Picão-preto (Picão)

Nome cientifico: Bidens pilosa L ; B. alausensis.Bibens alba e Bidens subalternans.

Sinonímia: Dr Abdala & Lorenzi: Picão; Picão-da-praia, cuambu, guambu, carrapinho-de-agulha, carrapicho; piolho-de-padre, amor-seco, carrapicho-de-duas-pontas, carrapicho-picão, coambi, cuambri, erva-picão, fura-capa, macela-do-campo, picão-amarelo, picão-das-horas, picão-do-campo, pico-pico, polho-de-padre.

Composição Química:

Dr Abdala & Lorenzi & UFLA: Tanino; mucilagem; bioflavonoides; fitosteróis, polia cetilenos, tiofanos, flavonoides, esteróis, vários ácidos graxos, acetilenos, etc.
www.plantamed.com.br: Constituintes químicos: acetilenos, ácido-p-cumárico, ácido linólico, ácido linoleico, ácido nicotínico, ácidos orgânicos, ácido salicílico, ácido tânico, aminas, beta-amirina, bioflavonoides, chaconas, cálcio, cadineno, esculetina, esteróis, a-felandreno, fenilacetileno (1-fenil-1,3-diin-5-en-7-ol-acetato), fenilheptatriina, flavonoides, fitosterina-B, fitosteróis, fósforo, friedelina, friedelan-3-beta-ol, glicosídeos de aurona, glicosídeos (flavona matoxilado, quercetin-3,3-dimetoxi-7-0-a-L-ramnopiranosil-(1®6)-b-D-glucopiranose, quercetin-3,3-dimetoxi-7-0-b-D-glucopiranose); beta-D-glucopiranosiloxi-3-hidroxi-6(E)-tetradeceno-8, 10, 12-triino; hidrocarbonetos, limoneno, lupeol, mucilagem, okanina-3-glicosídeo, óleo essencial, a-pineno, policatilenos, poliacetilenos, quercetina, sais de potássio, sílica, beta-sitosterol, taninos, timol, tridecapentin-1-eno; trideca-2, 12-dieno-4, 6, 8, 10-tetraina-1-ol, trideca-3, 11-dieno-5, 7, 9-triina-1, 2-diol, trideca-5-eno-7, 9, 11-trieno-3-ol; triterpenos, xanto filina.


Dados para Cultivo

Propagação: Planta nativa, sementes que grudam na pele e na roupa.

Espaçamento: Planta nativa.

Época de Plantio: Planta nativa, erva.

Época Colheita: Planta toda com raiz: ano todo, planta espontânea, "erva daninha".


Preparo e Conservação

Extrato Peso/Volume: 15


Uso Medicinal

Uso Principal:

Para recém nascidos

Pela primeira vez foram avaliados em estudo científico os efeitos do banho de picão-preto, planta cujo nome científico é Bidens pilosa e tradicionalmente utilizada pela cultura popular para tratar icterícia, doença comum em recém-nascidos, provocada por bilirrubina no sangue e que deixa a pele e a parte branca dos olhos amareladas. Já havia estudos sobre a ingestão do chá da erva e o novo experimento buscou saber se o banho apresenta o mesmo efeito em relação ao consumo por via oral. Ambos apresentam resultados, mas foi detectado como melhor efeito a utilização conjunta do banho e a ingestão do chá.

A pesquisa foi desenvolvida pela bióloga Cristiane Martinez Ruiz Pegoraro com a orientação da pesquisadora Dra. Gisele Alborghetti; que que já havia conduzido outro trabalho utilizando o chá do picão-preto para avaliar o efeito protetor ao câncer, constando a redução de danos do ácido desoxirribonucleico (DNA). Porém, diante do uso popular da erva daninha em banho para combater a icterícia, daí a ideia de avaliação dessa forma de aplicação em busca de efeitos medicinais, com a constatação de que aliada à ingestão do chá melhora os efeitos protetores do fígado, rins e intestino;

que já havia conduzido outro trabalho utilizando o chá do picão-preto para avaliar o efeito protetor ao câncer, constando a redução de danos do ácido desoxirribonucleico (DNA). Porém, diante do uso popular da erva daninha em banho para combater a icterícia, daí a ideia de avaliação dessa forma de aplicação em busca de efeitos medicinais, com a constatação de que aliada à ingestão do chá melhora os efeitos protetores do fígado, rins e intestino.

O estudo de Cristiane sustentou a produção de sua tese no doutorado em Fisiopatologia Animal junto ao Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Ciência Animal da Unoeste

————————————————————————Ufla: toda planta com raiz, infuso, decoto, regenera tecido lesionado por feridas e ferimentos, cicatrizando; diminui a glicose do sangue ativando o pâncreas na distribuição da insulina; Uso interno: infusão, 1 colher de sopa da erva (5 g), em meio litro de água fervente; beber 3 xícaras por dia. Uso externo: para amigdalite, faringite, o mesmo infuso em gargarejo.

Uso Normal:

Dr Abdalla: Blenorragia, hemorroidas. Uso interno, infusão, planta toda, 20% peso da planta seca/água.www.plantamed.com.br: Modo de usar: infusão de uma colher das de sopa (5g) da erva em ½ litro de água fervente. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia: hepatite, icterícia, diabete, verminose;- infusão de uma xícara das de cafezinho da planta picada em ½ litro de água. Tomar 1 xícara das de chá a cada 4 horas; gargarejo: amigdalite e faringite; compressas (pode-se usar o suco da planta, ao invés da infusão): feridas, úlceras, hemorróidas, assaduras e picadas de insetos;- decoção (para uso externo) de 10 colheres das de chá de folhas em 1 litro de água: abluções, compressas tópicas ou gargarejos;- suco de folhas frescas, contusas. Compressas em feridas e úlceras;- banho: utilizar a decoção acima, 2 vezes ao dia: vulnerário e anti-séptico

 

Características:

Asteraceae-Compositae- É uma erva atingindo 1,2 m de altura, ereta, anual, ramificada, com odor característico , nativa da China e Japão, levada pela Filipina à Africa; trazida pelos escravos provavelmente nas suas roupas, folhas compostas pinadas, com folíolos com formato e tamanho e número variados, caule ramoso, flores amarelas, pequenas, reunidas em capítulos terminais, fruto preto com ápice coroado de 2-3 saliências (picões), que se prendem com facilidade na roupa ou pele dos animais. Prefere solos argilosos e férteis mas adaptam-se bem em solos pobres e desgastados. Existem mais duas variedades com mesma atividade fitoterapêutica: Bibens alba e Bidens subalternans.

Foto:

Foto 2: