Losna

Nome cientifico: Artemisia absinthium, L.

Sinonímia: Erva-dos-vermes, absinto, losna-maior, acinto, acintro, erva-santa, alvina, vermute, absinto-comum, absinto-maior, absíntio, absinto-grande, gotas amargas, ajenjo, artemísia, grande-absinto, alvina, aluina, flor-de-diana, erva-dos-velhos, sintro, eva-de-santa-margarida, erva-do-fel.

Composição Química:

Óleos essenciais (tuiona, tuiol, tujona, tujol, álcool tujônico combinado com os ácidos valeriânico e palmítico, absintol, cadineno, azuleno, absintia (princípio amargo), camazuleno, felandreno e borneol ); princípios amargos; ácidos orgânicos; flavonóides; ceras; resinas, maétrias pépticas.


Dados para Cultivo

Propagação: divisão de touceira; estacas de ramos enrraizados

Espaçamento: em canteiros irrigados: 40 x 40 cm

Época de Plantio: com irrigação em canteiros: ano todo

Época Colheita: folhas: ano todo (vegetção); sumidades floridas (florescimento, depende região; SP não floresce)


Informações Gerais

Contra Indicações:

Deve ser preparado com cuidado pois em altas doses pode ter propriedades entorpecentes. Não é recomendado seu uso contínuo, nem por mulheres grávidas ou em idade reprodutiva, pois é abortivo. A tujona em altas dose provoca vômitos, cólicas do estômago e intestinos, dor de cabeça, zumbidos, e distúrbios no sistema nervoso central. Nas doses altas pode causar convulsões, câimbras e alucinações, pela tujona. É abortivo, e contra-indicado na lactação. Evitar seu uso por tempo maior do que 10 dias seguidos. (Dr. Ferro)

Valor Alimenticio:

É usado na indústria de bebidas amargas, vermutes, vinhos e licores.

Observações:

Seu nome em grego quer dizer “privado de doçura “. É conhecido desde a antigüidade.


Uso Medicinal

Uso Principal:

Específico para vermes intestinais, histerismo, problemas de fígado, má-digestão, menstruações difíceis, cólicas menstruais (insuficiência uterina), cólicas em geral, estados febris (antipirética), antimalária (hemoditerpenos, peroxidados, isoméricos), estimulantes das funções digestivas, do fígado, da vesícula biliar, gastrite, gastralgia, inapetência, anemia (pela carência de ferro). Em uma xícara de chá de água coloque uma colher de sobremesa de folhas e/ou sumidades floridas picadas e adicione água fervente. Abafe por 15 minutos e coe. Tome 1 xícara, 2 vezes ao dia, antes das refeições. Ver contra-indicação.

Uso Normal:

Mau hálito: bochechos com infusão descrita no uso principal. Ver contra-indicação. Como estomacal, febrífugo, nas convalescenças de doenças graves, na anemia, anorexia, dispepsias, possuindo ainda propriedades vermífugas, abortivas e emenagogas. Anti-séptica, digestiva, tônica, afrodisíaca. Adultos: uso interno – infuso 20 g das folhas e sumidades floridas em 1 litro de água. Tomar 2 xícaras ao dia, antes ou após as refeições. Como estimulante do apetite, usar 5 a 15 g por litro de água .

Características:

Planta herbácea, perene, com altura de 0,4 até 1 m, podendo chegar até a 1,5 m quando cultivada. Forma touceira, Caule ramificado, áspero, cor verde-prateada, sulcos longitudinais. Folhas recortadas, com pelos, cinza esverdeada na parte superior e cinza prateada na parte inferior. Folhas próximas as flores são lanceoladas. Flores amarelas, tubulosas, reunidas em capítulos e exalam odor agradável.. O fruto é aquênio glabro. Não floresce em São Paulo, originária da Europa, clima temperado, não resiste a geada, necessita fornecimento regular de água. Tolera sombreamento. Propaga-se por divisão da toçeira, com raízes ou por estacas de galhos. Adapta-se em solos argilo-arenosos, fértil, profundo e permeável, prefere pH 6,5 a 8.0. Colher as folhas antes do florescimento. Para aparecerem as inflorescências não se deve expor a planta à luz solar no período da manhã .

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