Cavalinha

Nome cientifico: Equisetum arvensi, E.hiemale, L.Equisetum pyramidale, E.giganteum

Sinonímia: Rabo-de-cavalo, lixa-vegetal, cana-de-jacaré, erva-carnuda, equisseto, milho de cobra, cola de cavalo, erva carnudo, cauda de raposa

Composição Química:

Alcalóides piridínicos, nicotina e palustrina (equicetina), flavonóides glicosilados da apigenina, quercetina e do campferol, e de derivados dos ácidos clorogênicos , cafêico e tartárico. Tiaminase, uma enzima que acelera a destruição da tiamina tambem chamada de vitamina B1 ou aneurina. Tem um dos mais altos níveis de silício encontrados nas plantas.
fonte: www.udr.org.br: Princípios ativos: Saponinas (equisetoninas), potássio, cálcio, fósforo, manganês, ácido silícico, flavonóides, alcalóides, taninos, fitosteróides, ácidos graxos aconitínico, benzóico, málico, gálico, péctico, vitamina C, resinas, lignanos.


Dados para Cultivo

Propagação: planta espontânea em áreas úmidas, divisão de touceira (canteiros irrigados)

Espaçamento: 30 x 30 cm (crescimento por perfilhamento da raiz), e espontânea em áreas úmidas

Época de Plantio: com irrigação e calor, em canteiros: ano todo. Planta espontânea em áreas úmidas

Época Colheita: folha (pseudo-caule) e raiz: ano todo, canteiro e áreas ribeirinhas.


Informações Gerais

Contra Indicações:

Uso em excesso provoca carência de vitamina B1 (tiamina). É considerada tóxica para o gado vacum, devido a grande quantidade de sílica nos seus tecidos (13%). Cavalos não são afetados. Segundo Dr. Brüning, é abortiva.
Segundo Botsaris tem um alcaloide chamado tiaminase, que em doses altas provoca torpor, astenia intensa, distensão abdominal, diarreia, hipotensão, taquicardia, podendo evoluir para coma e morte em doses maciças [em animais].


Uso Medicinal

Uso Principal:

Específico na prostatite (afecção da próstata), infuso das folhas; em febre puerperal (excelente) (chá das folhas [hastes verticais], 1 xícara de duas em duas horas); edemas das pernas, infuso. Em fissuras do calcâneo e dos dedos (rachaduras típicas mas diferentes das dermatites provocadas por fungos), na forma de infuso ou cápsulas do pó da planta (pois abastece de silício [planta mais rica conhecida neste elemento] e atua beneficamente nos rins).

Uso Normal:

Uso interno, infusão, folha/raiz a 5%: gastrite; úlcera estomacal; problema nos rins; edemas das pernas (inchaços); diurético; afecções dos rins e bexiga, cistite; eliminador do ácido úrico; hemorragias nasais; calcificante das fraturas, anemia. Auxiliar no tratamento da obesidade. Usado também em afecções dos olhos. Uso externo: aftas, frieiras, feridas, úlceras de pele, acne, queda de cabelo. As hastes férteis não são utilizadas, apenas as estéreis (sem a ponta típica do órgão reprodutor).

Uso Normal:

Com Milirramas ou catinga-de-mulata (equivalentes, em partes iguais em peso), corta qualquer tipo de hemorragia interna (usar 50% cada); em hemorragia vaginal, associar: cavalinha com Milirramas (50% cada). Juntamente com Condurango (Marstenia condurango) , é bom auxiliar na prática da hemodiálise. As hastes férteis não são utilizadas, apenas as estéreis (sem a ponta típica do órgão reprodutor).

Características:

Subarbusto ereto, perene, rizomatoso, com haste de cor verde, oca, monopodial, com numerosos ramos que partem dos nós dos verticilos, de textura áspera ao tato pela presença de silicato em sua epiderme, de 80 a 160 cm de altura. Folhas são verticiladas e reduzidas a pecíolos soldados que formam uma bainha membranácea. A haste fértil tem no ápice uma espiga oblonga e escura que contém grande quantidades de esporos. Multiplica-se tanto por esporos como pelo rizoma. É nativa de quase todo Brasil em áreas pantanosas, sendo usada para fins ornamentais. Pode se tornar uma erva invasora se puder desenvolver-se no seu habitat preferido (áreas alagadas e pantanosas).

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