos, e o chá produzido com as cascas dos frutos, para tratamento, na forma de gargarejo, de infecções de garganta. Esse mesmo chá é utilizado no combate às helmintos. Em diarreias e disenterias crônicas, o chá das cascas da raiz da romãzeira é frequentemente usado em combinação com tintura de ópio [provavelmente na China]!!

Características:

Originária da Ásia Ocidental. Quando adulta, é um arbusto gracioso, ereto, com ramos esparsos, podendo ter até 4 m altura, com ramos pouco espinhosos, com cascas vermelhas quando jovens, e ficam cinzas quando estão adultos, folhas glabras, opostas, caducas, inteiras pouco onduladas, lanceoladas. Na ponta dos ramos, podem apresentar flores isoladas, com corola de 5 pétalas vermelho-escarlate, frutos são tipo bagas de casca duras, formato esférico vermelho-claro ou levemente amarelados, tendo na sua superfície superior uma graciosa coroa constituída pelo cálice que é persistente, tem sementes carnosas comestíveis, de cor avermelhada e sabor agridoce, com semente de cor branca.

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