Capuchinha

Nome cientifico: Tropaeolum majus L.

Sinonímia: Flor-de-sangue, agrião-do-méxico, mastruço-do-perú, capuchinha-grande, chagas, flor-de-chagas, chagas-de-Cristo, capuchinho, nastúrcio, chaguina, capucine, cinco-chagas, agrião-da-índia, mastruço,

Composição Química:

Ólero essencial; mirosina (fermento), açucares, pigmentos, substâncias antibióticas, vitamina-C, compostos sulfurados (enxofre).
www.peshp.vilabol.uol: Contém: ácido trapaelínico, gliconastriritina, glicoproteína, resinas, muita vit. C e sais; potassa, fosfatos, ferro, nitrogênio, enxofre, iodo. Também o óleo de benzilo de mostarda que atua como antibiótico sobre bactérias, mofo e vírus indesejáveis; ao mastigar uma folha dessa planta desinfetamos a boca e a garganta.


Dados para Cultivo

Propagação: sementes, divisão de touceiras

Espaçamento: 0,4x0,3 m canteiros

Época de Plantio: com irrigação e calor: ano todo - canteiros- ornamental

Época Colheita: folhas com poucas flores na planta, durante ciclo vegetativo


Informações Gerais

Contra Indicações:

Não indicado nos casos de gastrite, gravidez, lactação, hipotireoidismo, insuficiência renal ou cardíaca. Pode causar irritação gástrica, ação antitiróidica, indutora de bócio. Seu uso excessivo pode causar hipertensão e potencialisação dos efeitos de cardiotônicos.

Valor Alimenticio:

Pode-se come-la como salada (folhas e flores), mas tem sabor picante tendendo para levemente azedo ou apimentado.

UNICAMP:
Flor que enfeita salada
previne doenças

Tese revela que a Capuchinha é rica e luteína, carotenoide associado à prevenção de problemas oftalmológicos
MANUEL ALVES FILHO
Se o leitor está entre as pessoas que consomem tomate regularmente por saber que o fruto contém um tipo de carotenoide, o licopeno, que está associado à proteção contra doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer, sobretudo o de próstata, pulmão e estômago, uma boa notícia: a melancia oferece quantidade semelhante da mesma substância. Outro dado alvissareiro é que uma flor comestível de nome popular Capuchinha ou Nastúrcio, normalmente usada para adornar saladas, é rica em outro carotenóide, a luteína, que está relacionada com a prevenção de doenças como a catarata e a degeneração macular, principal causa de cegueira entre pessoas com mais de 55 anos. As constatações estão na dissertação de mestrado de Patrícia Yuasa Niizu, defendida junto à Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp. Mais do que trazer boas novas, o trabalho pode servir de instrumento para orientar eventuais programas que vinculem alimentação e proteção à saúde humana.
Carotenóides são pigmentos amplamente distribuídos na natureza, responsáveis pelas cores laranja, amarela e vermelha das frutas, verduras, flores, alguns peixes e pássaros, bactérias, algas, fungos e leveduras. Embora não haja uma recomendação “formal” quanto à quantidade a ser consumida, alguns estudos apontam que a ingestão “prudente” dessas substâncias auxilia no fortalecimento do sistema imunológico e na redução de doenças degenerativas, como as do coração, da visão e certos tipos de câncer. De acordo com Patrícia, existem pesquisas que apontam que cinco porções de frutas e verduras ao dia seriam adequadas para proporcionar ganhos à saúde.
Pensando nisso, a autora da dissertação resolveu investigar um pouco mais sobre os carotenóides em flores, folhas e frutas. A primeira constatação da pesquisa, orientada pela professora Delia B. Rodriguez-Amaya, foi que a melancia contém praticamente a mesma quantidade do licopeno presente no tomate. De acordo com Patrícia, esse dado é praticamente desconhecido da população em geral, em virtude, entre outros fatores, do maior “status” adquirido pelo primeiro alimento, principalmente por causa do marketing feito pelas indústrias que processam o fruto. “Acredito que essa informação seja relevante, pois abre perspectiva para que as pessoas diversifiquem sua alimentação, sem abrir mão de substâncias importantes para a manutenção da saúde. A melancia, como se sabe, é uma fruta relativamente barata e que está disponível para consumo o ano todo e no mundo inteiro”, afirma.
Em seu trabalho, Patrícia comprovou também que a Capuchinha é rica em luteína, dado igualmente ignorado até então. O aspecto curioso dessa descoberta é que a flor, embora seja comestível, tem um uso mais decorativo do que nutritivo. “Por ser bonita e apresentar cores como o amarelo, o laranja e o vermelho, ela é mais utilizada para enfeitar saladas. Entretanto, se for consumida em níveis prudentes, a Capuchinha pode contribuir para prevenir doenças graves da visão, como a degeneração macular e a catarata”, explica a autora da dissertação.
O único fator que depõe atualmente contra a Capuchinha é que, a exemplo de outras flores comestíveis, ela é cara, pois está associada a pratos refinados. Disponível nas gôndolas de supermercados, seu preço não está a alcance de muitas famílias brasileiras. “Mas esse problema pode ser contornado. Essa flor é de fácil cultivo. Pode ser plantada no quintal, como parte da horta doméstica. Além disso, tem um sabor bom, parecido com o do agrião. Em uma viagem recente a Portugal, minha orientadora constatou que a Capuchinha é tão abundante que divide espaço com o mato”, conta Patrícia.
A Capuchinha, conforme a pesquisadora, poderia substituir uma outra flor, de nome Marigold. Embora não seja comestível, esta última é utilizada na composição da ração do frango. A luteína presente na Marigold reforça a coloração amarela tanto da pele da ave quanto da gema do ovo. Num outro capítulo de sua dissertação, Patrícia investigou os carotenóides presentes nos alimentos mais consumidos pelos brasileiros, em saladas cruas. Foram analisados: alface lisa, alface crespa, agrião, almeirão, rúcula, cenoura, tomate e pimentão, sendo que este último não demonstrou ser tão rico nessas substâncias. As demais, porém, apresentam quantidades significativas dos compostos naturais, fato que recomenda a sua inclusão na dieta alimentar cotidiana dos brasileiros.
“Atualmente, vários estudos científicos buscam identificar a associação entre alimentação e proteção à saúde. Minha expectativa é que meu trabalho ajude nesse esforço. O consumo dos vegetais analisados na dissertação pode ser importante não apenas para incentivar a ingestão de carotenóides, mas de outras substâncias que concorrem para a proteção contra várias enfermidades”, afirma Patrícia, que contou com bolsa da Capes e do CNPq. Na edição passada, o Jornal da Unicamp publicou reportagem sobre a dissertação de mestrado da nutricionista Renata Maria Padovani, que também teve como objeto os carotenoides.
De acordo com o estudo, a disponibilidade de carotenóides nos grandes centros urbanos brasileiros não é suficiente para garantir à população a ingestão em níveis prudentes dessas substâncias. Para conduzir a sua pesquisa, a nutricionista levou em consideração o consumo de alimentos por faixa de recebimentos (renda) de moradores de nove regiões metropolitanas e mais dois municípios. Embora as frutas, legumes e verduras sejam abundantes no Brasil, esses alimentos não são adquiridos nas quantidades desejáveis pelas famílias brasileiras, segundo Renata.


Uso Medicinal

Uso Normal:

Seus usos mais comuns são: como purgativa (purgante, usando frutos secos na forma de pó), como tônica, como depurativa de sangue, como antibiótico natural, estimulante digestivo, expectorante e calmante de tosse (usando-se o suco fresco das folhas e flores), nas afecções da pele (eczemas, combate a caspa), nas formas de: infusão, usando 4 colheres de sopa de folhas picadas ou 2 sementes em 1 litro de água sem cloro. Tomar 3-4 xícaras de chá ao dia, e nos usos externos ferver para reduzir a quantidade de água pela metade do volume inicial.
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na acne; nas afecções de pele; nas afecções pulmonares; como desinfetante das vias urinárias; como antiescorbútica (rica em vitamina C); como ativador da circulação sanguínea; como digestiva; como diurética; como estimulante geral do organismo; como sedativa; como tônico capilar; na insônia.

Uso Normal:

Uso externo, na forma de extrato alcoólico de suas folhas secas misturadas com folhas secas de Bardana, para fortalecer o couro cabeludo e prevenir a queda de cabelos.
UNICAMP: prevenção de problemas oftamológicos.

Características:

Nativa do Peru e México. É uma herbácea rasteira e trepadeira anual, muito decorativa pelo conjunto das suas flores vermelhas e amareladas, caule verde aquoso e bastante mole, folhas verdes, na forma de guarda-chuva, flores muito bonitas, parecida com agrião-das-águas. Existe outra variedade a T. minus que não é trepadeira. As folhas e flores podem ser consumidas na forma de salada com sabor especial.

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