Aipo, Salsão

Nome cientifico: Apium graveolens (Apiaceae).

Sinonímia: Salsão, ápio, aipo-nabo, aipo-silvestre, aipo-bravo, aipo-dágua, aipo-cultivado, aipo-hortense, aipo-dos-pântanos, celeri, sabão, sabão-doce.

Composição Química:

UFLA, Lorenzi: Potássio; Sódio; Cálcio; Fósforo; Ferro, Vitaminas B1 (tiamina); B2 (kiboflavina); C (ácido ascórbico); B3 (Niacina). Óleo essencial rico em apiósido, limoneno, sileneno, eudesmol, semissólido, anidrido sedanônico. Açúcares, Manitol, Pentasonas, Ácidos glicérico, glicólico, málico, tartárico, cumárico, cafeico, ferrúlico, químico, xiquímico. Apéina e outros flavonoides. Cumarinas como a sesilina, isopimpenelina e a apigravina.
www.portaleducacao.com.br: grande concentração de vitamina E.


Dados para Cultivo

Propagação: Sementes.

Espaçamento: 0,3 X 0,3 m (em canteiros comerciais).

Época de Plantio: Com clima ameno, o ano todo, nas demais março a maio.

Época Colheita: Ano todo quando plantio comercial.


Informações Gerais

Contra Indicações:

Na forma de salada não é recomendado aos diabéticos, dispépticos, aos que tem estômago fraco; e pessoas portadoras de inflamações renais.

Valor Alimenticio:

Em saladas cruas, em sopas, em caldos, em sucos, usam-se tanto as folhas como as raízes. É rica em sais e vitaminas. É muito recomendado para pessoas que sofrem de artrite, reumatismo ou ácido úrico. As sementes têm um forte aroma, persistente e picante. O pecíolo carnoso e as raízes carnosas são comestíveis, sendo utilizados em saladas. As folhas, desidratadas e pulverizadas, constituem-se em excelente condimento. O consumo regular da planta reduz a eliminação de potássio do organismo humano, sendo indicada principalmente para atletas. O óleo essencial é amarelo-claro, usado para aromatizar alimentos, doces, licores, perfumes e sabonetes.


Uso Medicinal

Uso Principal:

Dirceu, Lorenzi, UFLA: Raiz e semente: estomáquica, aperitiva, vulnerária, diurética e anti-hidrópica. Folha: resolutiva e peitoral, depurativa, expectorante, febrífugo, anti-inflamatória, tônica, antiartrítica, anti-reumática, carminativa, emenagoga (uso como salada), excitante, antiescorbútica, alcalinizante, antitérmica, antiasmática e antianêmica. Indicada para o tratamento da asma úmida, gonorreia, retenção de urina, catarro pulmonar, nefrite, colite, disenteria, bronquite asmática, laringite, bronquite, úlceras de difícil cicatrização, contusões, ferimentos, hepatite, afecções febris, gota e litíase vesicular. A raiz é indicada para cálculos do fígado e icterícia.

Uso Normal:

Como depurativo e no combate a males do fígado e rins (cálculos): ferver 1 litro de água sem cloro por 10 minutos em fogo brando com 20 gramas de raízes de aipo, 30 g de parietária, 30 g de raízes de salsa. Deixar esfriar e coar. Tomar 3 xícaras de chá ao dia. Para gota, nefrite e reumatismo: ferver 1 litro de água, colocar 40 g de raízes e ramos de aipo, deixando cerca de 5 minutos. Coar e beber 3 xícaras diárias.

As folhas em salada são tônicas para o sistema nervoso; em sucos tem ação carminativa, diurética, febrífuga. O decocto é utilizado para tratar colite crônica, debilidade digestiva, depurativo do sangue, escrofulose, clorose, anemia por deficiência de ferro, anemia perniciosa, ácido úrico, afecções catarrais. As raízes, na forma de decocto para uso interno, contra laringite e bronquite.

Uso Normal:

Preparado juntamente com salsa é indicado na disenteria e na asma. Em pomadas com folhas de hortelã para aplicar quente nos bicos dos seios contra rachaduras de lactantes.

Características:

Adapta-se bem a regiões úmidas e nos solos impregnados de sal. É conhecido desde a antiguidade, sendo nativa do sul da Europa e muito bem adaptada no sul e sudeste do Brasil. È uma herbácea bianual, de porte ereto, aromática, de hastes mostrando linhas verdes claras e escuras, folhas, compostas, pinadas, com margens serreadas, pecíolos achatados de cor verde forte, flores pequenas, cor branca, colocadas em umbelas nas pontas dos ramos, suas raízes variam com a espécie, sendo que a variedade rapaceum é um rizoma .

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