Dente-de-leão

Nome cientifico: Taraxacum officinale Weber

Sinonímia: Taraxaco, alface-de-cão, amargosa, radite bravo, salada de toupeira.

Composição Química:

Vitamina A, sais de cálcio, fósforo, potássio, sódio. Magnésio, zinco, e silicatos. Princípio amargo: taraxina. Saponinas, taninos, inulina, taraxasterol, taraxacosídeos, flavotenóides, carotenóides,


Dados para Cultivo

Propagação: sementes aladas

Espaçamento: planta expontânea

Época de Plantio: planta expontânea

Época Colheita: folhas: período vegetativo; raiz, idem; flores: ano todo, dependendo da região.


Informações Gerais

Contra Indicações:

Como toda planta amarga, pode provocar hiperacidez e consequentemente, vômitos. Suas lactonas sesquiterpênicas pode induzir ao aparecimento de dermatites e urticárias. Contra-indicado na oclusão das vias biliares por cálculo ou tumor. (Dr. Ferro).
Botsaris: baixa toxidade: DL50 59g/kg, em testes discreta: pirose e diarreia. Deve ser usada com cuidado em pacientes com hernia de hiato e esofagite

Observações:

Segundo estudos europeus esta planta tem boa atuação em pacientes com úlcera gastro-duodenal mas que tenham personalidade sempre voltada para a busca de novos ideais, sendo idealista, visionário, e sempre pronto a sonhar com um futuro difícil de alcançar.


Uso Medicinal

Uso Principal:

Pode ser uma planta diurética potente, usando-se folhas, raízes e capítulos florais.
Fonte: Eronita de Aquino Costa, Nutricionista, Porto Alegre, RS. Tem elemento colagogo (excita a secreção da bilis); é diurética, hepática, estomacal, tônico estimulante, forma a bílis, remove o excesso de água no organismo, é desintoxicante, alivia a febre e a insônia, estimula a função digestiva e renal, depurativo, anti-reumático, anti-inflamatório, anti radicais livres, é considerado um dos melhores fitofármacos contra pedras na vesícula, inflamação hepática, icterícia e aumenta o fluxo biliar. Dose: 3 xícaras ao dia da infusão.
Botsaris indica: antibacteriano: in vivtro contra: S. aureus; Pneumococcus; P. aeruginosa; Shigella sp; Meningococco; C. diphtheriae; Salmonella sp; Proteus e Streptococcus b-haemolyticus; sendo a tiva até em cepas resistentes aos antimicrobianos disponíveis na farmacologia; tuberculostático: inibe in vitro o M. tuberculosis; efeito antiviral: vírus Echo em culturas de células; efeito nas vias biliares: inibem espasmos e aumentam fluxo da bílis, atua na cólica biliar; efeito lactogênico: aumenta a produção de leite materno.

Uso Normal:

Folhas e raízes, uso interno, decoção, forma de salada ou suco (2 a 3 colheres de café por dia, por 4 semanas), ou decoção em dose normal: hemorroidas, diabetes, afecções hepáticas, biliares, pessoas predispostas a litíase biliar, renais e vesicais, anemia, prisão-de-ventre, úlcera gástrica. Uso interno, suco, misturado com suco de cenoura e de folhas de nabo, como preventivo, dose anterior: piorreia, cárie dentária, afecções ósseas . Uso interno, decoção, dose normal, coadjuvante no tratamento da obesidade, dermatoses, hipoacidez gástrica e desordens reumáticas: 3 a 5 xícaras diárias; tomar o chá preparado no mesmo dia, evitando-se guarda-lo de um dia para outro; as dosagens para crianças devem ser a metade da dos adultos. Ver detalhes no Glossário: escarros hemoptoicos .

Características:

Planta vivaz, acaule, cespitosa, folhas todas radicais, dispostas em roseta, muito polimorfas, segmentos ou lobos desiguais, flores liguladas, amarelo ouro, fruto aquênio, desenvolvendo sementes aladas, formando um globo branco que o vento dissemina facilmente. Distribuição geográfica bastante ampla, preferindo climas amenos, mas suporta geadas. Sem exigências especiais quanto ao solo. Originária da Europa-Ásia aonde seu uso é milenar.

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