Fáfia

Nome cientifico: Pfaffia paniculata, P. iresinoide; P. glomerata Petterson

Sinonímia: Pfaffia, gingseng brasileiro, paratudo, suma.

Composição Química:

Saponinas, ácido pfáffico, ecdisterona, estgmasterol, sistosterol, alantoína, beta-ecdisterona. Contem 19 tipos de aminoácidos, ferro, magnésio, cobalto, sílica, zinco, vitaminas A, B-1, B-2, E e K, ácido pantotênico (vitamina P), glicosídeos, nortriterpenos. Segundo Jair de Oliveira: aminograma: cistina; lisina, taurina, histidina, arginina, asparagina (ácido aspártico); cálcio, vitamina E, vitamina B1, vitamina B2.
Apresenta como princípios ativos saponinas (núcleo triterpenóide e núcleo esteroidal), ecdisterona, polipodina, pterosterona, sais minerais, vitaminas, alantoínas e ácido pfáfico (SARTÓRIO et al., 2000).


Dados para Cultivo

Propagação: divisão de raiz, enrraizamento ramos, sementes [no viveiro, para forma

Espaçamento: 0,5 x 1,0 m

Época de Plantio: em canteiros irrigados: ano todo, no campo: out. Março (período das chuvas)

Época Colheita: folha e ramos: ano todo; raiz: inverno


Informações Gerais

Contra Indicações:

Não deve ser usada por hipertensos, sem acompanhamento médico, pois pode induzir crises hipertensivas . Não combina com sais de ferro. Acima de 10 g/dia do pó da planta pode induzir insônias, irritação e diarréia. (Dr. Ferro)


Uso Medicinal

Uso Principal:

Uso interno, raízes, em decocto: rejuvenescedora, revitalizante, e inibidora do crescimento das células cancerígenas. Seu uso pelos nativos da Amazônia já existe há séculos e por ajudar em inúmeros problemas (tônico, rejuvenecedor, afrodisíaca, calmante de dores nas úlceras), e por isto também o chamam de para-tudo. Ótimo como antioxidante, antidiabético, reumatismo, artrose, artrite, ácido úrico elevado, anti-inflamatório, coadjuvante no tratamento de doenças nervosas, doenças crônicas e degenerativas de qualquer espécie – Jair de Oliveira).
Dose doméstica: 10 gramas de pó da planta seca e moida, fervida em 1 litro de água mineral durante 5 minutos, tomar 1 xícara de chá, 3-4 vezes ao dia.

Dr Degmar Ferro

Uso Normal:

Uso interno, decocto: ativa a circulação do sangue; ativa as funções sexuais, combate o estresse. Cicatrizante: misturar 1 colher de chá do pó da raiz com 3 colheres de vaselina; passar no local afetado. Na Europa é usado para restaurar funções nervosas e glandulares, para balancear o sistema endócrino, para fortalecer o sistema imunológico, contra infertilidade, estimulante sexual, diminui o envelhecimento rápido, para problemas menstruais e de menopausa, para minimizar os efeitos colaterais de remédios anticoncepcionais, contra teor alto de colesterol, para neutralizar toxinas e como tônico geral nas convalescenças. Na América seu uso é como tônico regenerativo, regulador de vários sistemas do corpo, como imunoestimulante, síndrome da fadiga crônica, como hipoglicemiante eficiente (diabete tipo II), impotência, anemia, diabetes, alguns tipos de tumores, mononucleose, hipertensão, menopausa, disfunções hormonais, como ativador da formação de hemácias e leucócitos do sangue, usando uma colher de sobremesa de raízes fatiadas em uma xícara de água em fervura-infusão. Os japoneses patentearam algumas das suas substâncias pois provaram clinicamente sua eficiência no controle de tumores de melanoma (tratamento auxiliar do câncer em todas suas variações- Jair de Oliveira) e na regulagem do nível de açúcar no sangue.

Características:

Subarbusto de ramos escandecentes, de 2-3 m de altura, com raízes tuberosas, e outras longas e grossas, é nativa das regiões de clima tropical no Brasil. Folhas simples, membranáceas, glabras, de cor verde mais clara na face inferior, de 4-7 cm de comprimento. Flores esbranquiçadas muito pequenas, dispostas em panículas abertas. Existem duas espécies desse gênero no Brasil, com características morfológicas e uso semelhantes , Pfaffia glomerata (corrente) e Pfaffia iresinoides, mais freqüente no norte do pais.

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