Jaborandí

Nome cientifico: Pilocarpus microphyllus Stapf ex Wardleworth

Sinonímia: Jaborandí-da-folha-pequena, jaburandí, jaborandí-do-maranhão, jaborandí-verdadeiro.

Composição Química:

Óleo essencial, tendo principalmente um diterpeno, pilocarpeno, pilocarpina, pilocarpidina, isopilocarpina, carpilina que é um alcalóide, ácido jaborandico e tânico, beta-cariofileno, 2-tridecanona, beta-pineno, cedrelano.
A PDAMED afirma que entre outros, esta planta tem a substância CARBACOL , que atua como: colinérgico e miótico sendo então usada no glaucoma.


Dados para Cultivo

Propagação: planta nativa, sementes

Espaçamento: planta nativa

Época de Plantio: planta nativa

Época Colheita: folha: ano todo


Informações Gerais

Contra Indicações:

A ação do calor (fazendo-se chá, decoção, etc.,) é nociva para a pilocarpina que se decompõe em pilocarpidina e jabonina que não tem os efeitos esperados. Uso interno pode causar vômitos, diarreias e insuficiência cardíaca. (Dr. Ferro)

Degmar Ferro:  Ação: Abortiva

Alonso, (Pharmacia Brasileira – jun/jul 2002)  Ação: Estimulante do útero; abortiva


Uso Medicinal

Uso Principal:

O uso das folhas e ramos verdes, como colírio (preparação farmacêutica) por conter pilocarpina e carbacol, usados pelos oculistas como Miótico, visando principalmente o glaucoma, e, nas irites, caroidites, no desprendimento da retina, sendo empregado via hipodérmica [formulação laboratorial], pois a ação do calor [das extrações aquosas e etanólicas], é nociva para a preparação do jaborandi, pois decompõe a pilocarpina em pilocarpidina e jaborina.

Uso Normal:

O seu uso interno via oral, das folhas, por infusão aumenta todas as secreções, especialmente a salivar e sudoral, usado na afecção catarral das vias respiratórias, bronquites, asma úmida, edemas pulmonares [EAP], pleurisias, pneumonias, difterias, nefrites agudas, formas congestivas do Mal de Bright, hidropsias renais, intoxicações urêmicas, diabete pancreático, dermatologia, hiper-hidroses locais e gerais. Seu uso externo, é muito usado como tônico capilar, queda de cabelos. A ação do calor (fazendo-se chá, etc.) é nociva para a pilocarpina que se decompõe em pilocarpidina e jabonina que não tem os efeitos esperados.
Jaborandi é uma planta nativa da Amazona brasileira. Em 1570, Gabriel Soares de Souza, um observador europeu notou que os índios Guarani usavam a planta para tratar úlceras de boca, e também como um antídoto para vários venenos ou toxinas devido a propriedade da planta de promover suor, micção e salivação. Jaborandi é um exemplo perfeito de uma planta que fez a transição do uso indígena para ciência moderna.
( Teles: exemplo que a famacologia moderna e a medicina terapêutica, poderia tecnicamente imitar)

A introdução de folhas de jaborandi como medicamento ocidental ocorreu em 1873, quando o Symphronio Coutinho, um médico baiano foi para Paris e levou consigo amostras das folhas. O suor e salivação provocados pelas folhas chamaram a atenção de médicos franceses que começaram as pesquisas clínicas e publicaram o primeiro estudo um ano depois. Os estudos mostraram que o jaborandi “aumenta enormemente a transpiração e a salivação, a secreção das membranas mucosas do nariz, os tubos bronquiais, e o estômago e intestinos”. Em 1875, dois cientistas independentes descobriram o alcaloide, pilocarpina e seu uso no combate ao glaucoma. Por volta de 1876, folhas de jaborandi estavam sendo empregadas no tratamento de muitas doenças como febre, estomatite, laringite, bronquite, gripe, pneumonia, intoxicações, neurose e doença renal, isso para mencionar só alguns dos usos para as quais o jaborandi estava sendo utilizado. http://jaborandi.vilabol.uol.com.br/jaborandi/planta.htm
Indicações Terapêuticas: Tonica,diaforetica, sialagoga, contra afecção catarral(via respiratória, bronquite, asma úmida, edema, pleurisia, pneumonia, difteria, nefrite aguda, “mal de bright” (f.congestivas), hidropsia renal, intoxicação, diabete pancreática, para diminuir açúcar urinário, doença de pele, hiperidroses gerais, hiperidroses locais, de uso oftálmica.

Características:

Nativa da região Norte e Nordeste do Brasil. Quando adulta, é uma árvore pequena, com folhas opostas, com até 5 pares de folíolo, também opostas, glabros e ovais-elípticos, com folhas pequenas e pecioladas, tendo fruto rugoso, com formato oval. A planta é aromática mas tem sabor amargo.
O portal educação www.portaleducacao.com.br, a considera uma das plantas mais falsificadas do mercado popular de plantas medicinais brasileiro [Teles: exigindo máxima atenção na compra da mesma in natura pelo fato de ser muito difícil de diferencia-la de outros materiais vegetais.
Deve-se optar por farmácias naturais bem conceituadas ou produtos de industrias farmacêuticas tradicionais do ramo fitoterápico.

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