Ipê Roxo-

Nome cientifico: Tabebuia impetiginosa Standley

Sinonímia: Pau-dárco-roxo, ipê, ipê-pardo (Lorenzi)
fonte: //www.ipef.br/identificacao/tabebuia.heptaphylla.asp :cabroé, graraíba, ipê (RJ,SC), ipê-de-flor-roxa, ipê-piranga, ipê-preto (RJ,RS), ipê-rosa (MG), ipê-roxo-anão (SP), ipê-uva, pau-d’arco (BA), pau-d’arco-rosa (BA), pau-d’arco-roxo (BA,MG) peúva (MS) e piuva (MS,MT). Na Argentina, lapacho e no Paraguai, lapacho negro.

Composição Química:

Alcalóides e taninos; Lapachol; lapachenol, quercetinas, ácido hdroxibenzóico, beta tapachol, alpha lapachol,(quinonas), resinas, minerais e vitaminas. Ciagri.usp: selenio, calcio, ferro, quinona, xilodona,.[Lorenzi & Ufla-Faepe- Pereira Pinto]


Dados para Cultivo

Propagação: planta nativa

Espaçamento: planta nativa, árvore ornamental

Época de Plantio: planta nativa, ornamental

Época Colheita: casca: ano todo; folhas; período vegetativo.


Informações Gerais

Contra Indicações:

Extrato aquoso da entrecasca em dose elevadas, pode provocar perda de peso, anorexia e diarreia. Abortivo e teratogênico em trabalhos experimentais. Em doses muito elevadas (maior do que 10 g/dose) pode provocar anemia, perda de peso e irritação gastrointestinal. (Dr. Ferro)

Observações:

Madeira pesada, dura .


Preparo e Conservação

Extrato Peso/Volume: 15


Uso Medicinal

Uso Principal:

fonte: www.ciagri.usp.br:
Ipê Roxo (Tabebuia impetiginosa) “Árvore divina”. Era assim que os índios denominavam o Ipê Roxo. Foi da medicina natural que originou o nome botânico do Ipê Roxo – Tabebuia impetiginosa. Isso porque, antigamente as pessoas costumavam usar o chá para tratar da doença do impetigo, uma inflamação da pele do rosto acompanhada de supuração.
. O Ipê Roxo favorece na multiplicação de glóbulos vermelhos, responsáveis por levar oxigênio às células.
· O Ipê Roxo contém quinona, que participa da cadeia respiratória do sistema celular. – O que melhoraria o fornecimento de oxigênio às células.
As propriedades da quinona, presentes no Ipê Roxo ajudam a explicar seu poder anti-inflamatório e na dissolução de tumores. Problemas aparentemente relacionados a uma diminuição no fornecimento de oxigênio aos tecidos.
Cientistas de países como Estados Unidos, Japão, Alemanha e Escócia, entre outros confirmam o aumento da atividade do sistema defensivo com o uso de Ipê Roxo.
· O Ipê roxo apresenta alta dose de cálcio e ferro, o que ajuda no transporte de oxigênio.
· Outro componente destacado é o selênio, importante antioxidante, captador dos chamados “radicais livres”. O selênio pode desintoxicar o corpo do cádmio, um metal pesado, que é uma das mais freqüentes toxinas ambientais da atualidade e causa a pressão sangüínea alta.
Ipê Roxo contém saponinas, agentes naturais antimicóticos cuja função é proteger o corpo contra fungos.
Contém xilodona, com qualidades antibacterianas, antivirais e antimicótico.
O lapachol com várias propriedades anti-tumorais comprovadas

Uso Normal:

Chá da entrecasca, para dermatites de maneira geral, analgésico, sífilis, combate a sarna, adstringente, contra úlceras sifilíticas, estomatites, inflamações, bronquite, úlceras gástricas, hipertensão, diabete, doenças venéreas, anemia, varizes, tumores externos, antiblenorrágica e anti-inflamatória, artrite, como antiinfeccioso, antifúngico, diurético, adstringente, tratamento caseiro do impetigo, alguns tipos de câncer, lúpus, doença de Parkinson, psoríase, alergias. Inflamações de pele, inclusive nas mucosas como ânus, vagina, gengivas, garganta, colo do útero, tratamento da cervice-vaginite, ação antitumoral. Substâncias isoladas tem mostrado ação contra bactérias do gênero Brucella, cercárias: Schistossoma mansoni. Doses: duas xícaras das médias, por dia, do decocto (cozimento) de 3 colheres de sopa da entrecasca, moída em 1 copo de água sem cloro. Auxilia no tratamento de doenças estomacais e da pele.[Lorenzi & Ufla-Faepe- Pereira Pinto]

Características:

O ipê-roxo é uma espécie sedundária tardia, passando a clímax (LONGHI, 1995), tolerando a sombra no estágio juvenil. Devido ao seu porte, faz parte do extrato superior da floresta, possuindo alta longevidade..[Lorenzi & Ufla-Faepe- Pereira Pinto]
É comum na vegetação secundária, abrangendo capoeiras e capoeirões, possuindo como habitat: Floresta Estacional Semidecidual e Decidual Floresta Ombrófila Densa e Mista, Chaco Sul-Mato-Grossense e Pantanal Mato-Grossense.
É uma árvore característica da Mata Latifoliada do Alto Uruguai, onde apresenta distribuição irregular e descontínua, sendo pouco freqüente, ocorrendo de preferência nas depressões dos terrenos e em solos rochosos [e alta fertilidade]. Rara nas florestas da Bacia do Ibicuí e na Fralda da Serra Geral, chegando até a Bacia do Rio dos Sinos. Não ocorre no Planalto e no Escudo Rio-Grandense (LONGHI, 1995).
Encontra-se exemplares de Tabebuia heptaphylla desde em florestas secundárias e primárias a bordas de clareiras e clareiras pequenas.
Árvore de até 30 m de altura, podendo atingir 90 cm de diâmetro.
Os ramos dicotômicos, tortuosos e grossos formam uma copa moderadamente ampla e globosa. O tronco, mais ou menos reto e cilíndrico, possui casca pouco espessa e escura, fissurada longitudinalmente e descorticante em placas grandes. A casca apresenta coloração pardo-cinzenta.
As raízes são vigorosas e profundas.
As folhas, de coloração verde-escura, são opostas, decíduas, compostas, digitadas, longamente pecioladas e com os bordos serrilhados. Cada folha é composta por 5 a 7 folíolos, glabros, com ápice agudo.
A flor, roxo-violácea, é pouco pilosa. São muito abundantes, nascendo nos ramos ainda sem folhas, com lenho adulto. O cálice é pequeno, campanulado e a corola campanulada-afunilada.
O fruto, seco e deiscente, é linear ou sinuoso, estriado, muito longo, podendo atingir até mais de 50 cm, de coloração preta. As cápsulas são bi valvares do tipo síliqua, semelhante a uma vagem estreita e comprida, atenuada pra dentro.
As sementes aparecem em grande quantidade e são grandes e aladas. Medem de 2,5 a 3 cm de comprimento e cerca de 6 a 7 mm de largura. São acastanhadas e membranáceas mais ou menos brilhantes. (LONGHI, 1995).
Reprodução
No período que antecede a floração, as folhas caem e surgem no ápice dos ramos magníficas panículas com numerosas flores tubulosas, de coloração rósea ou roxa, perfumadas e atrativas para abelhas e pássaros.
A floração ocorre de junho a setembro e os frutos amadurecem de julho a novembro, sendo que em plantio a frutificação inicia entre 5 e 7 anos.
Ocorrência Natural
Ocorre naturalmente no sul e oeste da Bahia, no Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo e no nordeste da Argentina, sul da Bolívia, leste do Paraguai e Uruguai (CARVALHO, 1994). Compreende a latitude de 13ºS (BA) a 30ºS (RS).

Segundo RIZZINI (1971), a espécie ocorre da Bahia à Guanabara, sobre a Serra do mar.

fonte: http://www.ipef.br/identificacao/tabebuia.heptaphylla.asp

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