Cipó-mil-homens (jarrinha)

Nome cientifico: Aristolochia cymbifera, Aristolochia triangulares, Aristolochia trilobata L.

Sinonímia: Galo-do-campo, jarrinha, angélico, cipó jarrinha, chaleira-de-judeu, angelicó, mata-porco, patinho, cacau, cipó-mata-cobra, contra-ervas, bastarda, galo-do-campo, abútua, angélico, mil homens do Rio Grande, ipê-mi, aristolóquia, angelicó, calunga, capa-homem, chaleira-de-judeu, cipó-mata-cobra, contra-erva, erva-bicha, jiboinha, guaco, jarrinha, mata-porco, mil homem, papo-de-preá, papo-de-galo, patinho, urubu-caã, bastarda.

Composição Química:

Óleo esssencial arimático, óleo resinoso aristoloquina, ácido aristolóquino ou arislino, taninos, resina cassarino, diterpenos, sesquiterpenóides, biflavonas, chalcona-flavonas, tetraflavonóides.

Aristolochina (tóxico somente em altas doses)


Dados para Cultivo

Propagação: planta nativa, sementes

Espaçamento: planta nativa, trepadeira

Época de Plantio: planta nativa

Época Colheita: raiz e caule: ano todo (período vegetativo)


Informações Gerais

Contra Indicações:

Semente é abortiva não podendo ser usada por mulheres em idade de reprodução. Seu uso interno é contra-indicado, pois existe suspeita de provocar sérios danos físicos e funcionais. Segundo Dr. Brüning, é abortiva, pois provoca contrações uterinas [aristos=bom, lochios=parto].

Teles: no caso de uso em mulheres em idade previsível de procriação; certificar-se com rigor a possível gravidez (mesmo super precoce  por  relações sexuais  nos dias imediatamente anteriores sem o exame específico de gravidez), pois pode ser usado neste casos para diversas patologias  específicas das mulheres, mas com observância obrigatória do citado acima

Por outro lado, a noção de que as plantas medicinais não fazem mal à saúde é uma questão interessante a ser levantada na própria comunidade. Sabe-se que certos compostos químicos, quando ingeridos em excesso ou
quando combinados, podem causar danos à saúde (Lorenzi
& Matos 2008).
É o caso de plantas do gênero Aristolochia sp. (muitas conhecidas pelo nome de cipó milome), uma vez que o ácido aristolóquico presente nas espécies do gênero possui potencial carcinogênico (Toro 2005).
http://www.scielo.br/pdf/abb/v24n2/a10v24n2.pdf

Observações:

Quando usadas em uso interno em doses maiores que as recomendadas, podem provocar, náuseas, dejeções, e distúrbios de consciência.


Uso Medicinal

Uso Principal:

Uso em eczema, feridas externas, raiz triturada, ferver 1 colher de chá de raiz em 1 litro de água, por 15 minutos; coar, amornar e fazer compressas no local afetado. Muito usado [raiz] no tratamento da coriza .

Uso Normal:

Raízes, uso interno, decoto, (vide dose uso principal): afecções gástricas em geral, gastralgia, indigestão, inapetência, convulsões, epilepsia. Uso externo, decoto, 50 gramas por 1 litro de água, banhos parciais ou de assento: úlceras, sarnas, micoses, orquites, caspa. Raízes e caules, uso interno, decoto, 10 a 15 g por litro, 3 xícaras ao dia: tido como antídoto de picada de cobras diversas e de insetos. Uso interno, decoto, 20 g em 1 litro água: contra urina solta das crianças, menstruação difícil, contra dores, esclerose, nervosismo.

Usando-se raiz, em decoto, como: febrífugo, tônico, abortivo, emenagogo, malária, orquite, blenorrágico, diarreia, disenteria, e eficaz contra veneno de cobra. Usando-se raiz, reduzida à pó, uso externo : cicatrizante, úlceras crônicas, lúpus, sarna. Os indígenas usam-na contra veneno de cobra.
Modo de usar:[www.plantamed.com.br]:
– decoção da raiz: febrífugo, tônico abortivo, emenagogo, malária, orquite, blenorrágico, diarreia, disenteria, o e eficaz contra veneno de cobra;
– pó das raízes externamente: cicatrizante, úlceras crônicas, lúpus, sarna.

Características:

Planta volúvel, trepadeira, herbácea, vigorosa, natural do Brasil, sem pêlo      ( glabra). Caule com casca grossa e rugosa; folhas pecioladas , pecíolo de 3-4 cm, alterna, hastado-triangulares, agudas ou obtusas, com ângulos inferiores laterais arredondados-obtusos, tamanho variável, até 11 cm de comprimento e 8 cm de largura, um pouco rígidas, lavadas de roxo na parte inferior, glabras, pseudo-estípulas de 2 cm , reniforme, ondeadas e avermelhadas, mais escuras interiormente, ciliadas, tendo na base do lábio superior uma mancha orbicular alaranjada; fruto tipo cápsula oblonga, aguda, contendo sementes achatadas cuneiformes; raiz varia de grossura, rugosa, sendo internamente dura e amarelada. Exala cheiro forte e de gosto amargo e desagradável. Prefere climas quentes e solo calcário. No Brasil existem diversas espécies de Aristolochia, com características e propriedades semelhantes, sendo as mais importantes a A . triagularis e A . Esperanzae.

Originário da Amazônia , Nordeste e Sudeste. Planta volúvel, delicada, caule cilíndrico, sulcado estriado, folhas simples, ovado-trilo batas ou tripartidas, flores solitárias, axilares, vistosa, sépalas bilabiadas, zigomorfas; fruto cápsula cilindro-oblonga, extremidades cupuliformes, valvar, fendendo-se na maturação e tomando aspecto de paraquedas, contendo sementes achatadas, ventralmente lisas e dorsalmente rugosas. Toda planta tem cheiro forte, sabor amargo e nauseabundo.
Suas flores são de formato bem típico e são por muitos,consideradas carnívoras pois atraem e digerem insetos.

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