Malva-

Nome cientifico: Malva sylvestris L; Malva parviflora

Sinonímia: Malva-crespa, malva-rosa, rosa-marinha, rosa-chinesa, rosa, malva-de-botica, malva-silvestre, malva de casa, malva cheirosa, gerânio aromático, malva grande-grande, malva-alta, malva-maior, malva-verde, rosa-marinha.

Composição Química:

Mucilagem, açúcares, tanino, pigmento, oxalatos, flavonóides, resinas, ácido fenólico – clorogênico; cafeico; ácido p-cumárico, antocianinas (malvina , malvidina), vitamina C, vitamina do complexo B, gordura.


Dados para Cultivo

Propagação: planta expontânea (Sul)

Espaçamento: planta expontânea (Sul)

Época de Plantio: planta expontânea (Sul)

Época Colheita: folhas e flores: ano todo (vegetação)


Informações Gerais

Contra Indicações:

Pode provocar lesões nos túbulos renais se for usado por tempo prolongado em doses mais elevadas. (Dr. Ferro).

Valor Alimenticio:

MALVA É consumida na Europa como verdura desde a antigüidade.
www.aleph.com.br: A Malva é uma planta deliciosa, pode ser usada para compor suavemente saladas picantes como as de agrião e rúcula, capuchinha e almeirão. Pode-se fazer uma deliciosa geleia de malva da seguinte forma:
1 k de maçãs ácidas nacionais, cortadas em fatias com casca e semente.
l/2 lt. de chá bem concentrado de malva
Cravo em pó
Canela em pó
Cozinhe as maçãs com muito pouca água até elas ficarem bem pastosas.
Passe toda essa massa na peneira , volte com a pasta para a panela, e mais metade da quantidade obtida de creme, de açúcar. (em peso; exemplo: 1 kg. de pasta / ½ kg. açúcar).
Acrescente o chá forte de Malva, o cravo e a canela e deixe até dar ponto de geleia.( O creme começa a ficar dourado, e a pular na panela) .
Coloque em vidros esterilizados .

Observações:

Deve ficar protegida do sol da tarde no local de plantio.


Preparo e Conservação

Extrato Peso/Volume: 10


Uso Medicinal

Uso Principal:

Uso interno, folhas e/ou flores, infusão: específica para afecções do ouvido. Suas flores produziam um chá usado nos conventos como anafrodisíaco.

Uso Normal:

Uso interno, infusão: afecções respiratórias, garganta, inflamações. Inflamações bucais, mau hálito, aftas: esquentar em banho-maria durante 15 minutos em 0,5 xícara de chá de azeite, 1 colher de flores. Deixar descansar até esfriar. Coar, fazer aplicações diárias nos locais inflamados. Irritação dos olhos: infusão, 1 colher de chá de folhas em 1 copo de água, aplicar em compressas mornas sobre os olhos. Compressas com o chá para pele irritada por queimadura de sol. Usa-se como laxativa, béquica, anticatarral, adstringente, emoliente, anti inflamatória. Devido à riqueza de mucilagens, protege os tecidos inflamados e irritados. Favorece a cicatrização e recuperação das lesões nas mucosas. Os taninos desenvolvem atividade adstringente reduzindo secreções e erupções. Hidrata, protege, e suaviza a pele. Uso interno: inflamações da pele, boca, e garganta (laringite, faringite). Irritações gastro-intestinais (gastrite, úlceras). Uso externo: úlcera e erupções cutâneas, dermatoses, furunculoses, aftas, picadas de insetos.
Folhas, 15 a 30 g em 1 litro de água. Infuso ou decoto– tomar 2 xícaras ao dia. Infusões adoçadas com mel são laxativas e diuréticas. Flores , infuso -1,5%, bochechos. Fito cosméticos – 5 a 10% extrato glicólico (loções e cremes) .

Características:

Planta herbácea, bienal ou plurienal, com até 1,2 m de altura. Caule pubescente, ereto ou prostado-ascendente, folhas com 5 a 7 lóbulos, com bordas recortadas, nervura palmada. Flores nas axilas das folhas, com pétalas soltas, pubescentes na base, cor rosa-violáceo, com algumas nervuras mais escuras. Cálice pentâmero, frutos secos e indeiscentes, amarelos quando maduros. No Brasil vegeta espontaneamente, principalmente na região sul. Prefere climas temperados mas vegeta em climas quentes. Originária da Europa aonde é consumida como verdura desde a antiguidade.

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