Café; Cafeeiro

Nome cientifico: Coffea arabica; Coffea canephora; Coffea liberica

Sinonímia: Dra Ligia M. Sena [www.portaleducacao.com.br] No Brasil conhecida apenas por café, cafeeiro, ou cafezeiro.

Composição Química:

Dra Ligia M. Sena [www.portaleducacao.com.br]
A substancia mais importante é a cafeina [1,3,7-trimetilxantina], alcaloide amplamente difundido no reino vegetal, aparecendo em plantas tais como: chá-mate e guaraná; existindo nas sementes de café nas porcentagens de 0,4 a 2,4% do peso seco.

Na cidade de Catanduva, ESP, existe uma indústria privada, que extrai a cafeina do café que servira depois para produzir café solúvel. A cafeína quase pura [como um princípio ativo para uso em reações químicas] é utilizada em refrigerantes tipo cola, etc.


Dados para Cultivo

Propagação: sementes

Espaçamento: variações de 3 x 0,6 m até 3,5 x 1 m (depende de variedade; fertilidade solo; mecanização; etc)

Época de Plantio: verão chuvoso, ou com irrigação verão, primavera, outono

Época Colheita: Inverno seco


Informações Gerais

Contra Indicações:

A cafeína é um alcaloide psico estimulante que pertence ao grupo das xantinas. Os derivados das xantinas são utilizados como estimulantes cerebrais ou estimulantes psicomotores por atuarem no córtex cerebral e nos centros medulares. Por isso, a cafeína tem um efeito acentuado sobre a função mental e comportamental. Ela atua no sistema nervoso autônomo e seu mecanismo de ação inibe os receptores de adenosina.

A adenosina é um neurotransmissor que age no controle da frequência cardíaca, da pressão sanguínea e da temperatura corporal. É ela que induz as sensações de sono e cansaço. Como a cafeína inibe sua ação, acaba provocando os efeitos contrários. É por isso que o consumo de cafeína está relacionado com o aumento da concentração, melhora do humor, controle de peso, entre outros. No entanto, pessoas que utilizam a substância regularmente acabam observando menos suas sensações.

A cafeína é a substância psicoativa mais consumida em todo o mundo, por todas as faixas etárias, sexos e localizações geográficas. De acordo com estudo englobando todos os tipos de fontes que possuem cafeína, a estimativa é que o consumo mundial seja na ordem de 120 mil toneladas por ano.

Em produtos vegetais, ela é encontrada em mais de 63 espécies de plantas. A cafeína está presente em grandes doses nas sementes de café, folhas de chá verde, cacau, guaraná e erva-mate. A cafeína também é encontrada em refrigerantes a base de cola, energéticos e alguns medicamentos como antigripais, analgésicos e inibidores de apetite.

Uma xícara de café contém entre 60 mg e 150 mg de cafeína, dependendo do tipo de café. O menor valor (60 mg) corresponde a uma xícara de café solúvel instantâneo, enquanto um café coado pode chegar a 150 mg de cafeína por xícara. Saiba mais sobre os diferentes métodos de extração do café na matéria: “Como fazer café do jeito mais sustentável“. Já uma lata de refrigerante de cola apresenta em torno de 34 mg a 41 mg de cafeína.

Dentre as fontes naturais de cafeína, o café é a mais ingerida. A concentração de cafeína no café depende de diversos fatores, como a variedade da planta, o método de cultivo, as condições de crescimento, e aspectos genéticos e sazonais. Além disso, quando a bebida é preparada, fatores como a quantidade de pó, o modo de produção (se o produto é torrado ou instantâneo, descafeinado ou tradicional), e seu processo de preparo (expresso ou coado, por exemplo) influenciam na quantidade de cafeína.

Cafés mais escuros dão a impressão de possuírem mais cafeína do que os claros, mas isso não é verdade. Por mais que os cafés escuros sejam mais fortes e encorpados, o processo de torrefação queima parte da cafeína. Por esse motivo, os cafés de torra escura são uma opção melhor para quem deseja apreciar a bebida sentindo com menor intensidade os efeitos da cafeína.

Segundo o European Food Information Council, a média de meia-vida (tempo gasto para que a concentração de um fármaco no organismo se reduza à metade) da cafeína no organismo varia de duas até dez horas. Há grande variação individual e o organismo atinge a concentração máxima uma hora após a ingestão.

De acordo com um relatório publicado pelo comitê científico da European Food Safety Authority (EFSA), o limite de segurança seria, em média, de 400 mg ao dia (cerca de quatro xícaras de café) por indivíduos adultos com cerca de 70 kg. Já para mulheres grávidas ou lactantes, o valor seria de 200 mg ao dia.

Efeitos no corpo e sua utilização em tratamentos

Uma dose de café forte é capaz de aumentar a acuidade mental e sensorial em minutos, produzir excitação e euforia. A cafeína possui efeito ergogênico, ou seja, é um artifício que permite a intensificação da potência física, mental e do limite mecânico, retardando assim o início da fadiga.

O uso da cafeína é muito comum no meio esportivo. Nos últimos anos, pessoas que buscam acelerar a perda de peso e praticantes de provas de resistência tem feito uso da substância. A ingestão de apenas 3 mg a 6 mg de cafeína por quilograma corporal já gera uma melhoria no desempenho atlético. Estudos apontam que a cafeína aumenta a força muscular e a resistência ao processo de fadiga.

Pesquisas apontam para o papel ergogênico no desempenho de exercícios. Atletas que consomem 330 mg de cafeína, o equivalente a cerca de duas xícaras de café forte, correm em média 15 minutos a mais do que quando se exercitam sem cafeína. Esse efeito na performance se deve principalmente pela alteração da percepção do cansaço. Em conjunto com essa redução da fadiga, o café aumenta a capacidade de alerta. Assim, há uma melhora no desempenho de atividades que requerem atenção e vigilância.

Pelo fato da cafeína aumentar o desempenho físico, ela entrou na lista de substâncias proibidas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). O órgão estabeleceu o limite de 12 microgramas por mililitro (µg/ml) de cafeína na urina como parâmetro para detecção de “doping”. Esse nível pode ser alcançado com o consumo de três a seis copos de café forte.

Segundo estudo, a cafeína acelera o metabolismo e tem ação termogênica e diurética. Além disso, tem efeito anorético (perda de apetite) no sistema nervoso, o que leva a uma redução de peso corporal. Por ser antagonista da adenosina no tecido adiposo, ela ajuda na mobilização de gorduras dos depósitos (lípase). Assim, atua com efeito emagrecedor.

Diversos estudos investigam a relação da cafeína na prevenção do desenvolvimento da depressão. Por inibir o receptor de adenosina, ela se relaciona inversamente com a depressão e deterioração da memória. Além do uso preventivo da depressão, ela pode ter efeito terapêutico, pois controla a plasticidade sináptica anormal e proporciona neuro proteção. Pesquisas concluíram que pessoas tratadas com cafeína apresentam quantidade significativamente menor de sintomas depressivos em situações de estresse. Isso ocorre por ela diminuir o cansaço e aumentar a tolerância a vários sinais que podem causar hiperirritabilidade e frustração no indivíduo.

Experimentos recentes sugerem que a cafeína previne a neuro degeneração e o déficit mnemônico (conjunto de técnicas utilizadas para auxiliar o processo de memorização) em decorrência da idade. Por esse motivo, apresenta-se como uma possibilidade no tratamento da doença de Alzheimer.

Outro efeito é o aumento dos níveis do neurotransmissor dopamina (assim como anfetaminas). Esse neurotransmissor ativa o centro de prazer no cérebro e auxilia na realização dos movimentos voluntários do corpo de forma automática. A doença de Parkinson é causada por uma perda acelerada das células que produzem a dopamina. Por isso, existe a possibilidade da utilização da cafeína como alternativa terapêutica para sintomas cognitivos e olfativos da doença.

A substância causa aumento da atividade neural, assim a glândula suprarrenal é enganada a acreditar que uma emergência está ocorrendo. Com isso, há disparos de adrenalina, e consequente taquicardia, aumento da pressão arterial, do metabolismo, da contração muscular e abertura dos tubos respiratórios. Por aumentar a frequência e intensidade da respiração, ela também tem seus efeitos no sistema respiratório, podendo ser indicada no tratamento de asma.

Apesar da cafeína causar dores de cabeça quando consumida em excesso, alguns médicos a utilizam como método de tratamento da enxaqueca, por ela contrair os vasos sanguíneos que normalmente causam essas dores. Pelo efeito diurético, a cafeína também pode auxiliar no alívio dos sintomas da TPM como cólicas menstruais e inchaço.

Cafeína faz mal?

Dra Ligia M. Sena [www.portaleducacao.com.br]
Contudo estes resultados benéficos são dose-dependentes ou seja após um limite máximo de consumo, os efeitos benéficos são sobrepujados pelas reações indesejadas, tais como: tremores, insonia de longo prazo, desconfortos gastro intestinais, palpitação, etc.
Na literatura citam-se dados de reações adversas, tais como ação no feto humano pelo fato de, por sua característica físico-química, a cafeina permite que a mesma atravesse a barreira placentária com facilidade, podendo exercer algum efeito durante o desenvolvimento fetal, tais como prejuízos no desenvolvimento neuromuscular, alem de contribuir para seu mau posicionamento no útero. Estudos adicionais afirmam que a cafeina na dose de 35 mg/kg e administrada via oral à fêmeas de roedores grávidas, induz a um déficit na formação do tubo neural contribuindo para mortalidade pós-natal. Adicionalmente, a cafeina pode provocar o aumento na quantidade de cálcio intracelular, quando presente em doses muito elevadas na circulação sanguínea, o que pode levar a ocorrência de tremores involuntários e hiperestimulação da função cardiovascular, com aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. O excesso de cafeina no sangue pode levar também à intoxicação cafeínica, cujos sintomas mais comuns são tonturas, perda do equilíbrio, náuseas ou vômito, diarreias, câimbras, cansaço, irritabilidade. A dose letal para um adulto sadio fica entre 70 a 100 xícaras de café

Valor Alimenticio:

A bebida feita com o café acompanha quase todas as refeições, mas seu valor é mais aceito como digestivo; contudo atualmente é aceito como alimento nutracêutico estimulante [ver dados apesentados com este título neste site . barra de rolagem superior do Home: ALIMENTOS FUNCIONAIS: CAFÉ : ALIMENTO NUTRACÊUTICO].

Observações:

conservação: na forma de sementes inteiras ou livres da casca mais pergaminho.


Uso Medicinal

Uso Principal:

Dra Ligia M. Sena [www.portaleducacao.com.br]
A cafeina é a substancia psicoativa mais consumida no mundo, sendo o EUA um grande consumidor, em media 200 mg/dia por pessoa, correspondendo a 2-3 xícaras de café dia. Cada xícara de café contem aproximadamente 85 mg. A cafeina é também usada nas bebidas tipo cola, o que faz ser consumida por adultos e crianças.
Os efeitos estimulantes, diminui a fadiga, melhoria na atenção, estimulação física, inibição do sono proveniente do cansaço; estimulante do Sistema nervoso central; reduz o tempo de reação a estímulos; melhora capacidade cognitiva em testes de laboratório.
A cafeina é misturada em muitos medicamentos tradicionais para utilização terapêutica , para: tratamento de condições dolorosas, potencializar os efeitos analgésicos da aspirina; prolonga o tempo de convulsões em terapias eletro convulsivas; tratamento de enxaquecas e dores de cabeça de origem diversa.
É bem absorvido pelo trato gastrointestinal, e quando ingerido induz o esvaziamento gástrico estimulando os nervos submucoso e mioentérico gástrico. A cafeina tem passagem direta do estômago para acorrente sanguínea. O sistema nervoso central é estimulado pela cafeina, por meio dos nervos autônomos colinérgicos do trato gastrointestinal.
Para compreender seu mecanismo de ação central é necessário mencionar o papel neurofisiológico desempenhada por uma substância endógena chamada adenosina.
Dra Ligia M.Sena[www.portaleducacao.com.br]:
Pesquisadores americanos, nos últimos anos, sugerem que o consumo habitual de café reduza os riscos de aparecimento da doença de Parkinson, atuando como agente protetor. Isto faz sentido ao se considerar que, de acordo com seu mecanismo de ação, ao atuar como bloqueador dos receptores de adenosina do tipo A2, a cafeina realmente poderia melhorar déficits motores, que são realmente um dos sintomas iniciais do Parkinson.

Uso Normal:

Teles indica que, para melhores informações sobre atuação medicinal do café, consultar neste mesmo site, em ALIMENTOS FUNCIONAIS , os dados de : [ título e a ação que interessa]:

CAFÉ COMO PROTETOR DO FÍGADO (CIRROSE)
CAFÉ E CHÁ VERDE: PREVENÇÃO DE DIABETES
CAFÉ E PROBLEMAS CARDÍACOS
Café, goiaba, etc.; protetor de quimioterapia
Café: atuando na química do cérebro [micro-depressão, enxaqueca, Parkinson.]
CAFÉ: BEBIDA NUTRACÊUTICA [função nutricional e farmacêutica]
CAFÉ: DOENÇAS CARDIOVASCULARES
CAFÉ: doses adequadas para consumo de cafeína
CAFÉ: PESQUISAS DO CORAÇÃO
CAFÉ: PREVENÇÃO DE CIRROSE
CAFÉ: PROTETOR FÍGADO; CIRROSE, CÂNCER
CAFÉ: SISTEMA NERVOSO
CAFÉ: TABAGISMO; ABUSO DE DROGAS
CAFÉ: UM BENEFÍCIO À SAÚDE geral
CAFÉ: USO SEGURO PARA CARDÍACOS
CAFÉ: USOS TERAPÊUTICOS DIVERSOS: vasodilatador, asma, digestão,

Características:

Dra Ligia M. Sena [www.portaleducacao.com.br]
Existem mais de 100 espécies do gênero Coffea, sendo que C. canephora e C. arabica respondem por mais de 70% dos cafeeiros cultivados com fins comerciais.
É uma planta arbustiva, quase sempre com menos de 4 metros, folhas opostas, com ondulações nas bordas, flores brancas, ao longo dos ramos, fixadas em rosetas nos locais que as folhas se juntam nos ramos; folhas verdes ou cinza, frutos ovalados com cor verde em estágio inicial,de cores vermelhos, amarelos ou pretos em estados mais avançados; sementes envoltas por polpa adocicada revestidas por um tecido resistente chamado pergaminho de aroma adocicado agradável; cultivadas em clima ameno, precipitarão por volata de 1200 mm ano, solos férteis, atitudes de 700 a 1200 m [Brasil não abaixo de 500 m], solos férteis, sem acúmulo de água em camadas na sub-superfície; desenvolve-se bem em sombreamento leve; temperatura ideal 18 a 22 graus centígrados; sem picos de baixa temperaturas , menos de 2 graus Centígrados, pois são muito sensíveis à geadas; [C. arábica].
Possivelmente apareceu na província de Kaffa na Etiópia. Conhecida a mais de 1000 anos. Folclore em torno de pastores [cita ,Kaldi o possível descobridor] que fizeram chá dos seus frutos e verificaram que então ficavam mais alertas [e podiam ler o Alcorão pois eram muçulmanos, sem grandes esforços], foi em seguida distribuído o conhecimento pelos monastérios da região e assim distribuído pelo mundo!!!; sua comercialização iniciou por volta do século XV no Iemem [antigo]; documentos antigos falam em casas de café em Meca, esparramando-se pelo mundo árabe; por interesses comerciais seu cultivo inicial foi cercado de todo sigilo, mas suas sementes chegaram às colônias alemãs de Java e Índia e depois nas suas mãos chegaram à Europa e aí para suas colônias, TORNANDO-SE ATÉ HOJE A BEBIDA MEDICINAL MAIS CONSUMIDA NO MUNDO.

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