Lobeira-

Nome cientifico: Solanum lycocarpum St. Hil.

Sinonímia: Fruto-do-lobo, berinjela, jurubebão, baba-de-boi, loba, capoeira-branca, berinjela-do-mato, jurubeba-de-boi

Composição Química:

Solamargina, solasosina, fenóis, açúcar redutores, pectina.


Dados para Cultivo

Propagação: Planta nativa, expontânea , sementes

Espaçamento: Planta nativa, expontânea

Época de Plantio: Planta nativa, expontânea

Época Colheita: folhas, raiz: ano todo; flor e fruto: frutificação.


Informações Gerais

Contra Indicações:

O extrato aquoso do fruto seco em pó, pode estar ligado a uma toxidade no sistema reprodutor masculino.

Valor Alimenticio:

Seus frutos representam até 50% da dieta alimentar do lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), acreditando-se que tenham ação terapêutica contra o verme-gigante-dos-rins, que é muito freqüente e geralmente fatal no lobo.
Os frutos são utilizados na alimentação de populações tradicionais para o preparo de doces, geleias. Seu uso medicinal é amplamente difundido no bioma Cerrado. www.biologo.com.br


Uso Medicinal

Uso Principal:

O fruto da Lobeira tem sido empregado na medicina doméstica há centenas de anos, estando registrado na literatura médico-botânica do passado as inúmeras e diversas virtudes curativas de seu polvilho. Todavia, nos últimos anos, as pesquisas desenvolvidas independentemente por vários estudiosos têm mostrado que a planta é eficiente na restauração das ilhotas pancreáticas produtoras de insulina, nos casos de diabetes, e conseqüentemente no controle do nível glicêmico no sangue.
Estudos pré-clínicos conduzidos na Escola Agrícola Luiz de Queiroz (USP-Piracicaba), em São Paulo, usando-se camundongos mostraram inequivocada mente a possibilidade de reativação dos células do pâncreas, previamente destruídas com a droga Aloxana. Pesquisas clínicas, conduzidas por vários grupos têm revelado o papel importante desempenhado pelo polvilho da lobeira, capaz de reduzir sensivelmente a dependência insulínica, após cerca de nove a dez meses de tratamento contínuo. Adicionalmente os casos avaliados demonstram que: o polvilho é eficaz na diminuição do nível de colesterol total; possui uma certa atividade lipotrópica, sendo útil nos regimes de emagrecimento; ajuda no controle do apetite, trazendo maior moderação e satisfação alimentar.
fonte: www4elementos.bio.br

Uso Normal:

Folhas; uso interno, decoto por 10 minutos, 1 xícara 3 a 5 vezes ao dia: afecções das vias urinárias, espasmos, espasmos estomáticos, cólicas abdominais e renais, epilepsia, estados de excitação nervosa. Flores, uso interno, decoto por 10 minutos, 1 xícara pela manhã em jejum, durante 7 dias: hemorroidas internas. Frutos, uso externo, assados e quentes, aplicados por sobre as partes atrofiadas: atrofia dos tecidos. Amido dos frutos no tratamento da diabetes. Cascas dos frutos meio verdes, uso externo aplicada no local da picada: picada de cobra. Raízes, uso interno, infusão, dose normal: hepatite. Dose normal: 2 a 3 xícaras diárias; tomar o chá preparado no mesmo dia, evitando-se guarda-lo de um dia para outro; as dosagens para crianças devem ser a metade da dos adultos. Ver detalhes no Glossário.

Uso Normal:

Seu uso associado com Mulungu, tem dado bons resultados na doença emocional denominada Ansiedade que é definida pelos psicólogos como: “medo do futuro”. Observação pessoal de Teles.

Características:

Nativa nos cerrados do Centro-oeste brasileiro, quando adulta é um arbusto de grande porte, com copa bem aberta e ramos poucos e esparsos, tem espinhos grandes nos ramos, folhas simples, alternas, coriáceas, de margens arredondadas e irregulares formando lóbulos, mais claras na parte inferior, com frutos de formato globoso, verdes claros e de pele lisa, com polpa carnosa e com muitas sementes, reproduz-se por sementes mas brota da raiz quando a mesma é cortada pelas podas de limpeza efetuadas nas pastagens artificiais, tornando-se então invasora. Seu nome popular vem do fato dos lobos guarás (animais atualmente em processo de extinção), alimentarem-se destes frutos.

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