Jambolão

Nome cientifico: Syzygium jambolanum [jambolana]

Sinonímia: Cereja, jamelão, jalão, jambol, jambu, jambul, azeitona-do-nordeste, ameixa-rosa, azeitona, murta.

Composição Química: Amido, tanino, ácido gálico, uma resina fenólica, jambulol (C16H8O9), gordura derivada do ácido palmítico, esteárico, olêico, fitoesterol, ácido cinâmico, quercetina, antimelina,
Lidia Nogueira: Antocianinas (glucoglucosídeos da delfinidina, petunidina e malvidina).
www.plantamed.com.br: ácido ascóbico, ácido málico, antimelina, betacaroteno, cariofileno, eugenol. homuleno, jambosina, limoneno, niacina, riboflavina, Calcio, cobre, ferro, enxofre, fósforo, potássio, sódio, tiamina, tanino, magnésio.
Hipoglicina A e B [www.portaleducacao.com.br


Dados para Cultivo

Propagação: semente, mudas ensacoladas

Espaçamento: para cerca viva: 1 m entre plantas; plantio ornamental

Época de Plantio: início período chuvoso; com irrigação: ano todo

Época Colheita: folhas: ano todo; frutos, sementes: frutificação


Informações Gerais

Valor Alimenticio: Seus frutos podem ser consumidos in natura ou na forma de sucos, doces, sorvetes, etc.

Observações: A espécie cultivada como planta ornamental no Brasil, é muito comum nos canteiros e quadras de Brasília, DF. A coloração roxa da polpa dos frutos apresenta um grande impacto visual devido à presença de antocianinas, pigmentos antioxidantes hidrofílicos também encontrados em frutas como a uva (Vitis sp.) e o “blueberrie” (Vaccinium sp.), que apresentam como vantagem a alta solubilidade em misturas aquosas. Entretanto, a coloração arroxeada provoca mancha nas mãos, tecidos, calçamentos e pinturas de carros, tornando-o pouco indicado para preencher espaços públicos.
Sugestão enviada por
Lidia Cunha Nogueira, Sanitarista e Fitoterapeuta (São Paulo, SP)



Preparo e Conservação

Extrato Peso/Volume: 15


Uso Medicinal

Uso Principal:

Específica para diabete desde há muito anos com bons resultados. Prepara-se fervendo uma colher de café cheia de pó do fruto seco ou das sementes secas, com água para uma xícara de chá, beber 1 a 2 xícaras , quatro vezes ao dia, de acordo com os resultados da dosagem da glicemia na urina ou sangue. Usa-se também, as folhas secas e moídas para tal fim.

Uso Normal:

Pode substituir o uso do suco de “blueberrie”, pois possui na sua composição o antocianina, que é um pigmento antioxidante, também encontrado na uva (Vitis vinifera).
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Leucemia: Extrato do Jambolão é a nova esperança para a cura

Leucemia: podemos definir como o câncer dos leucócitos. A causa exata é desconhecida, porém uma leucemia secundária poderá ocorrer após o tratamento com quimioterápicos.
Definimos o câncer como o aumento significativo de uma forma desordenada das células. Quando numerosos, os leucócitos imaturos não conseguem defender o organismo de agentes invasores. Seu número excessivo invade o lugar das células sangüíneas normais: tanto no órgão hematopoético (medula), como na própria corrente sangüínea e em diversos órgãos. Este desequilíbrio de células sangüíneas normais acarreta infecções, anemia, hematomas, hemorragias e finalmente a temida insuficiência de alguns órgãos vitais.
A leucemia era dividida entre a aguda e a crônica.
Hoje já temos o diferencial, por exemplo: a Leucemia LLC (linfócita crônica) afeta as células B (leucócitos que combatem os microorganismos que defendem o nosso organismo) e não raro comprometem as células T (denominadas marechais de campo que atacam as células doentes e são responsáveis pelo equilíbrio no sistema imunológico).
Dentre outros tipos há também a Leucemia Granulocítica crônica e a Leucemia Prolinfocítica.
Para evitar a rápida multiplicação das células cancerosas foram testadas drogas denominadas agentes alquilantes que se associam rapidamente nos componentes do DNA: os aminos, fosfatos, hidroxilas e imidazólicos, causando assim a morte da célula ou citotoxidade. Por isso o sistema hemolinfopoético (série vermelha e branca) entrando em colapso debilita o organismo causando anemia, enfraquecimento no sistema imunológico entre outros sintomas.

Já os agentes antimetabólitos afetam a estrutura celular impedindo sua reprodução uma vez que tais agentes são semelhantes aos componentes de nosso organismo como, por exemplo: vitaminas, aminoácidos, precursores do DNA, etc.
Há outras opções de tratamento por meio de hormônios, fotoquimioterapia, etc…
O tratamento quimioterápico é temido porque muitas vezes causam alopecia temporária (queda de cabelo). Mas vale ressaltar que nem todos os quimioterápicos causam alopecia.

Entre estas informações que mencionamos, surge uma nova luz para o tratamento da Leucemia.
O extrato do jambolão – Syzygium jambolanum ou Eugenia jabolana- contendo antocianinas foi testado em células sadias e doentes e em escala laboratorial.
O resultado? Foi eficaz em 90% dos testes em células leucêmicas levando-as à morte e letal somente 20% dos testes para as células sadias.
A responsável pela descoberta? Trata-se do estudo de mestrado de Daniella Dias Palombino de Campos da Unicamp, orientada pelos professores Adriana Vitorino Rossi – IQ – e Hiroshi Aoyama – Instituto de Biologia – Laboratório de Enzimologia.
A professora Carmem Veríssima Ferreira do Laboratório de Bioquímica do IB auxiliou nos ensaios biológicos.
A equipe se concentra agora no desenvolvimento do extrato para sua industrialização.
O jambolão é conhecido no norte e no sudeste do país.
Deparamos então com outra questão.
Nossa flora na região amazônica é rica, campeã em biodiversidade no mundo. Para termos uma ideia entre 40 mil espécies da flora mundial, a Amazônia possui 20 mil, tornando-a cobiçada por empresas de biotecnologia.
Pesquisadores estrangeiros almejam a descoberta e os estudos de propriedades medicinais da nossa flora para depois patenteá-las.
A pobreza e a falta de inspeção na região amazônica propiciam a biopirataria.
Algumas plantas brasileiras foram patenteadas por outros países. Por exemplo:

QUEBRA-PEDRA (filanto)
Estados Unidos
Contra hepatite “B”
Fox-Chase Cancer Center, Filadélfia

GUARANÁ
Estados Unidos
Extrato da semente, contra plaquetas (coágulos) no sangue
Universidade de Cincinnati

ESPINHEIRA SANTA (mayténus)
Japão
Anti-inflamatório
(empresa) Méktron

MUIRAPUAMA (um dos “Viagras” brasileiros)
Japão
Afrodisíaco
Taisho Pharmaceutical Company

BORRACHA (Hévea brasiliensis)
Estados Unidos, Inglaterra, Japão
Uso de folhas da seringueira para produzir “elsinan”, material para películas de embalagens e revestimentos
BP Chemicals (British Petroleum) e o governo do Japão

PFAFFIA (Suma, ou “ginseng brasileiro”)
Japão
anti-tumoral
Wakunaga Pharmaceutical Co, Rohto Pharmaceutical,Co
http://www.pt.org.br/smad/smadn22.htm

É imperativo que o Brasil invista na proteção e em projetos de pesquisas de sua flora.
A Portaria nº 971 de 3 de maio do ano corrente do Ministério da Saúde aprovou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS – Sistema Único de Saúde, possibilitando a aplicação da denominada medicina alternativa: Acupuntura, Homeopatia, Fitoterapia [ uso in natura da planta medicinal e sua forma seca : droga vegetal ] e a Crenoterapia – uso terapêutico de águas minerais .

http://www.crpsp.org.br/a_orien/legislacao/normatizacao/outros-de-int-categoria/fr_gm_portaria971.htm

Esta Portaria facilitará com certeza o tratamento de pacientes portadores de leucemia com o extrato terapêutico do jambolão.

Uso Normal:

Para diabete usar juntamente com entre casca de caju e jucá (baga seca).

Características: Nativa da Índia, Malásia, China, Antilhas. No Brasil é muito usada como cerca viva, aceitando espaçamentos muitos estreitos entre plantas e fechando de maneira muito elegante e bonita. Quando adulta torna-se uma árvore de grande porte com até 10 m de altura, bonita arquitetura de ramos, ficando com ramos bem distribuídos de cima em baixo, cor verde das folhas intensa mesmo nas épocas secas, tem folhas simples, frutos de cor roxa quando maduros e marrom quando novos, com uma única semente com polpa comestível muscilaginosa, doce mas com sabor adstringente.

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