Cajueiro

Nome cientifico: Anacacardium occidentale L.

Sinonímia: Sinonímia popular Acaju, acajaíba, caju-manso, oacaju Sinonímia científica Acajuba occidentalis Gaertn.[Leonardo Dias]

Composição Química:

www.colegiosaofrancisco.com.br: O pedúnculo (falso fruto) é o que se consome ao natural. De coloração amarela ou vermelha, possui de 180 a 230mg de vitamina C por 100g de suco.
www.vida.sabetudo.net: Princípios ativos Esteroides, flavonoides, catequinas, fenóis, taninos, gomas, resinas, material corante, saponinas, taninos, vitamina C, açúcares, carotenoides, ácidos orgânicos, proteínas, fibras, ácido anacárdico, anacardo, cardol, taninos, flavonoides, ácido gálico

É rico também em cálcio, ferro e fósforo, sendo utilizado para sucos concentrados, doces em massa, compota e desidratados. A amêndoa do caju (fruto verdadeiro), quando torrada, tem alto valor no mercado internacional. Da castanha (amêndoa e casca), extrai-se o fino óleo de amêndoas, de uso cosmético, medicinal e culinário.


Dados para Cultivo

Propagação: sementes; mudas enxertadas, mudas ensacolada

Espaçamento: cajú-anão: 7x7m; 10x8 m cajú comum

Época de Plantio: semeadura direta: início chuvas;

Época Colheita: folhas secas, ano todo, fruta fresca (depende região), castanhas (comercial)


Informações Gerais

Contra Indicações:

O óleo resina da casca da castanha é usado para fabricação de inseticidas.
www.colegiosaofrancisco.com.br: O cajueiro tem nas folhas uma resina tóxica à qual só os macacos são imunes. Graças à maior freqüência das chuvas na época dos frutos, as toxinas são eliminadas e outros animais podem então se alimentar deles.

A castanha possui uma casca dupla contendo a toxina uruxiol (também encontrada na hera venenosa), um alergênico que irrita a pele. Por isso a castanha deve ter sua casca removida através de um processo que causa dolorosas rachaduras nas mãos. As castanhas vendidas como “cruas” são previamente cozidas, mas não torradas.

Valor Alimenticio:

Pode-se fazer com os frutos doce de sabor muito bom e peculiar. As castanhas quando secas são apreciadas como aperitivos finos, contendo vit. B e ajuda nas faculdades intelectuais. O suco do fruto tem vitamina C.
www.alicesoftware: Os indígenas, no entanto, sabiam desde sempre que a melhor forma de aproveitar como alimento essa amêndoa abrigada na castanha do caju era torrando-a ao fogo. Assim, sua casca e o forte óleo que desprende são consumidos, restando a apreciadíssima e internacional cashew nut. A castanha-de-caju, como é conhecida pelos brasileiros, transformou-se em especiaria cara e de luxo muito utilizada salgada, como tira-gosto, e natural, na produção de doces e confeitos.
Alem disso, da amêndoa da castanha-de-caju – rica em proteínas,
calorias, lipídios, carboidratos, fosforo e ferro – e extraído um oleo
comestível que pode ser utilizado em substituição ao azeite de oliva.
No Brasil, os usos culinários do caju e de sua castanha se multiplicam.
Quando verde, por exemplo, a castanha volumosa e tenra, mais conhecida
como maturi, e ingrediente especialíssimo da culinária nordestina: a
famosa frigideira de maturi com camarões secos, por exemplo, e um prato
baiano, raro e sensual, cuja receita ficou imortalizada na obra “Tieta
do Agreste” do escritor Jorge Amado.
Da amêndoa torrada e costume fazer-se uma farinha muito especial que e
misturada com farinha de mandioca, adoçada e vendida em pequenos cones
de papel: guloseima de crianças. Essa mistura e, também, muito apreciada
para ser degustada apos a adição de suco de caju ou água, a gosto. E a
tumbança.
A parte suculenta e refrescante, o pseudofruto do cajueiro – que contem
vitamina C em quantidade para perder apenas da campeá acerola – tem
incontáveis usos e, embora alcance pouco valor no mercado externo, e
muito apreciada no Brasil.
O caju pode ser consumido como fruta fresca, sob os pês carregados ou
adquirido de ambulantes nas ruas e nas praias. Especialmente, e comum
servir de acompanhamento para aqueles que não se furtam de beber uma boa aguardente de cana, sendo consumido aos pedaços ou por inteiro, entre um gole e outro.
Para beber, como e mais consumido, o caju serve de matéria-prima para
inúmeros sucos, refrescos e cajuadas, quando ao suco adoçado,
adiciona-se água ou leite. A cajuína, bastante apreciada e consumida
gelada, e o suco filtrado, engarrafado e cozido em banho-maria. Esse
suco, depois de filtrado e cozido, quando misturado com álcool
transforma-se na jeropiga, um vinho de caju que pode ser mais ou menos
encorpado. O mocororó e o suco fermentado, cru ou cozido, um vinho mais
fino.
A doçaria nordestina e prodiga em receitas que levam a fruta, uma boa
maneira de conserva-la para os tempos de entressafra. Assim, o caju
costuma ser transformado em doces de todo tipo, na forma de sorvetes,
gelados, compotas, passas ou ameixas de caju, em calda ou fruta
cristalizada.

Observações:

A resina da casca da castanha substitui a goma arábica


Uso Medicinal

Uso Principal:

A

Uso Normal:

www.colegiosaofrancisco.com.br: Do caju tudo é aproveitado, o suco, o bagaço, castanha, a casca da árvore, folhas, flores e a madeira. Entretanto é amêndoa tostada do caju, o artigo de grande interesse no mercado mundial, devido ao seu elevado valor nutritivo. Esta pode ser consumida ao natural com sal ou não, ou usada no preparo de doces,farinhas, etc.

A amêndoa é responsável por cerca de 1/3 do castanha, a sua análise revela um teor de óleo de 55 a 60%, 15 a 205 de proteínas e em torno de 5% de açúcares.

É excelente fonte de vitamina C, sendo que os frutos amarelos são mais ricos nesta vitamina. Pode ser utilizado na medicina caseira, como vermífugo, diurético e antiinflamatório. A medicina caseira recomenda-se a decocção das folhas por 10 minutos para banhar cicatrizes e inflamações.
www.vida.sabetudo.net : Indicações terapêuticas Diabetes, feridas, infecção da garganta, diarréias, disenterias, baixar colesterol e triglicerídeos, suplemento nutritivo (regime de emagrecimento), frieiras, cansaço dos pés, eczemas, reumatismos, avitaminose C, feridas, úlceras, verrugas, calosidades

Características:

No gênero anacardium temos o cajú de plantio comercial, e pode-se usar também cajuzinho do cerrado ou do campo com grande valor medicinal, tanto usando-se seus frutos como folhas e casca. Planta de porte menor que o comercial, com frutos intensos mas de pequeno tamanho. As folhas , flores e frutos se assemelham na forma e não no tamanho. Originária da Amazônia brasileira, nordeste, e cultivado em todo o Brasil. Árvore de 5 à 15 m de altura, com casca rugosa, tronco e ramos tortuosos quando adulto, alguns ramos chegam a rastejar e enraízam no solo; folhas simples, alternas, coriáceas, em geral obovadas, 6-25 cm comprimento, 5-15 cm de largura, nervuras laterais bem distintas; inflorescência do tipo panícula, flores hermafroditas e unissexuadas masculinas na mesma inflorescência , brancacentas quando novas, depois avermelhadas. Fruto ( castanha ou amêndoa ) aquênio runiforme ( 3-5 cm ), mesocarpo resinoso , preso a um pedúnculo espessado e carnoso ( pseudo-fruto ) de cor amarela ou vermelho, tamanho variado, contendo suco de sabor agradável.
www.acisoftware.com: Para completar, e uma das frutas mais intrigantes existentes: aquilo que comumente se acredita ser a fruta, denominada popularmente de “pera”,
“maca” ou “banana” – aquela parte carnosa, cuja forma pode ser alongada ou arredondada; cuja cor pode ser amarela, vermelha ou intermediaria; que
contem o sumo aromático e adstringente, por vezes azedo e, outras,
dulcíssimo – e apenas a haste, o pedúnculo inchado que sustenta o
verdadeiro fruto da planta, que e a castanha. Com a forma de um pequeno
“rim” animal, a castanha e o principal produto do complexo econômico do
caju.
Quando madura, a castanha do caju apresenta uma casca bastante dura e
cheia de um óleo viscoso, caustico e inflamável que abriga a amêndoa. A
partir da 2 Guerra Mundial, esse óleo se transformou em um produto
estratégico para a industria, por suas qualidades isolantes e
protetoras. Atualmente existem mais de 200 patentes industriais que o
utilizam como componente.
São desde arvores com porte majestoso, amazônico, atingindo ate a altura
de 40 metros e apresentando os pseudofrutos carnosos pouco desenvolvidos
(Anacardium giganteum), ate formas arbóreas de porte médio, não
ultrapassando os 3 ou 4 metros de altura (Anacardiam othonianum) ou
herbáceo, com ate 80 cm (Anacardium humile). Nesses últimos casos, a
castanha apresenta-se com as mesmas características e usos do cajueiro
comum, sendo apenas o seu pseudofruto uma miniatura perfeita do outro e
um pouco mais acido. Também conhecidos como cajuí, cajuzinho ou
caju-de-arvore-do-cerrado, tais frutos ocorrem naturalmente no Cerrado
do Brasil.
Fonte:
SILVA, Silvestre (fotos); TASSARA, Helena (texto). Frutas no Brasil.
Sao Paulo : Empresa das Artes, 1996.

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