Alfafa

Nome cientifico: Medicago sativa L.

Sinonímia: Luzerna, alfafa-de-flor-roxa, alafafa-verdadeira, melga-dos-prados.

Composição Química:

Saponinas; Aminoácidos; Taninos; Sais Minerais: cálcio, ferro, fósforo e potássio; Isoflavonas: genisteína e biocanina A; Vitaminas (abundante): A, B, C, D, E e K; Substâncias Graxas; Cumestrol

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Oito enzimas digestivas de gordura: 8000 UI de vitamina A e 40000 UI de vitamina K.


Dados para Cultivo

Propagação: Sementes.

Espaçamento: 0,3 x 0,3 m.

Época de Plantio: Primavera-verão, depende das chuvas e temperatura.

Época Colheita: Brotos recém germinados; planta toda, durante verão chuvoso.


Informações Gerais

Contra Indicações:

Não devem ser recomendada para pessoas que sofram de doença auto-imune tais como ARTRITE REUMATOIDE. Doses excessivas devem ser evitadas, pois podem deteriorar células vermelhas do sangue. Devido à riqueza em vitamina K, recomenda-se realizar testes de coagulação antes de sua utilização. Existem relatos de casos de intoxicação por ingestão de sementes de Alfafa como uma esplenomegalia (aumento do baço) e a reativação do Lúpus Eritematoso Sistêmico. Ambos os efeitos são atribuídos à canavanina, encontrada nas sementes.
É contra-indicada no Lúpus Eritematoso Sistêmico; em administração juntamente com medicação estrogênica, hemostática ou anti-coagulante. Em pacientes diabéticos o conteúdo do manganês pode alterar a concentração de açúcar do sangue.

Valor Alimenticio:

A Alfafa é um suplemento alimentar devido à riqueza de nutrientes que apresenta. É anti-hemorrágica pela presença da vitamina K, a qual auxilia na coagulação sanguínea. É estrogênica, pelas isoflavonas e pelo cumestrol. É anti-anêmica, pelo ferro orgânico presente em quantidade considerável. É fonte de vitaminas, prevenindo e combatendo doenças relacionadas com deficiências vitamínicas e é remineralizante. Costuma ser consumida na forma de brotos recentemente germinados em dietas vegetarianas.


Uso Medicinal

Uso Principal:

Muito utilizada no tratamento de avitaminose A, C, E ou K, púrpura ipoprotrombênica e debilidade durante período de convalescença. Anti-reumático, anti-artrítica, antiescorbútica, anti-inflamatória, aromática, diurética, esfoliante e estimulante. Recalcificante, muito usada nos casos de raquitismo.

Uso Normal:

Anemia, escorbuto, cansaço físico, calmante dos nervos, combate a cistite crônica, ajuda na apendicite, limpa as toxinas do organismo, controla sangramentos capilares, nasais e gástricas, estimula o apetite, auxilia na redução de colesterol alto do sangue, age no sistema circulatório e urinário. Há relatos de seu uso na consolidação de fraturas, em transtornos relacionados ao climatério, como anti-abortivo, contra ulcera nervosa e má digestão. Externamente é utilizada para banhos nos membros cansados e doloridos.
Dosagem e Modo de Usar:
Extrato Seco (5:1): 500 mg a 1g/dia;
Pó: Em cápsulas de 250-500 mg, uma a três vezes ao dia;
Tintura (1:10): 50-100 gotas, duas ou três vezes ao dia.
Extrato fluido: 5 a 10 ml em álcool 25% 3xdia
Rasura: 5 a 10g por infusão 3xdia.
FONTES:
http://ervaseinsumos.blogspot.com/2009_03_01_archive.html
www.chaecia.com.br:
-LORENZI, H.; ABREU MATOS, F. J. Plantas Medicinais do Brasil: Nativas e exóticas cultivadas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. 512 p.
-Dirceu Abdalla,
Dr. Ferro
Universidade Federal de Lavras (Comunicações pessoais)

Uso Normal:

É muito utilizada como planta forrageira, principalmente para cavalos.

Características:

É uma planta herbácea, perene, ereta, ramificada, levemente aromática, com raiz muito profunda (pivotante), folhas compostas, trifoliadas, com margens serreadas, flores de cor púrpura, em racemos azilares, fruto tipo legume com aspecto de caracol. Nativa da Ásia Ocidental, mas muito bem adaptada no sul do Brasil.

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