Copaíba

Nome cientifico: Copaifera reticulada Ducke. C. langsdorfii

Sinonímia: Copaíba-branca, opaíba-verdadeira, mari-mari, copaíba-jutaí.

Composição Química:

Ácido copaífero acubeno, beta-cariofeno, beta-elamino, beta-bisaboleno, cânfora.
[Ufla: Pereira ete al]: ácido copaífero acubeno, beta-cariofileno, beta-etamino, beta-bisaboleno, cânfora [Ufla: Pereira et al].
Óleo de coapaíba [Degmar]


Dados para Cultivo

Propagação: sementes, de preferência sem o arilo

Espaçamento: planta nativa

Época de Plantio: planta nativa

Época Colheita: óleo extraido do lenho: ano todo; melhor época no inverno seco, quando a planta esta em repouso vegetativo.


Informações Gerais

Contra Indicações:

Pode provocar exantema , distúrbios digestivos, como azias e enjoos. (Dr. Ferro)
Internamente deve ser usado com cautela.[Ufla: Pereira et all].
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Óleo de copaíba

As copaibeiras são árvores comuns na América Latina, em especial no sudeste brasileiro e na região Amazônica. Pertencentes ao gênero Copaifera, contam com mais de 60 espécies catalogadas. Dessas árvores da família das Leguminosas-Caesalpiniaceas, é exsudado, através de furo realizado no tronco, um óleo-resina chamado óleo de copaíba. Esse óleo é utilizado na medicina popular brasileira como anti-inflamatório das vias superiores e urinárias, tendo aplicação mais ampla como anti-séptico. No entanto, muitas outras aplicações farmacológicas são citadas para esse óleo. No Brasil seiscentista, o Padre José de Anchieta citava o óleo de copaíba como um potente cicatrizante. Atualmente, esse óleo é comercializado em farmácias e lojas de produtos naturais de todo o país, com indicações diversificadas.

Estudos realizados com óleos de copaíba obtidos de todo o Brasil mostraram que esses óleos são misturas de sesquiterpenos e diterpenos. As concentrações e a natureza dos sesquiterpenos e diterpenos podem variar, mas estas duas classes de produtos naturais, e mais nenhuma outra, devem estar sempre presentes nos óleos de copaíba.

A prática de adulterações dos óleos de copaíba já era relatada pelos cronistas alemães em publicações do século XIX, que ensinavam como conseguir óleos sem adulterações na Amazônia Brasileira.

As adulterações são feitas com produtos de menor valor agregado, como óleos vegetais ou minerais (como o óleo diesel) e são comuns em toda a Região Amazônica. Os óleos adulterados podem ser encontrados nas feiras de Rio Branco (AC), no Mercado de Manaus (AM) e até em farmácias de todas as regiões do país.

Essas adulterações foram detectadas através de estudos cromatográficos, utilizando-se cromatografia gasosa de alta resolução em fases estacionárias apolares. Nesses estudos, observou-se que o perfil cromatográfico dos óleos adulterados é bastante diverso do perfil cromatográfico dos óleos autênticos.

Óleos de copaíba contendo diferenças no teor dos seus constituintes apresentaram atividade anti-inflamatória diferenciada, avaliada em modelos de diminuição do edema em pata de rato provocado por injeção de carragenina ou bradicinina. Os óleos de copaíba foram administrados por via oral, através de gavagem e apresentaram inibição significativa dos edemas provocados tanto por carragenina quanto por bradicinina. Desta forma, pode-se confirmar a indicação empírica dos óleos de copaíba, amplamente proclamada por silvícolas, no combate a inflamações

Estes estudos, entretanto, mostraram também que óleos de copaíba adulterados, ao invés de atuarem como agente anti-inflamatório, potencializaram a inflamação, provocando um aumento do volume dos edemas.

Somado ao controle de qualidade que detecta adulterações, outro aspecto importante no estudo de plantas medicinais que são comercializadas como fitoterápicos é a identificação de princípios ativos responsáveis pela ação biológica da planta.

Estudos realizados com um dos óleos de copaíba mais comuns na Região Amazônica, o óleo obtido de Copaifera multijuga, mostraram variações na composição de óleos coletados de uma mesma árvore, em períodos diversos do ano (verão-inverno). As substâncias detectadas foram basicamente as mesmas, mas suas concentrações variaram. Estudos de atividade anti-inflamatória foram realizados e evidenciaram modificações nos perfis das atividades dos dois óleos. Essas variações podem dificultar a generalização da dosagem de uso dos fitoterápicos formulados à base de óleos de copaíba.

Nos óleos de copaíba, poucos constituintes ativos identificados foram testados isoladamente, como o b-bisabolol (anti-inflamatório) e o b-cariofileno (bactericida, antitumoral e anti-inflamatório.

Estudos recentes com o ácido caurenóico , obtido do óleo de Copaifera langsdorfii, demonstraram para este diterpeno diferentes atividades, como vaso relaxante; relaxante do músculo liso, em estudos sobre contrações uterinas induzidas; anti-inflamatória; protetor de colite induzida por ácido acético; citotóxico e embriotóxico.


Uso Medicinal

Uso Normal:

Como anti-inflamatório, cicatrizante, para evitar o tétano, nas dermatoses, reumatismos, leucorreia, nas contusões: colocar o óleo na parte afetada puro ou misturado com outras substâncias. No tratamento da herpes: misturado com óleo de andiroba, uso local. Como auxiliar nos tratamentos de câncer e nos catarros: usar na forma de cápsulas. Uso interno deve ser com cautela. O óleo e também usado para apressar a cicatrização do cordão umbilical, evitando tétano. Os indígenas costumam aplicar sobre a pele visando repelir insetos..[Ufla: Pereira et al]

Uso Normal:

No tratamento da herpes: misturado com óleo de andiroba, uso local. Nas inflamações da garganta: gotas do óleo com mel de abelha. Nas inflamações da garganta: gotas do óleo com mel de abelha (ver contra indicação).

Características:

Planta originária da amazônia brasileira, sendo árvore alta de até 30 me altura, casca rugosa pardacenta, folhas com raque alado, comprimento de 1-5 cm, folíolos assimétricos, elíptico-oblongo, 2-5 cm comp.,e 1-5 cm largura, inflorescência espiciforme, flores sésseis alvacentas ou amarelo esverdeadas, fruto legume, 1,5-2 cm diâmetro, semente envolvida por anilo amarelo. {Ufla: Pereira et al].

Foto:

Foto 2: